Nikolas e o Cruzeiro de 2009: deputado compara a derrota nas urnas à final perdida para o Estudiantes
Ao responder a um adolescente, o deputado mais votado do país lembrou o gol de Henrique e a virada argentina no Mineirão e disse que vai "lutar com mais força ainda".

Nikolas e o Cruzeiro de 2009 apareceram juntos num vídeo desta sexta-feira (30). Ao responder a mensagem de um adolescente, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o sentimento de derrota depois do segundo turno à final da Libertadores que o time dele perdeu para o Estudiantes, no Mineirão. “Existe uma geração que não vai esquecer disso tão fácil”, disse.
O vídeo tem cerca de um minuto e foi gravado dentro de um carro, com o cinto de segurança afivelado. Ele foi ao ar por volta das 14h50 nos stories do perfil oficial do deputado, numa sequência de respostas à caixa de perguntas “Vai, desabafa”. A mensagem que ele escolheu para responder dizia: “Ainda acredito no Brasil! Apesar de tudo, sei que vamos passar por muita coisa…”.
O recado aos mais velhos
Nikolas abre dizendo de quem veio a mensagem. “Essa mensagem aqui está vindo de um adolescente”, afirma. Em seguida, fala com quem tem mais idade: adultos e idosos que, segundo ele, estão sentindo “esse pesar” depois do resultado de domingo (25) devem saber que os jovens, “que ainda não votaram ou que votaram”, sentem a mesma coisa.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Para o deputado, esse sentimento não passa logo. A sensação de agora, segundo ele, vai voltar “na hora certa”. Na mesma sequência de stories, outro seguidor escreveu que, depois do domingo de votação, teve “uma sensação de luto”.

Nikolas e o Cruzeiro: a final de 2009
A comparação vem do futebol. “Eu que sou cruzeirense”, conta Nikolas, lembrando que, em 2009, achou que o título viria quando o Henrique marcou. O gol saiu aos 7 minutos do segundo tempo do jogo de volta da final da Libertadores, em 15 de julho de 2009, no Mineirão. O Estudiantes empatou com Gastón Fernández, cinco minutos depois, e virou com Mauro Boselli, aos 27. O placar de 2 a 1 deu aos argentinos o quarto título da competição, diante de um estádio com cerca de 65 mil pessoas. Na ida, em La Plata, o jogo tinha terminado 0 a 0.
Nikolas, que nasceu em maio de 1996, tinha 13 anos naquela noite. No vídeo, ele diz que sempre fica uma memória assim, que deixa a pessoa “meio que indignada”. E completa que vai usar a força que sente agora para quando chegar a hora de “torcer de novo e lutar”. “Eu vou lutar com mais força ainda”, afirma.
O resultado que motivou o desabafo
O segundo turno, no domingo (25), terminou com a reeleição de Lula (PT), que teve 51,79% dos votos válidos no país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Nikolas apoiou Flávio Bolsonaro (PL), o candidato derrotado.
Alpha for MenDesde então, o deputado tem usado as redes para comentar o resultado quase todo dia. Na terça-feira (27), ele reagiu em vídeo ao pedido de um petista para reter o passaporte dele, caso contado na reportagem “O amor” venceu: petista quer o passaporte de Nikolas Ferreira. Na quinta-feira (29), gravou outro vídeo, mais longo, sobre as listas de comerciantes que circulam depois da eleição, tema da matéria Nikolas sobre o boicote. O desta sexta é mais pessoal: ele fala do que sente quem perdeu e deixa os adversários de lado.
Por que a fala pesa em Patrocínio
Nikolas foi o deputado federal mais votado do país pela segunda eleição seguida, com 3.119.318 votos em Minas, segundo o TSE. Em Patrocínio (MG), teve 16.152 votos, 33,08% dos válidos para deputado federal: um em cada três eleitores da cidade escolheu o nome dele. A trajetória está na reportagem Nikolas Ferreira, 30 anos.
No segundo turno, Patrocínio ficou do lado contrário ao do resultado nacional. Flávio teve 33.216 votos na cidade, contra 19.772 de Lula, segundo os dados do TSE por seção. Ou seja, a maioria dos eleitores da cidade votou no candidato que perdeu, o mesmo público a quem o vídeo se dirige.
O que o vídeo não diz
No trecho em que responde ao adolescente, Nikolas não fala em fraude e não contesta a contagem dos votos. Ele também não cita o nome de Flávio nem diz qual será o próximo passo da oposição. O minuto inteiro gira em torno da comparação com o futebol e da ideia de usar a derrota como combustível para a próxima disputa.
A próxima eleição geral no país está marcada para 2030. Até lá, a geração a que Nikolas se refere, a dos adolescentes que ainda não votaram, vai ganhar o direito ao voto: quem tem 13 anos hoje terá 17 em outubro de 2030 e poderá votar, já que o voto é facultativo a partir dos 16 anos.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






