Urnas em caminhonete com o 13 no DF: Justiça Eleitoral confirma irregularidade e diz que votos não mudaram
O TRE-DF apura quem fez o transporte no Riacho Fundo II. Os boletins já tinham sido impressos e os dados transmitidos ao TSE antes do recolhimento.

Um vídeo gravado no Riacho Fundo II, no Distrito Federal, mostra urnas eletrônicas sendo colocadas na caçamba de uma caminhonete branca com os números 26 e 13 na tampa, depois da votação do segundo turno de domingo (25). A Justiça Eleitoral confirmou que o transporte de urnas em caminhonete com adesivo partidário contraria as regras do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que apura os responsáveis. Também afirmou que a irregularidade não alterou nenhum voto.
A explicação saiu em nota publicada na quarta-feira (28): “A irregularidade no transporte não significa alteração dos votos.” Segundo o tribunal, quando as urnas foram recolhidas, os resultados já tinham sido apurados, os boletins de urna impressos e os dados transmitidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O que mostra o vídeo das urnas em caminhonete
As imagens foram feitas do lado de fora de uma escola usada como local de votação. Uma mulher sai do prédio carregando caixas com a inscrição “urna eletrônica” e as entrega a um homem, que as coloca na caçamba. Na tampa traseira da caminhonete aparece uma faixa vermelha com os números 26 e 13. O 13 é o número do PT.
A nota oficial fala numa caminhonete “adesivada com o número de um partido político”, sem dizer qual. O tribunal também não informou de quem é o veículo nem quem fazia o transporte. O vídeo passou a circular nas redes depois da eleição, acompanhado de suspeitas sobre a integridade dos votos.
O que diz a Justiça Eleitoral
No Distrito Federal, os Correios levam as urnas aos locais de votação. O recolhimento, depois do fim da votação, pode ser feito por agentes eleitorais autorizados. A Resolução TRE-DF nº 8.140/2026 permite que administradores e supervisores de local usem veículo próprio para devolver urnas, documentos e materiais à Junta Eleitoral, desde que avisem antes o juízo eleitoral, cumpram os protocolos de segurança, identifiquem quem tem a custódia do material e entreguem tudo mediante recibo.
Essa autorização não dispensa a neutralidade. O artigo 11 da resolução exige que os veículos usados no transporte não tenham identificação político-partidária. Por isso, o adesivo foi tratado como irregularidade. O TRE-DF recebeu informações do cartório eleitoral responsável e apura as responsabilidades “para adotar as medidas cabíveis”.
Alpha for MenPor que os votos não mudam
A apuração é feita pela própria urna, na seção, logo depois do encerramento da votação. O equipamento imprime o Boletim de Urna, com o total de votos de cada candidato naquela seção, e os arquivos saem assinados digitalmente. Esses dados são transmitidos ao TSE antes de a urna ser levada embora. Mexer no equipamento depois disso não muda o boletim já impresso nem os números já enviados.
Qualquer eleitor pode comparar o boletim impresso com o resultado da seção publicado pela Justiça Eleitoral, inclusive pelo código QR do documento. Foi com esses boletins que a Folha conferiu o horário de encerramento de cada urna de Patrocínio (MG), como mostrou a reportagem sobre os votos após as 17h.
O contexto da contestação
O vídeo ganhou força num momento em que o resultado do segundo turno é contestado por aliados de Flávio Bolsonaro (PL). Na carta em que falou em fraude, sem apresentar provas, o senador chegou a se apresentar como presidente eleito, frase que depois apagou, caso contado em carta de Flávio. O PL reconheceu oficialmente a vitória de Lula (PT), que teve 51,79% dos votos válidos.
Outros questionamentos sobre urnas já circularam desde domingo. A Folha mostrou, por exemplo, por que as urnas desligadas às 17h não voltaram a funcionar com a prorrogação do horário de votação.
O que falta saber
O TRE-DF não informou quem dirigia a caminhonete, de quem é o veículo nem que medidas pode tomar contra os responsáveis. Também não há prazo para o fim da apuração. A íntegra do esclarecimento está na página de checagens da Justiça Eleitoral.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






