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Nacional

Pesquisa Veritá dá 43,95% a Flávio Bolsonaro e 41,51% a Lula no 1º turno

Levantamento agrega dados dos 27 estados e chega ao debate eleitoral com o instituto sob contestação judicial em várias unidades da federação.

Flávio Bolsonaro e Lula em imagem que ilustra a pesquisa Veritá do primeiro turno de 2026
Flávio Bolsonaro e Lula em imagem que ilustra a pesquisa Veritá do primeiro turno de 2026

Uma nova pesquisa Veritá divulgada neste sábado (13) coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa de primeiro turno pela Presidência em 2026. O levantamento aponta 43,95% das intenções de voto para o senador e 41,51% para o presidente, uma diferença de 2,44 pontos percentuais. Os demais nomes somam 14,54%.

O instituto informa que o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08093/2026 e que trabalhou com intervalo de confiança de 95%. O número divulgado não vem de uma sondagem nacional convencional. É uma estimativa integrada das 27 unidades da Federação, e o próprio Veritá ressalva que se trata de projeção, não de previsão do resultado da eleição.

O que mostra a pesquisa Veritá

No cenário de primeiro turno apresentado, Flávio Bolsonaro aparece com 43,95% e Lula com 41,51%. A vantagem de 2,44 pontos é estreita e, num levantamento com essa metodologia, significa que os dois estão tecnicamente próximos. O instituto não divulgou margem de erro para a projeção nacional, apenas o intervalo de confiança.

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Para chegar ao número, o Veritá diz ter ouvido 40.500 eleitores por telefone. Os resultados estaduais foram ponderados pelo comparecimento projetado às urnas e pelo índice de abstenção de cada estado registrado no primeiro turno de 2022. É um método que parte de retratos regionais e os costura num quadro nacional, em vez de sortear uma amostra do país inteiro de uma vez.

Flávio Bolsonaro e Lula lado a lado em imagem que ilustra a pesquisa Veritá do primeiro turno de 2026
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa projetada pelo levantamento. Foto: reprodução/divulgação, tratamento Folha de Patrocínio

Como o levantamento foi feito

A coleta da pesquisa Veritá ocorreu na primeira quinzena de setembro. O instituto informa a janela de 6 a 11 de setembro; veículos que noticiaram os dados citam o período de 4 a 12. A pesquisa foi contratada pelo próprio Veritá, que declarou à Justiça Eleitoral um custo de R$ 200 mil.

Pesquisa contratada pelo próprio instituto é prática comum no mercado e não tem nada de irregular. A legislação eleitoral exige apenas que o contratante seja declarado no registro. Vale saber quem pagou, porque essa informação ajuda o leitor a entender de onde vem o dado que chega até ele pelas redes sociais.

O levantamento anterior do mesmo instituto, com metodologia diferente, havia mostrado números mais apertados: 38,9% para Flávio e 38,4% para Lula no primeiro turno, com Augusto Cury (Avante) em 12,2%, Renan Santos (Missão) com 3,7%, Ronaldo Caiado (PSD) com 1,9% e Pablo Marçal (PRTB) com 1,4%. Aquela rodada ouviu 3.804 eleitores entre 1º e 4 de setembro, com registro BR-09426/2026 e margem de erro de dois pontos. Num eventual segundo turno, dava 48,5% ao senador contra 43,1% do presidente.

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Por que a pesquisa Veritá é contestada na Justiça Eleitoral

Há um contexto que acompanha qualquer pesquisa Veritá divulgada neste ano: o instituto acumula decisões desfavoráveis na Justiça Eleitoral. Reportagem do Correio da Manhã publicada em 14 de agosto listou suspensões ou questionamentos em estados como Rio Grande do Norte, Sergipe, Tocantins, Espírito Santo, Amazonas e Paraíba. Outros levantamentos jornalísticos apontam contestações em número ainda maior de unidades da Federação.

As decisões citam amostras fora do perfil do eleitorado. No Rio Grande do Norte, 34% dos entrevistados teriam ensino superior completo ou incompleto, proporção muito acima da realidade do estado. No Espírito Santo, Vitória concentrou 42,13% das entrevistas, embora a capital reúna 8,89% do eleitorado. No Tocantins houve inconsistência de cronograma, e no Amazonas os peritos encontraram cerca de 380 pares de linhas idênticas numa amostra de 1.220 entrevistas.

O proprietário do instituto, Adriano Silvoni, afirmou que há interpretações divergentes entre os tribunais e disse manter confiança na metodologia da empresa, citando o histórico de atuação em pesquisas de grande porte. Nenhuma dessas decisões alcança, até agora, o registro nacional BR-08093/2026, e contestação judicial em pesquisa estadual não equivale a fraude comprovada.

O que isso muda para o eleitor de Patrocínio

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma decidir eleição presidencial. Nas rodadas estaduais mais recentes, o cenário mineiro apareceu embolado: o Quaest mostrou empate técnico entre os dois no estado, e o Datafolha havia registrado vantagem do presidente em agosto. Nada disso resolve a disputa a três semanas e meia da votação.

Número divulgado agora vale como fotografia de um momento, não como resultado antecipado. Isso serve para esta pesquisa Veritá e para as concorrentes. Em 2022, institutos com metodologias diferentes chegaram a quadros bem distintos no mês que antecedeu a votação, e o placar final ficou longe da média das projeções.

A Folha de Patrocínio já publicou a rodada regional do mesmo instituto e acompanha as pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, onde qualquer eleitor pode consultar contratante, metodologia e custo declarado de cada levantamento antes de repassar um número no grupo da família. A cobertura completa das pesquisas de 2026 também está disponível em veículos nacionais como a CNN Brasil.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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