Benefício negado no INSS: você não está sozinho, e existe um prazo para reagir
Boletim da Previdência mostra 6,9 milhões de pedidos negados de janeiro a setembro, alta de 69%; o recurso é gratuito, vai ao CRPS e paga os atrasados se for aceito.

Quem recebeu um benefício negado no INSS em 2026 está longe de ser exceção. De janeiro a setembro, o instituto indeferiu 6.901.049 pedidos e concedeu 6.656.652, segundo o Boletim Estatístico da Previdência Social de setembro, publicado pelo Ministério da Previdência Social. As negativas subiram 69,4% em relação aos nove primeiros meses de 2025 e passaram o número de concessões.
A negativa não encerra o caso. O segurado tem 30 dias, contados a partir do dia em que toma conhecimento da decisão, para entrar com recurso. O pedido é gratuito, feito pelo Meu INSS ou pelo telefone 135, e quem julga é o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), e não o INSS. Se o recurso for aceito, o instituto paga os valores atrasados desde a data em que o pedido foi feito.
Os números do benefício negado no INSS
A Tabela 24 do boletim traz os pedidos concedidos e indeferidos mês a mês. No primeiro semestre, foram 4.319.336 negativas contra 4.239.522 concessões. Só em junho, foram 938.180 negativas e 792.531 concessões. A distância diminuiu depois, mas as negativas seguiram na frente:
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.- em julho, 935.123 pedidos negados e 841.768 concedidos;
- em agosto, 882.589 negados e 844.389 concedidos;
- em setembro, 764.001 negados e 730.973 concedidos.
Dois em cada três indeferimentos do ano, ou 4.547.598, são de benefícios que dependem de avaliação da perícia médica, como o auxílio por incapacidade temporária e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoa com deficiência. Pela definição do boletim, indeferido é o pedido analisado e não concedido porque o segurado não preencheu os requisitos da lei.
A fila também mudou de tamanho. No fim de setembro, 1.207.877 pedidos estavam em análise. Desses, 908.113 esperavam o INSS ou a perícia médica inicial, e 299.764 dependiam de o próprio segurado cumprir uma exigência, como entregar um documento. No começo do ano, segundo o governo, o estoque passou de 3 milhões.
O que o governo diz sobre as negativas
Em nota divulgada em agosto, o Ministério da Previdência Social e o INSS disseram que o indeferimento ocorre quando o segurado não cumpre os requisitos ou deixa de atender a uma exigência no prazo, e que o aumento das negativas precisa ser lido junto com o crescimento do número de processos analisados. Segundo os dois órgãos, nos benefícios por incapacidade o motivo mais comum é a perícia não comprovar a incapacidade; no BPC, é o pedido não atender ao critério de deficiência.
O próprio boletim não aponta uma causa única para a alta. Os números mostram que o instituto passou a decidir mais processos por mês, e que a parte negada cresceu mais rápido que a parte concedida.

Como recorrer da decisão
O primeiro passo é ler a carta de decisão no Meu INSS, em “Consultar pedidos”. Ela diz o motivo da negativa, e é esse motivo que o recurso precisa contestar. Quem teve o pedido negado por falta de documento, por exemplo, deve juntar o documento ao recurso.
Alpha for MenO caminho, segundo o INSS:
- entrar no Meu INSS com a conta gov.br, clicar em “Novo pedido” e buscar “Recurso”;
- escolher o benefício negado e escrever, com as próprias palavras, por que a decisão está errada;
- anexar laudos, exames, carteira de trabalho, carnês ou o que provar o direito;
- acompanhar o andamento pelo site consultaprocessos.inss.gov.br.
Quem não usa a internet pode pedir pelo telefone 135 ou numa agência da Previdência Social, com agendamento. O recurso ordinário vai a uma Junta de Recursos, a primeira instância do CRPS. Se a resposta continuar negativa, o segurado ainda pode apresentar recurso especial, julgado por uma Câmara de Julgamento. Não é preciso advogado em nenhuma das etapas, e o INSS informa que recorrer não atrapalha novos pedidos.
Recurso, novo pedido ou Justiça
O recurso faz sentido quando o segurado acha que o INSS errou ao analisar o que já estava no processo. Quando faltou algo, como um laudo mais recente ou um período de contribuição que não aparecia no cadastro, o INSS também aceita um novo pedido. A diferença está no dinheiro: no recurso aceito, os atrasados contam desde a primeira entrada; no novo pedido, contam a partir da nova data.
Há ainda o caminho da Justiça Federal. Nas causas de até 60 salários mínimos, o Juizado Especial Federal aceita a ação sem advogado. Para o BPC, a Folha já explicou as regras da biometria na reportagem sobre BPC e biometria. As datas do 13º de quem começou a receber no fim do ano estão na matéria sobre o décimo terceiro do INSS, e o reajuste previsto para 2027 está no resumo dos benefícios em 2027.
Em Patrocínio (MG), como no resto do país, o atendimento presencial em agência do INSS depende de agendamento pelo 135 ou pelo Meu INSS. Os números completos estão no Boletim Estatístico da Previdência Social de setembro de 2026, e o passo a passo do recurso está na página do INSS sobre benefício não aprovado.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




