Maioridade penal na Câmara: Alcolumbre tira a PEC da pauta do Senado, e Braga quer votar até 1º de dezembro
A pedido de Hugo Motta, Alcolumbre vai esperar a Câmara votar a redução da maioridade penal. Veja as três propostas e a reação da oposição.

A redução da maioridade penal vai esperar a Câmara dos Deputados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta nesta quarta-feira (4) as propostas que baixam a idade penal de 18 para 16 anos, depois de um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Vou aguardar a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre. “Quando chegar aqui, nós vamos votar.” A discussão da maioridade penal na Câmara, numa comissão especial que funciona desde agosto, passa a ditar o ritmo.
Segundo Alcolumbre, Motta se comprometeu a votar o texto na Câmara ainda em novembro, informou a Agência Brasil. O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), não se opôs, mas pediu um prazo: se a PEC não chegar até 1º de dezembro, o Senado vota as próprias propostas.
Como a maioridade saiu da PEC da Segurança
O tema chegou ao Plenário como emenda à PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), aprovada na terça (3) sem votos contrários: 73 no primeiro turno e 75 no segundo. O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), chamou a redução da maioridade de “jabuti”, assunto estranho ao texto, e propôs separar as duas emendas que tratavam dela. O desmembramento passou por 38 votos a 36. A oposição queria votar a maioridade junto com a PEC. A Folha contou essa votação em maioridade penal fica fora da PEC.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.As duas emendas viraram propostas autônomas. Braga apresentou um requerimento de calendário especial, que dispensa prazos e leva o texto direto ao Plenário, e Alcolumbre tinha se comprometido na terça a dar rapidez à votação. Na quarta, ele explicou a mudança. “Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados”, afirmou, segundo a Agência Senado.

As três propostas em discussão
A proposta do líder do PT, Camilo Santana (PT-CE), virou a PEC 20/2026. Ela reduz a maioridade para 16 anos apenas nos crimes hediondos. Nos demais crimes, a idade continua em 18. No Senado, era tida como a de maior chance de consenso.
A do líder da oposição, Rogerio Marinho (PL-RN), virou a PEC 19/2026 e vai mais longe. Fixa a maioridade em 16 anos como regra geral e em 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização criminosa.
Na Câmara, a comissão especial analisa a PEC 32/2015, do ex-deputado Gonzaga Patriota, junto com outras propostas sobre o tema. O texto fixa a maioridade penal e a civil aos 16 anos.
Alpha for MenHá ainda quem prefira outro caminho. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) defendeu um projeto de lei do senador Fabiano Contarato (PT-ES), já enviado à Câmara, que não reduz a maioridade, mas aumenta o tempo máximo de internação de adolescentes infratores no Estatuto da Criança e do Adolescente. Nos casos mais graves, esse tempo poderia dobrar. Para Vieira, uma PEC pode ser questionada na Justiça, porque parte dos juristas considera a maioridade penal uma cláusula pétrea da Constituição.
A reação da oposição
Senadores de oposição disseram que Alcolumbre descumpriu o compromisso firmado na terça. “O senhor é o presidente do Congresso, senador. Não é a Câmara dos Deputados que diz como vai ser, o Senado é a Casa alta. O senhor fez um compromisso e compromisso é para ser cumprido”, disse o líder do PL, Carlos Portinho (RJ).
Braga, com apoio de Cid Gomes (PSB-CE), deixou o recado registrado no Plenário. “Se até o dia 1º de dezembro a PEC não vier da Câmara dos Deputados, há o requerimento assinado por mais de 50 senadores para colocar em votação com quebra de interstício, em urgência, a PEC sobre a maioridade”, afirmou. Uma PEC precisa de 49 votos no Senado para ser aprovada.
A PEC da Segurança, já sem a maioridade, segue para promulgação. A Folha mostrou o que muda com ela em a PEC da Segurança em Patrocínio e as críticas da direita ao texto em Chiquini critica a PEC da Segurança. A próxima data marcada é 1º de dezembro.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






