Morte no bairro Santa Terezinha: homem agredido pela companheira é identificado; velório é nesta sexta
Rodrigo Junior Rocha, de 38 anos, morreu na UTI da Santa Casa. Segundo a PM, a suspeita confessou as agressões e alegou uma suposta traição.

O homem que morreu depois de ser agredido pela companheira no bairro Santa Terezinha, em Patrocínio (MG), foi identificado como Rodrigo Junior Rocha, de 38 anos. A morte no bairro Santa Terezinha aconteceu na UTI da Santa Casa de Misericórdia, onde ele estava internado desde a noite de sábado (24). O velório será nesta sexta-feira (30), a partir das 8h, na Funerária Fênix, e o sepultamento está marcado para as 10h30, no Cemitério Municipal de Patrocínio, segundo a nota de falecimento divulgada pela funerária.
Rodrigo era filho de Joana Darc Rocha, já falecida, e deixa as irmãs Leidiane e Micheline, além de tios, primos e amigos, de acordo com a nota.
A data da morte ainda não está fechada
Não há informação oficial sobre o dia exato da morte. A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Santa Casa não divulgaram nota até a publicação desta reportagem. Os relatos que circulam em Patrocínio desde quarta-feira (28) dizem que Rodrigo morreu na madrugada de terça-feira (27). Já a nota de falecimento da Funerária Fênix, publicada nesta quinta-feira (29), diz que ele morreu “ontem”, o que apontaria para quarta-feira (28). Um dos relatos também fala em quatro dias de internação, conta que não fecha com a madrugada de terça.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A Folha noticiou a agressão no dia 26, quando Rodrigo ainda estava intubado na UTI, e atualizou a reportagem na quarta-feira (28), quando a morte foi relatada. O certo, pelas fontes disponíveis, é que ele morreu na Santa Casa entre terça e quarta-feira, depois de dias internado em estado grave. A data oficial deve constar da certidão de óbito e do laudo do Instituto Médico Legal.

O que a PM relatou sobre a agressão
Segundo a Polícia Militar, os militares e o Samu foram chamados na noite de sábado para atender uma ocorrência de lesão corporal no cruzamento das ruas Miguel Marques e Lindolfo Pereira Guimarães. Rodrigo estava caído no chão, com intenso sangramento no nariz e dificuldade para respirar. Testemunhas disseram aos policiais que uma mulher o atingiu com vários socos e chutes no rosto e que um homem que passava tentou interromper as agressões.
Ele tinha hematomas pelo corpo, trauma no rosto, suspeita de fratura e um corte no supercílio esquerdo. Pela gravidade dos ferimentos, foi intubado e levado à Santa Casa, onde ficou na Unidade de Terapia Intensiva até morrer.
Equipes da PM procuraram a suspeita pelas ruas próximas e a encontraram na Rua Manuel Damas. Segundo a PM, ela confessou as agressões e disse que atacou o companheiro depois de descobrir uma suposta traição. A mulher recebeu voz de prisão e foi levada à Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça. A Folha não divulga o nome dela, porque não há nota oficial que o identifique.
Alpha for MenA suposta traição é a versão que a suspeita deu aos policiais e não foi comprovada. A investigação vai apurar o que aconteceu antes e durante a briga. A mulher é suspeita, e a culpa só é definida pela Justiça.
O que falta esclarecer sobre a morte no bairro Santa Terezinha
A Folha não conseguiu confirmar se a suspeita continua presa, se a prisão foi convertida em preventiva nem se ela já foi indiciada. A Polícia Civil não divulgou o andamento do inquérito. A ocorrência de sábado foi registrada pela PM como lesão corporal, e com a morte cabe à Polícia Civil definir se o caso muda de natureza. O Ministério Público decide a acusação.
O laudo de necropsia, feito pelo Instituto Médico Legal, vai dizer se a causa da morte foram os ferimentos da agressão. Esse documento pesa na classificação do crime. Se a investigação concluir que houve intenção de matar, o enquadramento é homicídio, previsto no artigo 121 do Código Penal, com pena de 6 a 20 anos de reclusão. Se a conclusão for de que a agressora quis ferir, mas não matar, o caso é de lesão corporal seguida de morte (artigo 129, parágrafo 3º), com pena de 4 a 12 anos.
O fato de os dois serem companheiros também conta. O Código Penal manda agravar a pena quando o crime é cometido aproveitando relações domésticas ou de convivência, e essa regra vale para vítima de qualquer sexo. A Lei Maria da Penha, que prevê medidas protetivas e juizado próprio, protege apenas mulheres. A Folha explicou essa diferença na reportagem sobre o termo machinicídio, que não existe na lei.
Outros casos e como denunciar
A reportagem original sobre a agressão no bairro Santa Terezinha foi publicada quando Rodrigo ainda estava internado. Neste mês, a Folha também noticiou uma tentativa de homicídio em Iraí de Minas que terminou com seis presos em Patrocínio e, nesta semana, o feminicídio de uma jovem de Perdizes em Rifaina (SP), outro caso de violência entre pessoas que tinham um relacionamento.
Quem presenciar uma agressão deve ligar para o 190, informar o endereço exato e dizer se há feridos. O Samu atende pelo 192. Se não for seguro intervir, o mais útil é afastar curiosos, deixar espaço para o socorro e guardar o que viu, porque o depoimento de testemunhas costuma pesar na investigação. Informações sobre o caso podem ser passadas à Polícia Civil ou ao Disque Denúncia, pelo 181, sem identificação.
Homens e mulheres que sofrem violência dentro de casa podem registrar ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio. Em situação de perigo, a ligação é para o 190. A Folha atualiza esta reportagem quando a Polícia Civil divulgar o andamento do inquérito ou a data oficial da morte.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






