WSJ e Washington Post criticam o STF no caso Flávio; Chiquini fala em “vergonha”
Wall Street Journal fala em vingança política; Washington Post diz que juízes viraram promotores, mas cobra que Flávio lidere a oposição em vez de ficar na Flórida.

Dois dos jornais mais influentes dos Estados Unidos criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula no caso de Flávio Bolsonaro (PL). WSJ e Washington Post publicaram editoriais na quarta-feira (28), dia em que o senador chegou a Miami, depois de deixar o Brasil mesmo com a ordem de entregar o passaporte. Editorial é o texto que expressa a opinião do próprio jornal, e não de um colunista.
O tema virou vídeo do deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR), que chamou os editoriais de “vergonha” para o país. Até a publicação desta matéria, nem o STF nem o governo federal tinham se manifestado sobre os dois textos.
O que dizem os editoriais do WSJ e Washington Post
O Wall Street Journal deu ao editorial o título “To Brazil’s Victor Goes Political Revenge”, algo como “ao vencedor no Brasil, a vingança política”. O jornal acusa o governo Lula de perseguir o adversário derrotado e afirma que Flávio não foi formalmente acusado de nenhum crime, mas tem motivos para temer um julgamento injusto se for denunciado. Segundo o texto, a decisão de processar cabe ao procurador-geral da República, mas o ministro Alexandre de Moraes costuma ampliar a própria jurisdição quando lhe convém.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O WSJ também chama de tendenciosa a votação que condenou Jair Bolsonaro, elogia o voto do ministro Luiz Fux pela absolvição e vê nos vistos americanos dados a Flávio e à família uma oferta justificável de proteção política. O editorial termina dizendo que não está claro se o Brasil vai conseguir preservar o Estado de Direito.
O Washington Post publicou “When judges become prosecutors”, ou “quando juízes se tornam promotores”. Para o jornal, os ministros do STF passaram a atuar ao mesmo tempo como investigadores, acusadores e julgadores. O texto cita a decisão de Moraes que proibiu Flávio de deixar o país e critica a ordem do ministro Flávio Dino para que a Polícia Federal investigue supostos contatos entre a campanha do senador e a Rockbridge Network, grupo cofundado pelo vice-presidente americano J.D. Vance.
O Post, porém, não absolve o senador. Afirma que a saída do país não prova inocência e que Flávio “deveria estar se preparando para liderar a oposição, em vez de se instalar no sul da Flórida”.
A opinião de Chiquini
Chiquini gravou o vídeo num aeroporto, antes de embarcar numa viagem com outros parlamentares. Advogado criminalista, ele disse que os dois jornais afirmam, na prática, que o Supremo virou “um braço político que persegue opositores”. As avaliações são dele.
Alpha for MenO deputado eleito também questionou a pressa no caso do passaporte. Lembrou que o pedido da Polícia Federal saiu minutos depois do resultado da eleição e que, na manhã seguinte, já havia uma decisão de ministro do STF mandando apreender o documento. “Alguém acha isso verdadeiramente normal?”, perguntou. Para ele, muitos investigados no país viajam com o passaporte em mãos enquanto o inquérito corre.
Chiquini já tinha gravado outro vídeo nesta semana, em que avisou que não vai apoiar Alcolumbre nem Hugo Motta nas eleições do Senado e da Câmara.

O que se sabe sobre o caso Flávio
Flávio perdeu o 2º turno para Lula, que teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte dele sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado, na noite de 25 de outubro, e Moraes autorizou o pedido. O senador é investigado por lavagem de dinheiro e nega irregularidades.
Mesmo com a proibição, Flávio saiu do país e chegou aos Estados Unidos com a família, onde Donald Trump disse que não vai se envolver no caso da carta divulgada pelo senador. Na mesma semana, o WSJ e o Financial Times também cobraram de Lula um plano para o déficit.
Os editoriais podem ser lidos nos sites do Wall Street Journal e do Washington Post, que exigem assinatura. A Folha vai atualizar esta matéria se o STF, Moraes ou o governo responderem às críticas.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






