Barbeiro Mirim, de 14 anos, é morto a tiros em Pernambuco ao lado de amigo de 16
Pablo da Silva Macedo começou a cortar cabelo aos 9 anos com uma máquina achada no lixo e passou de 1 milhão de seguidores; polícia ainda não tem suspeito.

Pablo da Silva Macedo, de 14 anos, conhecido nas redes como Barbeiro Mirim, foi morto a tiros na noite de quarta-feira (28) em Cachoeirinha, no Agreste de Pernambuco. Ao lado dele morreu o amigo João Vitor dos Santos Feitosa, de 16 anos. Os dois foram encontrados às margens da BR-423, perto de um estabelecimento comercial, e morreram no local.
Moradores acionaram a Polícia Militar, que isolou a área até a chegada da Polícia Civil. O caso foi registrado na manhã de quinta-feira (29) na Delegacia Seccional de Belo Jardim como duplo homicídio consumado. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias e identificar os autores. Até a noite de quinta, não havia suspeito identificado nem motivação divulgada.
Quem era o Barbeiro Mirim
Pablo começou a cortar cabelo aos 9 anos, pouco depois de perder a mãe, que morreu de câncer. Numa reportagem exibida na TV aberta em maio de 2024, o pai contou que encontrou uma máquina de cortar cabelo no lixo e a levou para casa. Foi com ela que o menino começou. O primeiro cliente foi o próprio pai, atendido na garagem da casa do avô.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Para comprar material, Pablo carregava sacolas numa feira durante a madrugada. Depois da reportagem, recebeu apoio para fazer cursos profissionalizantes e conseguiu abrir a própria barbearia. Os vídeos dos cortes, gravados no dia a dia de trabalho, levaram o perfil dele a passar de 1 milhão de seguidores no Instagram. Ali ele informava já ter atendido mais de 3 mil clientes.
A notícia da morte se espalhou pelas redes na noite de quinta-feira. Seguidores lembraram a história do garoto que transformou uma máquina achada no lixo em profissão. Nos comentários, também circulam versões sobre o que teria motivado o crime. Nenhuma delas foi confirmada pela polícia, e a Folha não as reproduz.

O que a Polícia Civil investiga no caso do Barbeiro Mirim
O inquérito está com a Delegacia Seccional de Belo Jardim, responsável pela área de Cachoeirinha. Ainda não se sabe quem atirou nem por que os dois adolescentes foram atacados. A polícia não informou quantos tiros foram disparados nem se há imagens de câmeras da região.
Pelo Código de Processo Penal, o inquérito tem prazo de 30 dias quando não há ninguém preso, e esse prazo pode ser prorrogado pela Justiça. Se alguém for preso, o prazo cai para 10 dias. Ao fim, o relatório vai ao Ministério Público, que decide se oferece denúncia. Em caso de homicídio doloso, quem é denunciado vai a júri popular.
Alpha for MenInformações oficiais sobre o andamento do caso são divulgadas pela Polícia Civil de Pernambuco. Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre velório e sepultamento dos dois adolescentes.
Como passar informação à polícia
Quem tiver qualquer informação sobre o crime pode procurar o Disque-Denúncia de Pernambuco, que atende 24 horas pelo telefone (81) 3719-4545 e pelo WhatsApp (81) 98256-4545. Também é possível ir a qualquer delegacia ou ligar para o 190, da Polícia Militar, em caso de emergência.
Outros casos recentes
A Folha contou a história do goleiro Miguel Meneses, de 14 anos, cuja família decidiu doar os órgãos. Em São Paulo, o motoboy morto em São Vicente levou um tiro ao perseguir um ladrão para ajudar a vítima de um assalto.
No Rio de Janeiro, a Operação Contenção, que completou um ano, ainda tem 117 mortes de não policiais sem nenhuma filmagem, segundo a Human Rights Watch. Outras notícias de segurança aparecem na página Policial da Folha.
A Folha vai atualizar esta matéria quando a Polícia Civil de Pernambuco divulgar novas informações sobre a investigação ou quando houver data para o velório e o sepultamento.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






