Primeira mulher na Defesa? Lula avalia Cinara Wagner Fredo, secretária-geral indicada por Múcio para o quarto mandato
Desde 1999, o Ministério da Defesa só teve homens no comando. José Múcio avisou que não fica, e aliados defendem uma mulher civil à frente das Forças Armadas.

O Ministério da Defesa nunca teve uma mulher no comando desde que foi criado, em 1999, e isso pode mudar no quarto mandato de Lula (PT). O nome mais citado para a vaga é o de Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da pasta, indicada pelo próprio ministro José Múcio Monteiro. Segundo reportagens publicadas nesta sexta-feira (30) e neste sábado (31), Múcio avisou ao presidente que não poderá continuar no cargo a partir de 2027.
Lula ainda não decidiu. Não houve anúncio oficial, e a indicação de Múcio não garante a escolha. Aliados do presidente defendem que uma mulher civil à frente da pasta que comanda as Forças Armadas teria peso político neste momento.
Quem é Cinara Wagner Fredo
Cinara Wagner Fredo é a número dois do Ministério da Defesa. Como secretária-geral, ela responde pela gestão administrativa da pasta, abaixo apenas do ministro. É formada em Direito, tem mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização em Política, Estratégia e Altos Estudos em Defesa pela Escola Superior de Guerra, o centro de estudos que forma civis e militares para a área.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Antes da Defesa, fez carreira na gestão pública federal. Desde 2016, passou pela Secretaria de Governo Digital, pelo Ministério da Cidadania, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e pelo Ministério da Previdência Social. O perfil é de técnica da administração, e não de política com mandato.
Por que Múcio deixa a Defesa
José Múcio Monteiro assumiu a Defesa em janeiro de 2023, no início do terceiro mandato de Lula, depois de ter sido ministro e presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Ficou com a tarefa de reconstruir a relação do governo com as Forças Armadas, que se desgastou ainda mais com os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes. Agora, comunicou ao presidente que não seguirá no posto no próximo mandato. Os motivos não foram detalhados publicamente.
Antes de bater o martelo, Lula ouve aliados próximos, entre eles o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), segundo as reportagens. A escolha do ministro é livre: cabe só ao presidente nomear, sem votação no Senado.
Uma pasta que só teve homens
O Ministério da Defesa foi criado em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, para reunir sob um comando civil a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, que até então tinham ministérios próprios. Em quase três décadas, a pasta teve políticos, diplomatas, juristas e generais no comando, sempre homens. Se Cinara for nomeada, será a primeira mulher no cargo.
Alpha for MenA montagem do novo ministério está em andamento. A Folha já mostrou outros nomes cotados para o governo que começa em 2027, como o do criminalista Pierpaolo Bottini para o Ministério da Justiça, e os impasses que o presidente leva ao quarto mandato, da tarifa americana ao embaixador dos EUA, na reportagem sobre o impasse que Lula leva ao quarto mandato.
O que a escolha significa para as Forças Armadas
O ministro da Defesa é o elo entre o presidente e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de cuidar do orçamento militar, dos projetos estratégicos e das operações de garantia da lei e da ordem. A área de segurança também está na pauta do governo: na campanha, Lula prometeu fortalecer as polícias, enquanto uma portaria cortou verba da Polícia Rodoviária Federal, como mostrou a reportagem sobre a verba da PRF.
Até a publicação desta reportagem, nem o Palácio do Planalto nem o Ministério da Defesa tinham comentado em público a possível indicação. A Folha vai atualizar o texto quando houver anúncio oficial.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






