8,6 milhões votaram sem a digital reconhecida no 2º turno, 290 mil a mais que no 1º
No 1º turno foram 8,3 milhões, ou 6,66% dos votantes. Em 2022, a taxa chegou a 8,06%. O Piauí lidera entre os estados, e Patrocínio ficou em 6,17%.

Dos 128,2 milhões de eleitores que foram às urnas no segundo turno, em 25 de outubro, 8.632.488 tinham biometria cadastrada e votaram sem a digital reconhecida pela urna. A conta sai da soma dos 499.205 boletins de urna publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e equivale a 6,73% de quem compareceu. No primeiro turno, em 5 de outubro, foram 8.342.249 eleitores nessa situação, 6,66% dos 125,3 milhões de votantes.
O dado está num campo próprio do boletim de urna, que o TSE descreve como a quantidade de eleitores “com biometria, mas que não foram habilitados por meio dela”. Ou seja, a pessoa tinha as digitais no cadastro, a urna não as reconheceu e a mesa liberou o voto pelo procedimento alternativo de identificação. Quem nunca fez o cadastro biométrico não entra nessa conta.
Primeiro e segundo turno lado a lado
A Folha somou os boletins dos dois turnos nos arquivos de dados abertos do TSE, estado por estado, contando uma vez cada urna. No segundo turno, a soma bateu com o total oficial de comparecimento divulgado pelo tribunal, de 128.236.074 votantes.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.- No 1º turno, em 5/10, 8.342.249 eleitores (6,66% dos que compareceram).
- No 2º turno, em 25/10, 8.632.488 (6,73%).
- No 2º turno de 2022, 10.011.347, ou 8,06% dos 124,3 milhões de votantes daquele ano.
Do primeiro para o segundo turno, o número subiu em 290.239 eleitores, e a taxa passou de 6,66% para 6,73%. O comparecimento também cresceu entre as duas votações, de 125,3 milhões para 128,2 milhões de pessoas. Na comparação com o segundo turno de 2022, a taxa caiu 1,33 ponto percentual.

Os estados com a maior taxa no 2º turno
O Piauí teve a maior proporção do país no segundo turno: 9,00% dos votantes, ou 201.641 pessoas, votaram sem a digital reconhecida. Depois vêm Rio Grande do Sul (8,45%), Rio Grande do Norte (8,10%) e Santa Catarina (7,51%, com 357.632 eleitores). Em números absolutos, São Paulo lidera, com 1.632.098 casos, 5,96% de quem votou no estado. Minas Gerais somou 887.910, ou 6,81%.
Nas seções do exterior, o campo veio zerado nos dois turnos.
Votaram sem a digital em Patrocínio
Em Patrocínio (MG), os 222 boletins do segundo turno registram 3.385 eleitores que votaram sem a digital reconhecida, 6,17% dos 54.860 votantes da cidade, taxa um pouco abaixo da média de Minas. No primeiro turno foram 3.165, 5,94% de 53.327 votantes. O resultado de cada escola da cidade no segundo turno está no placar de Patrocínio por local de votação.

O que acontece quando a urna não reconhece a digital
Pelas regras da Resolução TSE nº 23.759/2026, ninguém deixa de votar por falta de biometria ou por problema na leitura das digitais. Segundo o manual do eleitor publicado pelo tribunal em julho, a leitura pode ser repetida até quatro vezes. Se a urna continuar sem reconhecer o dedo, a mesa pede o ano de nascimento e o confere com o cadastro eleitoral. Com os dados batendo, a votação é autorizada, o eleitor assina o caderno de votação e sai orientado a atualizar a biometria num cartório eleitoral depois da eleição.
Alpha for MenAs explicações do TSE sobre o procedimento estão na página do Manual do Eleitor sobre biometria. O próprio boletim não registra o motivo da falha em cada caso, só a quantidade de eleitores liberados sem a leitura da digital.
Até onde o dado vai
O TSE trata a habilitação sem biometria como parte das regras, e não como irregularidade. O procedimento alternativo existe justamente para que a falha do leitor não tire o voto de quem está apto, e a identidade é conferida pelo documento com foto e pelo ano de nascimento antes da liberação.
O campo do boletim conta quantas pessoas foram liberadas assim, mas não diz quem elas são nem em quem votaram, porque o voto é secreto. Sozinho, o número não aponta fraude nem mudança de resultado. Para apurar um caso específico seria preciso olhar a ata de cada seção, onde os mesários anotam as ocorrências.
Os boletins de urna já serviram de base a outras verificações da Folha depois do segundo turno, como a dos 34,3 mil votos registrados depois das 17h e a das 106 urnas em que Flávio Bolsonaro não teve voto. As posições de Lula e de Flávio sobre a confiança nas urnas estão reunidas nesta reportagem.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






