Só 1 dos 15 aliados de Flávio no palanque repostou a carta em que ele se dizia presidente eleito
José Medeiros manteve no ar a versão do "presidente eleito". Rogério Marinho falou em erro no texto e negou provas de fraude, e Valdemar disse que não gostou da carta.

Dos 15 aliados de Flávio Bolsonaro (PL) que estavam ao lado dele no palanque na noite do segundo turno, no domingo (25), só um reproduziu nas redes a carta em que o senador se apresentou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Foi o senador eleito José Medeiros (PL-MT), que postou o texto na quarta-feira (28) e manteve a publicação no ar mesmo depois de Flávio trocar o trecho por “líder do Brasil”.
Até a tarde desta quinta-feira (29), outros 12 que dividiram o palanque com o candidato derrotado não tinham dito nada sobre o conteúdo da carta no Instagram nem no X, segundo levantamento divulgado na imprensa. Rogério Marinho, coordenador da campanha, se afastou da acusação de fraude, e Nikolas Ferreira só comentou a repercussão. A foto da noite de domingo, com cada aliado numerado, mostra quem estava ali.
O que dizia a carta de Flávio
A carta saiu na quarta-feira, depois que Flávio chegou aos Estados Unidos. Na primeira versão, o senador se dizia o presidente eleito e afirmava que houve fraude na votação, sem apresentar prova. Horas depois, com a repercussão, o texto foi alterado: o trecho do “presidente eleito” sumiu e Flávio passou a se chamar de “líder do Brasil”. A alegação de fraude continuou no texto.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Flávio está nos Estados Unidos desde quarta. Lá, posou ao lado do irmão Eduardo, cena registrada em Eduardo Bolsonaro e Flávio nos EUA, e apareceu em foto com o ex-deputado Alexandre Ramagem, como mostrou a reportagem Ramagem e Flávio nos EUA. O presidente americano, Donald Trump, disse que não vai se envolver na carta, caso contado em Trump e Flávio Bolsonaro.

Os aliados de Flávio que reagiram
O senador eleito José Medeiros (15), de Mato Grosso, publicou no X, às 17h23 de quarta-feira, a primeira versão da carta, com a frase “Urgente: Flávio emite nota após chegar aos EUA”. A Folha conferiu o perfil dele nesta quinta, e o post continuava no ar, com o texto em que Flávio se dizia presidente eleito.
Rogério Marinho (3), coordenador da campanha e líder da oposição no Senado, atribuiu o problema a um erro na “confecção” do texto e se afastou da acusação de fraude. Em entrevista, disse que nem o PL nem ele podem fazer essa afirmação “porque não há provas nesse sentido”. Nas redes, Marinho só concordou com a ideia de Flávio como um líder.
O deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (2) não reproduziu a carta. Na noite de quarta, escreveu no X sobre a repercussão do termo “autodeclarou”, sem tratar do que o texto dizia sobre fraude ou sobre o resultado.
Alpha for MenQuem estava no palanque e ficou em silêncio
Os outros 12 aliados numerados na foto não se manifestaram sobre o teor da carta até a tarde desta quinta-feira: Alfredo Gaspar (1), que foi vice na chapa; a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (4); a deputada Bia Kicis (5); Guilherme Derrite (6); Deltan Dallagnol (7); Lucas Pavanato (8); os governadores eleitos Luciano Zucco (9), do Rio Grande do Sul, e Douglas Ruas (10), do Rio de Janeiro; o deputado Hélio Lopes (11); Pablo Marçal (12); Marcel van Hattem (13), do Novo; e o advogado Frederick Wassef (14).
Nenhum dos 12 divulgou nota ou vídeo sobre a carta, e a Folha não encontrou declaração pública deles a favor do texto ou contra ele até a publicação desta reportagem. O silêncio, por si, não diz o que cada um pensa da carta.
O PL também se afastou da carta
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não estava no palanque de domingo. Nesta quinta-feira, antes de visitar Jair Bolsonaro em Brasília, disse que não gostou da carta do filho do ex-presidente e que ninguém no partido aprovou o que aconteceu. A visita tinha sido liberada pelo Supremo, como a Folha contou em visita de Valdemar a Bolsonaro.
A fala de Valdemar e a de Marinho vão na mesma linha: os dois principais nomes do partido de Flávio não sustentam a tese da fraude que a carta repete mesmo na versão corrigida.
O que diz o resultado oficial
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou Lula (PT) reeleito com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 de Flávio, 48,21%. Os números estão no painel de resultados do TSE. Até esta quinta-feira, o tribunal não registrou nenhuma decisão que mude o resultado, e nenhum dos aliados de Flávio que falaram sobre a carta apontou prova de fraude.
A Folha segue acompanhando a reação da oposição à carta e atualiza esta reportagem se algum dos aliados se manifestar.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






