Defensivos falsificados em Patos de Minas: PM prende dois e apreende 30 galões de fungicida avaliados em R$ 96 mil
Dois homens de 36 e 42 anos foram presos em flagrante numa chácara do Recanto dos Canários. Também havia rótulos, lacres, balança e aves silvestres sem anilha.

A Polícia Militar prendeu em flagrante dois homens, de 36 e 42 anos, e apreendeu 30 galões de fungicida falsificado, avaliados em R$ 96 mil, numa chácara do chacreamento Recanto dos Canários, em Patos de Minas (MG). A operação foi na quinta-feira (5), e o caso dos defensivos falsificados em Patos de Minas foi divulgado na sexta (6). Segundo a PM, os dois eram suspeitos de produzir, armazenar, transportar e vender agrotóxicos fora das exigências da lei.
Os nomes dos presos não foram divulgados. Eles foram levados à Delegacia de Polícia Civil junto com o material apreendido, e o andamento do inquérito ainda não foi informado.
Como a ação começou
De acordo com a PM, havia informações detalhadas de que os suspeitos transportavam defensivos com sinais de adulteração, vindos de Tupaciguara em direção a Patos de Minas. As equipes acompanharam o veículo, uma caminhonete S10 prata, pela BR-365 até a propriedade rural. A ação foi conjunta e de inteligência, com monitoramento no trecho da rodovia.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os dois homens foram encontrados num dos quartos da casa. Antes de seguir para a delegacia, passaram por atendimento médico na Santa Casa de Misericórdia.
O que foi apreendido
Os 30 galões de 20 litros são de um fungicida de marca conhecida, com rótulos e códigos de série idênticos entre si, o que indicou a falsificação. A PM estima o valor de mercado do lote em R$ 96 mil. Além dos galões, os policiais levaram da chácara:
- produtos químicos em pó e granulado, entre eles ciromazina com 98% de pureza, um regulador de crescimento de insetos;
- sacos plásticos, tambores e recipientes;
- uma balança digital de plataforma, com capacidade para até 180 quilos, e uma seladora manual térmica;
- rótulos, lacres de segurança e caixas de papelão de empresas químicas e farmacêuticas internacionais;
- aves silvestres mantidas em cativeiro irregular, sem anilhas.
Balança, seladora, lacres e caixas apontam para um local onde o produto era embalado e rotulado, e não apenas guardado. Essa conclusão, porém, é da leitura do material apreendido: a polícia não detalhou até agora como funcionava o esquema nem para quem os produtos seriam vendidos.
Quem entrou na operação
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foi acionado para fiscalizar e emitir os termos técnicos dos produtos. A Polícia Militar de Meio Ambiente atendeu a parte das aves, e a Secretaria Municipal de Agricultura ficou com a guarda do material, por causa do grande volume.
O risco para o produtor rural
Defensivo falsificado preocupa quem planta porque ninguém sabe o que há dentro do galão. O produto pode não controlar a praga ou a doença, o que faz o produtor perder a safra depois de gastar com a aplicação, e pode conter substância não autorizada, com risco para quem aplica, para o solo e para a água. Em regiões de lavoura como o Alto Paranaíba, onde Patos de Minas e Patrocínio têm forte produção de milho, soja e café, o tema interessa a muita gente.
Alpha for MenPara reduzir o risco, vale comprar apenas em revenda cadastrada, exigir nota fiscal e receituário agronômico, conferir lacre, rótulo e lote da embalagem e desconfiar de preço muito abaixo do praticado. A venda de agrotóxico exige receituário assinado por engenheiro agrônomo, conforme a Lei federal 7.802, de 1989. Suspeita de produto adulterado pode ser comunicada ao IMA ou à Polícia Militar, pelo 190.
O campo da região tem sido alvo de crimes
A apreensão se soma a outros casos recentes ligados ao agronegócio na região. A Folha noticiou o furto de um drone agrícola em Patos de Minas, com os ladrões cortando concertina e corrente num sítio, e a prisão de dois homens que furtaram máquinas e tiveram equipamentos agrícolas recuperados. Na lavoura de café, as certificações de boas práticas, como mostrou a matéria sobre a Rainforest Alliance na Expocacer, dependem justamente de uso correto e rastreável de insumos.
Todos os dados desta matéria vêm da divulgação da Polícia Militar. A Folha atualiza o texto quando houver informação sobre a situação dos presos, o laudo do IMA ou a origem do material. A imagem que abre esta matéria é uma reprodução da divulgação policial.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




