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Bolsonaro na CPI da Covid: STF arquivou em julho a notícia-crime da ligação com Kajuru, mas outras apurações seguem

A PGR não viu corrupção ativa nem advocacia administrativa na conversa de 2021. Em outubro, Fachin cobrou nova análise do inquérito sobre informações falsas na pandemia.

Jair Bolsonaro sorri em evento oficial; caso de Bolsonaro na CPI da Covid foi arquivado
Jair Bolsonaro sorri em evento oficial; caso de Bolsonaro na CPI da Covid foi arquivado

A acusação contra Jair Bolsonaro na CPI da Covid por causa da ligação com o senador Jorge Kajuru está arquivada desde 14 de julho. Naquele dia, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu indício de corrupção ativa nem de advocacia administrativa na conversa. A decisão voltou a circular nas redes nesta semana, em posts que tratam o ex-presidente como “inocente”.

O arquivamento encerra só essa acusação. Outras apurações ligadas à pandemia continuam abertas, e uma delas voltou a andar em outubro, por ordem do presidente do STF, Edson Fachin.

O que dizia a acusação contra Bolsonaro na CPI da Covid

O caso nasceu em abril de 2021, quando veio a público uma conversa telefônica entre Bolsonaro, então presidente, e Kajuru. O próprio senador gravou a ligação e divulgou o áudio. Na ligação, Bolsonaro defendeu que a CPI, instalada no Senado para investigar a resposta do governo à pandemia, também apurasse a conduta de governadores e prefeitos.

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Deputados do PSOL levaram uma notícia-crime ao STF. Para eles, a conversa era uma tentativa de interferir nos trabalhos da comissão, e o presidente estaria pressionando o senador em troca de apoio político. Pediram que Bolsonaro fosse investigado por corrupção ativa e por advocacia administrativa, crime de quem usa o cargo para defender interesse privado dentro da administração.

Por que a PGR pediu o arquivamento

A Procuradoria concluiu que o diálogo foi uma conversa informal e privada, sem finalidade criminosa. Segundo o parecer, assinado ainda na gestão de Augusto Aras, não houve oferta nem promessa de vantagem indevida ao senador, que é o que caracteriza a corrupção ativa.

Nunes Marques seguiu a PGR. Na decisão, o ministro lembrou que cabe ao Ministério Público decidir se existe base para abrir uma investigação criminal, e que o Judiciário não pode tomar o lugar do órgão acusador quando ele pede o arquivamento.

Não é absolvição geral

Arquivar uma notícia-crime não é o mesmo que absolver. Não houve processo nem julgamento: o que o STF decidiu é que aquela conversa, sozinha, não justificava abrir investigação pelos dois crimes apontados.

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A CPI funcionou de abril a outubro de 2021. O relatório final, do senador Renan Calheiros, atribuiu a Bolsonaro nove crimes, entre eles prevaricação, charlatanismo e epidemia com resultado morte, e foi enviado à PGR e a outros órgãos. Nenhum desses pedidos depende da ligação com Kajuru, e parte deles segue em apuração.

Em 7 de outubro de 2026, Fachin deu cinco dias para a PGR dizer se mantinha o pedido de arquivamento do inquérito sobre a divulgação de informações falsas pelo ex-presidente durante a pandemia. O ministro citou o tempo parado do caso e informações novas que a Polícia Federal obteve nos Estados Unidos. A ordem não reabriu a investigação; pediu uma nova análise. Até esta terça-feira (3), não havia notícia pública da resposta da Procuradoria.

No fim de outubro, Fachin também arquivou três linhas do inquérito das fake news e disse que pretende encerrar o inquérito inteiro, analisando cada procedimento. Esse movimento é separado do caso da pandemia.

Outros processos de Bolsonaro no STF

O ex-presidente cumpre pena pela condenação na trama golpista e tenta reverter a decisão. No fim de outubro, Nunes Marques deu dez dias à PGR para se manifestar sobre o pedido de revisão criminal de Bolsonaro. No Senado, Cleitinho levou uma foto do ex-presidente à tribuna. E Fachin, que agora cobra a PGR no caso da pandemia, arquivou recentemente outro pedido, contra Alexandre de Moraes.

A tramitação dos processos pode ser consultada no portal do Supremo Tribunal Federal.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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