Nikolas sobre o boicote: escolher onde gastar é direito, mas negar caridade por causa do voto “não é atitude cristã”
Em vídeo de quase três minutos, o deputado mais votado do país critica quem chamou eleitor de direita de nazista e agora reclama de perder clientes.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nesta quinta-feira (29) um vídeo sobre o boicote a empresários, artistas e influenciadores depois da eleição. Na fala de Nikolas sobre o boicote, quem foi chamado de “extremista”, “nazista” e “golpista” por votar no candidato de direita tem o direito de escolher onde gasta o próprio salário. No mesmo vídeo, ele traça um limite: deixar de ser caridoso com alguém por causa do voto “é errado e não é uma atitude cristã”.
O vídeo tem pouco menos de três minutos e saiu nas redes do deputado com a legenda “Simples assim”. O tema chega a Patrocínio (MG) numa semana em que listas pedindo boicote a comércios circulam em grupos de WhatsApp da cidade e da região.
Nikolas sobre o boicote: o que ele diz
Nikolas abre com um “Peraí, vamos esclarecer as coisas”. Segundo ele, empresários, artistas e influenciadores “xingaram, zombaram e acusaram 60 milhões de pessoas” de serem extremistas, nazistas, genocidas e golpistas só por votarem na direita, e agora estão indignados porque esse público não quer mais consumir nos estabelecimentos deles.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.“Nós temos o direito de escolher pra onde que vai o nosso salário, que nada mais é do que o fruto do suado e sagrado trabalho de cada um”, diz o deputado. Ele cita o bordão “recua, fascista, recua” e afirma que o eleitor de direita recuou: “Agora a gente não quer mais consumir ou fortalecer pessoas que não condizem com os nossos princípios”.
Onde Nikolas põe o limite
A segunda parte do vídeo trata da caridade. “Uma pessoa deixar de ser caridoso com alguém por conta de quem ela votou é errado e não é uma atitude cristã”, diz Nikolas, que lembra que Cristo “estende a mão” mesmo a quem não merece.
Daí em diante, o deputado critica quem, segundo ele, prega caridade como “aparência de virtude”. Pergunta onde estava essa compaixão quando alunos cristãos eram hostilizados em escolas e universidades, quando pessoas de direita sofriam ameaças no trabalho e quando ele próprio enfrentava multas e censura. Também critica cristãos que, na avaliação dele, aparecem agora como “fiscais da moralidade alheia” depois de silenciar sobre a esquerda. Ele termina dizendo que a crise do país é “uma crise espiritual disfarçada de crise política”.
O boicote em Patrocínio e na região
Em Patrocínio, listas que pedem boicote a comércios e profissionais apontados como eleitores ou apoiadores do PT circulam em grupos de WhatsApp depois do segundo turno. O PT do município diz ter levado o caso ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, como a Folha mostrou na reportagem sobre o boicote a comerciantes em Patrocínio. Listas parecidas apareceram em Patos de Minas e em Serra do Salitre. Nenhuma delas tem autor identificado, e a Folha não divulga os nomes dos estabelecimentos citados.
Alpha for MenEm Patos de Minas, a Polícia Civil orientou quem foi citado a registrar boletim de ocorrência com prints e mensagens. O presidente da subseção local da OAB, Rafael Vinícius, disse que a divulgação desse tipo de lista pode configurar calúnia, injúria ou difamação. A Folha reuniu as orientações na matéria sobre a lista de boicote em Patrocínio.
O vídeo de Nikolas não fala dessas listas nem cita cidades. Ele defende a escolha individual de onde comprar e separa isso de negar ajuda a alguém por causa do voto. Escolher onde consumir é direito do consumidor. Uma lista com nomes de comerciantes e acusações contra eles é outra coisa, e é esse o ponto que a polícia e a OAB tratam como possível crime contra a honra.

O peso de Nikolas em Patrocínio
Nikolas foi o deputado federal mais votado do país pela segunda eleição seguida, com 3.119.318 votos em Minas, segundo o TSE. Em Patrocínio, ele teve 16.152 votos, 33,08% dos válidos para deputado federal, um em cada três. A trajetória dele está na reportagem Nikolas Ferreira, 30 anos. No segundo turno, ele apoiou Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT), que teve 51,79% dos votos válidos no país.
Quem foi citado numa lista de boicote e se sentiu ameaçado ou ofendido pode registrar ocorrência na Polícia Civil, levando os prints das mensagens. A orientação vale para qualquer cidade, segundo a nota da corporação divulgada em Patos de Minas.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






