Trump diz que a eleição foi uma desgraça e que Flávio pode ficar nos EUA “o tempo que quiser”
Em festa de Halloween no Mar-a-Lago, o presidente americano disse não ter planos de encontrar o senador, que está na Flórida, e que ele foi tratado "muito mal".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (31) que a eleição foi uma desgraça, ao comentar o resultado da disputa presidencial brasileira. A frase saiu numa festa de Halloween no Mar-a-Lago, na Flórida, em resposta a uma pergunta sobre Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula no segundo turno e hoje em território americano.
Trump também afirmou que não tem planos de se encontrar com o senador, mas que ele pode ficar nos Estados Unidos “o tempo que quiser”. A Folha conferiu a fala no áudio original, em inglês, e cruzou o conteúdo com o que a imprensa brasileira e a americana registraram no mesmo dia.
O que Trump disse ao falar que a eleição foi uma desgraça
Perguntado se pretende encontrar Flávio enquanto o senador está na Flórida, Trump respondeu que não há planos de encontro. Em seguida, disse que, na opinião dele, o senador foi tratado “muito mal” e “de forma injusta”. A frase sobre a eleição veio no meio da resposta: “Na minha opinião, a eleição foi uma desgraça”.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O presidente americano não disse a que parte do processo eleitoral se referia, não apresentou dado nem documento e não citou nenhuma decisão da Justiça Eleitoral. Em outro trecho, repetiu que Flávio “pode ficar aqui o tempo que quiser”, sem detalhar em que condição migratória o senador permanece no país.

Não é a primeira vez que ele fala sobre o resultado
Na quinta-feira (29), Trump já tinha dito a jornalistas que pretende conversar com Lula, mas que, para ele, a eleição no Brasil foi “uma desgraça”, como a Folha mostrou na reportagem sobre Trump e a eleição do Brasil. Dois dias antes, num comício no Texas, ele havia dito que “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar provas.
Questionado sobre quem reconhece como presidente legítimo do Brasil, Trump não respondeu. Até agora, o governo americano não se manifestou oficialmente sobre o resultado, e o tema aparece na reportagem sobre o fato de a Embaixada dos EUA ainda não ter reconhecido a vitória de Lula, quando 107 países já tinham feito isso.
A saída de Flávio e a posição de Washington
Lula foi reeleito no dia 25 de outubro. Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, falou em fraude e deixou o país, segundo reportagens, apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o impedia de sair. Ele chegou a Miami na quarta-feira (28) e é investigado em inquérito no STF por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação, e diz ser vítima de perseguição.
Alpha for MenO secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o governo americano não facilitou a saída do senador. Segundo Rubio, Flávio já tinha visto garantido, e Trump decidiu autorizar a entrada dele no país, com um “parole”, permissão temporária por razões humanitárias que vale na chegada à alfândega. A conversa entre Rubio e o chanceler brasileiro Mauro Vieira, no G20, foi tema da matéria sobre Rubio e Mauro Vieira.
O que dizem os fatos sobre o resultado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou o resultado da eleição, e os dados da apuração estão públicos no painel de resultados do TSE. Trump classificou a eleição de “desgraça” como opinião própria, e a fala não vem acompanhada de nenhuma denúncia formal nem de prova de irregularidade. A frase também não muda o resultado: a diplomacia americana pode não reconhecer a vitória, mas quem decide a validade da eleição brasileira é a Justiça Eleitoral do país.
Há ainda uma diferença de tradução que vale registrar. Veículos brasileiros reproduziram a frase sobre Flávio como “tratado muito mal”, “de forma injusta” ou “de forma mesquinha”. No áudio, Trump usa a palavra “shabbily”, que significa algo como “de modo vergonhoso” ou “com pouco respeito”. Em todas as versões, o sentido é o mesmo: ele considera que o senador não foi bem tratado.
O que ainda não se sabe
Não há informação oficial sobre o tempo de permanência de Flávio nos Estados Unidos, sobre eventual pedido de asilo ou sobre uma reunião futura com Trump. A fala deste sábado também não indica se a Casa Branca vai reconhecer a vitória de Lula, e um possível encontro entre os dois presidentes pode ocorrer na cúpula do G20, em dezembro, nos Estados Unidos, segundo a imprensa. A Folha acompanha o caso e atualiza esta página quando houver posição oficial.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






