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Disputa entre Marinho e Alcolumbre: PL se reúne na quarta e deve lançar o senador à presidência do Senado

União Brasil e PP já declararam apoio à reeleição de Alcolumbre. O PL terá a maior bancada a partir de 2027, mas precisa de 41 votos em eleição secreta.

Marinho e Alcolumbre lado a lado: Rogério Marinho fala na CCJ e Davi Alcolumbre dá entrevista no Senado
Marinho e Alcolumbre lado a lado: Rogério Marinho fala na CCJ e Davi Alcolumbre dá entrevista no Senado

Davi Alcolumbre (União-AP) deve ganhar um adversário declarado na disputa pelo comando do Senado. O PL marcou para a próxima quarta-feira (4) uma reunião com parlamentares em exercício e eleitos para fechar a posição do partido sobre as eleições da Câmara e do Senado. A expectativa é que, no mesmo dia, a sigla lance o senador Rogério Marinho (PL-RN) contra a reeleição de Alcolumbre. Marinho e Alcolumbre podem se enfrentar em 1º de fevereiro de 2027, quando os 81 senadores escolhem o presidente da Casa em votação secreta.

Para vencer, o candidato precisa de pelo menos 41 votos, se todos os senadores votarem. O PL terá a maior bancada do Senado a partir de fevereiro, com 28 ou 29 cadeiras, conforme o levantamento, mas não chega sozinho à maioria.

Marinho e Alcolumbre: o senador Rogério Marinho fala em reunião da CCJ do Senado
Rogério Marinho (PL-RN) em reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, em 29 de abril. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado (CC BY-SA 4.0)

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O que o PL já disse sobre Marinho e Alcolumbre

Em 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Marinho “é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado” e que o apoio à permanência de Alcolumbre estava “totalmente descartado”. Na mesma entrevista, amarrou o plano à vitória de Flávio Bolsonaro (PL): “Precisamos fazer o presidente da República para fazer o presidente do Senado”.

Flávio perdeu o segundo turno para Lula (PT), e o partido agora decide se mantém a candidatura sem o Palácio do Planalto. Marinho coordenou a campanha presidencial de Flávio e é o líder da oposição no Senado. Esta seria a segunda tentativa dele: em 2023, perdeu a presidência da Casa para Rodrigo Pacheco (PSD-MG) por 49 votos a 32.

O senador esteve no centro da reação do PL ao resultado das urnas. No domingo da votação, chamou de “vergonhosa e intempestiva” a decisão do ministro Cristiano Zanin que estendeu o horário de votação, como a Folha mostrou em Rogério Marinho e Zanin. Dias depois, disse que não há provas de fraude e atribuiu a um erro de “confecção” a carta em que Flávio se apresentou como presidente eleito.

Quem está com Alcolumbre

Alcolumbre preside o Senado desde fevereiro de 2025 e tenta continuar no cargo na nova legislatura. Na terça-feira (27), União Brasil e PP, que formam a federação União Progressista, declararam apoio à reeleição dele em nota assinada pelos presidentes dos dois partidos, Antonio Rueda e Ciro Nogueira. A mesma federação tinha apoiado Flávio na eleição presidencial.

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Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) também já se manifestaram em público a favor de Alcolumbre. Segundo relatos de aliados publicados na imprensa, ele tem buscado votos com a oferta de espaços na estrutura do Senado, como gabinetes, e avalia discutir um indulto ou uma anistia a Jair Bolsonaro, caso contado em Alcolumbre avalia indulto ou anistia. Essas negociações não foram confirmadas oficialmente.

A conta de votos no Senado

Com 28 ou 29 senadores, o PL fica a pelo menos 12 votos dos 41 necessários. Em outubro, Valdemar contava com alianças com PP, União Brasil e Republicanos para formar maioria em torno de Marinho. Duas dessas três siglas já fecharam com Alcolumbre.

Parte da oposição defende um acordo entre Marinho e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), também citada como possível candidata, para não dividir os votos contra Alcolumbre. Depois da nota da federação, Tereza respondeu que “a escolha cabe aos senadores”. Como o voto é secreto, cada senador pode votar num nome diferente do escolhido pelo próprio partido, e o apoio formal de uma bancada não garante os votos dela.

Por que o PL lança Marinho agora

Nos bastidores, aliados veem o lançamento de Marinho também como forma de reanimar a base bolsonarista depois da viagem de Flávio aos Estados Unidos, onde ele está desde quarta-feira (28). A carta em que Flávio se dizia presidente eleito teve pouco apoio até entre os aliados mais próximos: dos 15 que estavam no palanque com ele, só um a reproduziu nas redes, como mostrou a reportagem sobre os aliados de Flávio.

Na Câmara, a briga pelo comando corre em paralelo. O PL avalia entrar no bloco que apoia a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), e a federação do PT ameaça sair se isso acontecer, como a Folha detalhou em bloco de Motta. Entre os eleitos da oposição, há quem rejeite os dois presidentes: o deputado Jeffrey Chiquini (Novo-PR) disse que não apoia Motta nem Alcolumbre “em hipótese alguma”, caso contado em Jeffrey Chiquini e Alcolumbre.

O que falta saber

O PL ainda não divulgou oficialmente o horário nem a pauta completa da reunião de quarta, e Marinho não confirmou em público que vai disputar. Também não está claro se o partido vai negociar uma chapa com Tereza Cristina ou com outras siglas antes de fevereiro. A eleição define, além do presidente, os demais cargos da Mesa Diretora. A composição das bancadas pode ser acompanhada no site do Senado Federal.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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