Febre amarela em Patos de Minas: Saúde confirma o vírus em mico-estrela morto, e a vacinação está em 80%, abaixo da meta de 95%
O animal foi achado perto da comunidade dos Moreiras. A Secretaria faz ações em raio de 15 km, com visitas a propriedades rurais e captura de mosquitos.

A Secretaria Municipal de Saúde de Patos de Minas (MG) confirmou febre amarela em um mico-estrela encontrado morto na zona rural, perto da comunidade dos Moreiras. A confirmação foi divulgada na sexta-feira (6). Segundo a Secretaria, o vírus foi detectado no fígado e no baço do animal, em exames feitos em Belo Horizonte. A febre amarela em Patos de Minas aparece agora num registro oficial, e a cobertura vacinal da cidade, de 80%, está abaixo dos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde.
Até agora, a Prefeitura diz que não encontrou outros macacos doentes ou mortos na área. A Folha não localizou, até a publicação desta matéria, nota separada da Prefeitura de Patos de Minas sobre o caso, e as informações abaixo vêm da divulgação da Secretaria de Saúde.
Como o caso foi descoberto
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Lilian Marinho, o Centro de Controle de Zoonoses recebeu em 1º de outubro a informação sobre o animal morto. Uma equipe recolheu o macaco e enviou amostras para análise em Belo Horizonte. O resultado saiu no fim do mês e confirmou o vírus. A Secretaria informou que o mico-estrela é uma espécie com maior resistência natural à doença do que os bugios e os macacos-prego.
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Depois da confirmação, equipes voltaram à comunidade dos Moreiras e não acharam outros primatas mortos ou doentes. Agentes de saúde começaram a visitar as propriedades rurais para conferir a situação vacinal dos moradores, e a Vigilância Ambiental vai capturar mosquitos na região para identificar as espécies e investigar se o vírus circula na área.
Pela orientação do estado, as ações cobrem um raio de 15 quilômetros do local onde o animal foi encontrado, o que inclui parte de Varjão de Minas e de Presidente Olegário. O Vacimóvel vai percorrer as comunidades rurais, e a Secretaria prepara uma nova intensificação da vacinação. Quem mora na área urbana pode procurar qualquer unidade de saúde para conferir a caderneta.
Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta
A cobertura vacinal subiu de 60% para 80% depois de uma mobilização, motivada, segundo a Secretaria, pela notificação recente de um caso suspeito em humano. O número ainda fica abaixo dos 95% que o Ministério da Saúde recomenda. O calendário infantil prevê a primeira dose aos 9 meses e o reforço aos 4 anos, e a Secretaria dá ênfase à vacinação das crianças.
Sintomas e cuidados
Os sintomas citados pela Secretaria são febre, dor de cabeça intensa, dores abdominais e vômitos. Nos casos graves, a urina pode mudar de cor, e há sinais de comprometimento do organismo. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados, e os macacos também são vítimas. Segundo o veterinário Rafael Araújo, do Centro de Controle de Zoonoses, macaco não transmite a febre amarela diretamente às pessoas.
Alpha for MenA orientação é não tentar capturar nem manusear macacos mortos ou com comportamento estranho, como dificuldade para subir em árvores. O caso deve ser comunicado ao Centro de Controle de Zoonoses, pelo telefone ou WhatsApp (34) 3822-9624. Matar macacos é crime ambiental e não impede a circulação do vírus. A vacinação, reforça a Secretaria, é a principal proteção.
O que isso significa para a região
A Secretaria cita ainda que áreas próximas a Paracatu, Uberaba e Araguari já tiveram registros de macacos mortos com febre amarela. Patrocínio não aparece no material divulgado, mas fica na mesma região, e quem viaja ou trabalha na zona rural entre as cidades pode conferir a própria vacinação. A Folha mostrou, em outubro, a circulação dos Vacimóveis do CIS Paranaíba e, também em outubro, os focos de dengue que a chuva e o calor trouxeram à região. Em Patos de Minas, a Folha também noticiou as famílias em área de risco da cidade.
Mais informações sobre a doença e o calendário de vacinação estão no site do Ministério da Saúde. A Folha atualiza esta matéria quando a Secretaria divulgar o resultado da captura de mosquitos ou novos casos. A imagem que abre a matéria é uma ilustração gerada por inteligência artificial (Gemini) e não mostra o animal encontrado.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




