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Dinheiro esquecido nos bancos: pode haver uma parte dos R$ 5,79 bilhões em seu nome

Banco Central aponta R$ 4,31 bilhões de pessoas físicas no Valores a Receber; consulta é gratuita, vale para herdeiros, e quem cobra taxa para liberar o dinheiro é golpista.

Gaveta antiga com envelope de cédulas, moedas e caderneta de poupança, cena sobre dinheiro esquecido nos bancos
Gaveta antiga com envelope de cédulas, moedas e caderneta de poupança, cena sobre dinheiro esquecido nos bancos

Os brasileiros ainda têm R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido nos bancos, e a consulta para saber se uma parte disso está no seu nome é gratuita e leva poucos minutos. O valor é o saldo do Sistema Valores a Receber (SVR), do Banco Central, contabilizado até agosto e divulgado em outubro. A consulta é feita só no site oficial, valoresareceber.bcb.gov.br, com CPF e data de nascimento, e também vale para herdeiros de pessoas que já morreram.

Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a pessoas físicas e R$ 1,48 bilhão a empresas. A maior parte dos valores é pequena: segundo o Banco Central, 69,4% de quem tem dinheiro a receber tem até R$ 10, e só 2,21% têm mais de R$ 1 mil. Os bancos concentram R$ 2,46 bilhões, ou 42,4% do saldo. O restante está em cooperativas, administradoras de consórcio, financeiras e outras instituições.

Como consultar o dinheiro esquecido nos bancos

A consulta tem quatro passos:

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  • entre em valoresareceber.bcb.gov.br, digitando o endereço no navegador;
  • informe o CPF e a data de nascimento para a consulta inicial;
  • se houver valor, entre com a conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada;
  • escolha a opção de resgate e indique a chave Pix para receber.

Quem tem chave Pix do tipo CPF pode pedir o resgate automático, e o dinheiro cai sem precisar entrar no sistema a cada novo valor que aparecer. Se a instituição não oferecer devolução por Pix, o sistema mostra o contato dela para combinar a transferência.

Mãos separam documentos antigos de família sobre mesa de madeira, cena sobre herdeiros e dinheiro esquecido nos bancos
Herdeiros podem consultar e pedir valores de quem já morreu. Ilustração gerada por IA (Gemini), não é foto do fato.

Herdeiros também podem pedir

O sistema permite consultar valores de pessoas que já morreram. O herdeiro, o testamentário, o inventariante ou o representante legal informa o CPF e a data de nascimento do falecido e, para pedir o dinheiro, assina um termo de responsabilidade no próprio sistema. Nesse caso, a instituição pode exigir documentos, como a certidão de óbito e a prova de que a pessoa é herdeira.

O dinheiro pode vir de conta corrente ou poupança encerrada com saldo, tarifa cobrada indevidamente, cota de capital e sobra de cooperativa, recurso não procurado de consórcio encerrado e outras origens listadas pelo Banco Central.

Parte do dinheiro foi para o Desenrola

O saldo era bem maior no começo do ano. Em março, o sistema tinha R$ 10,6 bilhões. Em maio, os bancos transferiram cerca de R$ 5,7 bilhões em valores esquecidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que garante as renegociações do Desenrola 2, segundo o Ministério da Fazenda. Depois disso, o saldo caiu para R$ 5,12 bilhões em junho, subiu a R$ 5,65 bilhões em julho e chegou aos R$ 5,79 bilhões de agosto, com a entrada de valores novos.

Pelas regras divulgadas pela Fazenda em maio, o dono do dinheiro transferido ao fundo ainda pode reclamá-lo, por meio de um edital de chamamento público com prazo de 30 dias. Valores que não forem contestados nesse prazo passam a fazer parte do FGO de forma definitiva. O dinheiro que continua no SVR não tem esse limite. A terceira fase do Desenrola, que vai comprar em leilão dívidas antigas de cartão de crédito, é outra etapa do programa e não usa o dinheiro dos correntistas.

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O golpe do dinheiro esquecido

O Banco Central não manda mensagem, link nem faz ligação para pedir dados ou “liberar” valores. Toda mensagem de WhatsApp, SMS ou e-mail que diz que você tem dinheiro a receber e pede para clicar num link, pagar uma taxa ou informar senha é golpe. Também não existe intermediário: ninguém precisa pagar despachante ou “consultoria” para resgatar, porque o sistema é gratuito e o dinheiro vai direto para a chave Pix do titular.

Em Patrocínio (MG), quem cair em golpe ou tiver problema com a devolução por banco ou financeira pode procurar o Procon Municipal, além de registrar boletim de ocorrência. A Folha já mostrou outros direitos do correntista, como o de cancelar o débito automático de empréstimo.

Outros valores esquecidos

O SVR não reúne tudo o que pode estar esquecido em nome do trabalhador. As cotas antigas do PIS/Pasep são pagas pela Caixa, em lotes, como a Folha explicou na reportagem sobre os valores esquecidos do PIS/Pasep. O FGTS tem regras próprias, com o saque-aniversário explicado na reportagem sobre a antecipação do saque-aniversário.

As informações oficiais sobre o sistema, com as perguntas mais comuns e os alertas de segurança, estão na página do Banco Central sobre Valores a Receber.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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