Reeleição de Alcolumbre: ministros do STF trabalham por ele com medo de impeachment, dizem relatos
O PL lançou Rogério Marinho na quarta (4) e terá a maior bancada, com 29 senadores. A eleição é em fevereiro, por voto secreto, e exige 41 dos 81 votos.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) trabalham nos bastidores pela reeleição de Alcolumbre na presidência do Senado, segundo relatos publicados no sábado (7) com base em fontes que não se identificaram. Davi Alcolumbre (União-AP) comanda a Casa desde fevereiro de 2025 e quer mais dois anos no cargo. O motivo apontado é o medo de impeachment: é o presidente do Senado quem decide se uma denúncia contra ministro do Supremo anda ou fica parada.
Nem o STF nem Alcolumbre comentaram o relato até a publicação desta matéria, e o tribunal não divulgou nenhuma nota sobre a eleição no Senado. A votação está marcada para fevereiro de 2027. Para vencer, um candidato precisa de 41 dos 81 votos. Do outro lado da disputa está Rogério Marinho (PL-RN), que o partido lançou como candidato na quarta-feira (4).
O que dizem os relatos sobre a reeleição de Alcolumbre
Pelo que circulou no sábado, a aproximação entre ministros do Supremo e o presidente do Senado passa por Alexandre de Moraes, descrito como ponte entre Alcolumbre e o presidente Lula. Os mesmos relatos citam a crise do Banco Master como um dos fatores que juntaram ministros de correntes diferentes da Corte em torno de um aliado no comando do Senado. Moraes nega qualquer irregularidade nas relações com o banco.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Não há documento, voto ou declaração pública de ministro que confirme a articulação. O que existe são fontes de bastidor, sem nome. O tribunal, como instituição, não tomou posição sobre a eleição no Senado. Também não há indicação de que todos os 11 ministros participem das conversas descritas.
Por que o presidente do Senado importa para o STF
A Lei 1.079, de 1950, que trata dos crimes de responsabilidade, entrega ao Senado o julgamento de ministros do Supremo. Qualquer cidadão pode apresentar a denúncia, mas ela só avança se a Mesa do Senado der andamento. Na prática, quem preside a Casa decide se o pedido vai para a pauta ou fica na gaveta.
Alcolumbre nunca pôs um pedido desses em votação. Em fevereiro de 2025, numa entrevista, disse que o impeachment de ministros do STF “não é a solução”. A oposição cobra o andamento de mais de 100 pedidos parados, e Marinho já disse que o próximo Senado não vai se omitir diante de crime de responsabilidade cometido por ministro da Corte.
É por isso que a eleição de fevereiro interessa tanto ao tribunal quanto aos senadores de direita. O presidente do Senado também controla a pauta do plenário, como mostrou a decisão de Alcolumbre de tirar a PEC da maioridade penal da pauta nesta semana.
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Marinho contra Alcolumbre: a conta de votos
O PL terá 29 senadores na próxima legislatura, a maior bancada da Casa, e aposta em Marinho para quebrar a sequência de Alcolumbre, que já presidiu o Senado de 2019 a 2021 e voltou ao cargo em 2025. Em 2023, Marinho perdeu a mesma disputa para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
Alcolumbre diz ter ao menos 48 votos. Do lado de Marinho, a conta de votos certos fica abaixo disso, e partidos que estiveram com Flávio Bolsonaro no segundo turno, como PP e União, mantiveram o apoio a Alcolumbre. Marinho defende que os senadores de direita declarem o voto, que pelo regimento da Casa é secreto.
O que diz Jeffrey Chiquini
O relato de bastidor virou munição da oposição nas redes. O advogado Jeffrey Chiquini, eleito deputado federal pelo Novo no Paraná com 425.399 votos, o mais votado do estado segundo o TRE-PR, publicou um vídeo no sábado pedindo que os senadores rejeitem a reeleição. “Se o Alcolumbre for reeleito presidente do Senado, significa que o Congresso continuará sendo mandado pelo STF”, disse. Para ele, ministros “preocupados com eleição na presidência de uma casa legislativa” são “o verdadeiro atestado de que o nosso STF faliu”.
As frases são opinião do deputado eleito e não trazem dado novo sobre a articulação. Na quarta-feira (4), Chiquini também tinha atacado a PEC da Segurança, que ele chamou de armadilha para a direita.
O que ainda falta saber
Nenhuma fonte oficial confirmou quais ministros estariam nas conversas, e nem o Supremo nem Alcolumbre se pronunciaram em público sobre o relato. A eleição para a presidência do Senado abre a nova legislatura, em fevereiro, e até lá os dois lados seguem contando votos.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






