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Policial

Feminicídio em Rifaina: jovem de Perdizes é morta a tiros e suspeito foge

Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi morta na SP-334. O suspeito, um pecuarista de 62 anos, fugiu e não foi localizado até a última atualização.

Priscila Lacerda Custódio, jovem de 24 anos natural de Perdizes, morta em Rifaina
Priscila Lacerda Custódio, jovem de 24 anos natural de Perdizes, morta em Rifaina

Uma jovem de Perdizes (MG) foi morta a tiros na noite de terça-feira (27), na rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina (SP). Priscila Lacerda Custódio tinha 24 anos. O feminicídio em Rifaina foi registrado pela Polícia Civil, que procura o principal suspeito, um pecuarista de 62 anos com quem ela mantinha um relacionamento, segundo o boletim de ocorrência. Ele fugiu e, até a última atualização consultada pela Folha, não havia sido localizado.

O crime aconteceu perto de uma propriedade rural às margens da rodovia, no quilômetro 463. A Folha reuniu o que a polícia registrou, o que as testemunhas contaram e o que ainda falta esclarecer.

O que a polícia registrou

De acordo com o boletim de ocorrência, Priscila foi a Rifaina para devolver uma caminhonete ao suspeito. Ela estava acompanhada do irmão e de uma amiga. Segundo os relatos registrados, houve uma discussão na entrada da propriedade, e o homem sacou uma arma e atirou contra a jovem. Em seguida, apontou a arma para o irmão dela, que se protegeu, e deixou o local na mesma caminhonete.

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O irmão levou Priscila ao hospital de Rifaina, mas ela não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar foi acionada, fez buscas na propriedade do suspeito e não o encontrou. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, apreendeu o celular da vítima para perícia, e o local do crime também passou por perícia.

O que as testemunhas contaram

A amiga de Priscila disse à polícia que, quatro dias antes, na sexta-feira (23), a jovem relatou ter sido agredida pelo homem e apresentava lesões. Ela também afirmou que ele fez ameaças e que havia suspeita de que Priscila estivesse sendo monitorada por outras pessoas. O irmão contou que a discussão começou por causa de um celular e que o suspeito apontou a arma na direção dele.

Esses relatos constam do boletim e dos depoimentos e fazem parte de uma investigação que ainda não terminou. A Polícia Civil não divulgou a motivação do crime, e a versão do suspeito não é conhecida: a defesa dele não foi localizada.

O que ainda não se sabe

Não há confirmação de prisão do suspeito. A Folha não publica o nome do homem enquanto a polícia não o identificar oficialmente ou ele for preso. Também não há, até agora, nota pública da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo com a delegacia responsável pelo caso e a tipificação formal; a classificação como feminicídio consta do registro da Polícia Civil, segundo o boletim.

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O corpo de Priscila foi levado para Perdizes, cidade onde ela nasceu, e o sepultamento estava previsto para esta quarta-feira (28).

O que diz a lei sobre feminicídio

Feminicídio é o homicídio de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, o que inclui a violência doméstica e familiar e o menosprezo ou a discriminação por ela ser mulher. Desde a Lei 14.994/2024, o feminicídio é um crime autônomo, previsto no artigo 121-A do Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos. Antes disso, era uma qualificadora do homicídio, criada pela Lei 13.104/2015.

A classificação feita na delegacia pode mudar ao longo do inquérito. Quem decide se houve o crime é a Justiça, em processo com direito de defesa para o acusado.

Como pedir ajuda

A Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor, que a mulher pode pedir na delegacia. Para denunciar violência ou pedir orientação, o Ligue 180 funciona de graça, a qualquer hora do dia. Em risco imediato, a ligação é para o 190.

Outros casos que a Folha noticiou

A violência contra a mulher já apareceu em outras reportagens do site neste mês. Em Santa Juliana, uma mulher de 31 anos foi achada morta e o companheiro foi preso. Em Patos de Minas, uma tentativa de feminicídio terminou com tiros contra a PM. E um pastor foi preso por feminicídio, suspeito de matar a ex na festa do filho.

A Folha atualiza esta matéria quando a Polícia Civil divulgar o nome do suspeito, uma prisão ou a motivação do crime.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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