Coreia do Norte dispara mísseis em salva de 10, a três semanas da ida de Trump à China
Os disparos saíram de Wonsan às 12h30 locais, voaram cerca de 250 km e são o terceiro teste balístico de outubro; Kim tinha visitado a China cinco dias antes.

A Coreia do Norte dispara mísseis com frequência neste ano, mas a salva de quinta-feira (29) chamou atenção pelo volume: cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance saíram quase ao mesmo tempo da costa leste do país. O disparo veio cinco dias depois de Kim Jong-un passar um dia na China e três semanas antes de Donald Trump viajar a Shenzhen para a cúpula da Apec, que tem Xi Jinping como anfitrião.
Segundo o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da Coreia do Sul, os lançamentos foram detectados por volta das 12h30 no horário local (0h30 em Brasília), a partir da região de Wonsan. Os projéteis voaram cerca de 250 quilômetros e caíram no mar, a leste da península. O governo do Japão informou que eles caíram fora da sua zona econômica exclusiva, e não houve registro de dano a navios ou aviões.
Coreia do Norte dispara mísseis pela terceira vez em outubro
É o terceiro lançamento de mísseis balísticos só neste mês. No dia 3, um míssil saiu da mesma região de Wonsan e voou mais de 700 quilômetros; Pyongyang disse depois que tinha testado uma arma hipersônica de alcance intermediário. No dia 12, vários mísseis foram lançados em direção ao mar, e o Japão identificou pelo menos dois. A salva de quinta veio 17 dias depois.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O Estado-Maior sul-coreano disse que reforçou a vigilância contra novos disparos e que Seul, Washington e Tóquio estão trocando informações e mantêm “prontidão total”. As resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem a Coreia do Norte de lançar mísseis balísticos, e o país vem ignorando essas regras há anos. As sanções e o histórico das decisões estão na página do comitê 1718 do Conselho de Segurança.
O que Pyongyang diz que testou
A versão norte-coreana saiu na sexta (30), pela agência estatal KCNA. Segundo o regime, Kim acompanhou uma demonstração de armas ligada a uma exposição de tecnologia de drones. O destaque foi um lançador múltiplo de foguetes de 600 milímetros chamado “Sniper”, que, de acordo com a KCNA, disparou em público pela primeira vez. Também entraram na demonstração drones de ataque suicida e mísseis de cruzeiro.
A agência estatal afirmou que os alvos, numa ilhota, foram atingidos com “100% de precisão”. Não há como conferir essa informação de forma independente. Em discurso, Kim pediu que o país conquiste “superioridade absoluta” em drones e mandou ampliar o uso de inteligência artificial nas armas.
Os militares sul-coreanos acreditam que os disparos saíram do KN-25, o lançador de 600 milímetros que Seul classifica como míssil balístico de curto alcance. Pyongyang chama a arma de artilharia. Seul e Tóquio contam cada disparo como lançamento de míssil balístico, o tipo de teste que as resoluções da ONU proíbem.
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Kim foi à China cinco dias antes
No dia 24, Kim fez uma visita de um dia, sem aviso prévio, a Dandong, cidade chinesa na fronteira com a Coreia do Norte. Foi a primeira viagem dele ao exterior em um ano. Segundo a imprensa estatal chinesa, ele participou de uma homenagem aos soldados chineses mortos na Guerra da Coreia e visitou uma fábrica de automóveis.
A viagem aconteceu dias depois de circular na internet, sem nenhuma prova, o boato de que Kim teria morrido de hemorragia cerebral. A aparição em público derrubou a história. Na China, Kim foi recebido num jantar oferecido por Wang Huning, membro da cúpula do Partido Comunista, em nome de Xi. Nenhum dos dois governos confirmou um encontro com o próprio Xi Jinping.
Trump vai à China em novembro
A reunião de líderes da Apec, o fórum de cooperação econômica da Ásia e do Pacífico, está marcada para 18 e 19 de novembro, em Shenzhen, com Xi Jinping na presidência. Em 26 de setembro, Estados Unidos e China divulgaram que Trump pretende ir. Um encontro entre os dois presidentes deve ser o centro da viagem; a programação oficial da Apec traz o calendário das reuniões.
A Coreia do Norte não faz parte da Apec, e Kim não deve ir à cúpula. Perguntado se veria o líder norte-coreano durante a viagem, Trump respondeu: “Não sei”. Os dois se encontraram três vezes no primeiro mandato do americano, mas nenhuma reunião foi anunciada agora.
Trump no noticiário desta semana
O presidente americano também esteve no centro das notícias sobre o Brasil nos últimos dias. A Folha mostrou que a Casa Branca ainda não tinha reconhecido a vitória de Lula no segundo turno, que Trump insinuou fraude na eleição brasileira sem apresentar provas e que a embaixada dos EUA seguiu sem reconhecer o resultado em público enquanto 107 países já tinham feito isso.
Até a viagem a Shenzhen, Seul, Tóquio e Washington mantêm o monitoramento reforçado sobre a costa leste norte-coreana. O teste de quinta pode entrar na conversa de Trump com Xi, já que a China é a principal aliada e parceira comercial da Coreia do Norte.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




