Nikolas Ferreira defende candidato próprio do PL à presidência da Câmara e rejeita apoiar a reeleição de Hugo Motta
Depois de reunião com Valdemar Costa Neto, o deputado disse que prefere abrir mão da CCJ a manter acordo que considera incoerente. O PL ainda não decidiu.

O candidato próprio do PL à presidência da Câmara foi defendido nesta terça-feira (3) pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Depois de reunião com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, em Brasília, Nikolas disse que o PL deve lançar um nome próprio e não apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), cuja eleição para a Mesa Diretora está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Para ele, apoiar Motta “significa não caminhar junto com o Hugo Motta”, porque o atual presidente da Câmara “tomou um lado” ao apoiar a reeleição de Lula (PT). Nikolas também disse que prefere abrir mão da presidência da CCJ a manter um acordo que considere incoerente. Até agora, a Folha não encontrou resposta de Motta nem de Valdemar.
A fala expõe a divisão da direita sobre a sucessão na Câmara, e o PL tem a maior bancada da Casa. A Folha reúne abaixo o que Nikolas disse, os nomes que ele citou e o que ainda está em aberto.
O que Nikolas disse sobre Hugo Motta
Segundo o relato da imprensa, Nikolas defendeu que o PL não troque a identidade política do partido por cargos na Mesa Diretora ou por presidências de comissões temáticas. A posição vale como argumento de princípio, nas palavras dele, e não como decisão do partido: “nada definido, tem várias reuniões”. O deputado afirmou que vai conversar com Motta de forma institucional, mas disse que o recado do PL precisa ser dado a quem votou na legenda.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Nikolas é cotado, dentro do partido, para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, considerada a mais importante da Câmara. Ele disse que a chance de um acordo com Motta entregar o colegiado ao PL é “muito pequena” e afirmou: “entre a presidência da CCJ e manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ”.

Quem pode ser o candidato do PL à Câmara
Nikolas citou dois nomes como possíveis candidatos do partido: o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que ele descreveu como alguém “com capacidade”, e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que, segundo ele, é um nome que “dialoga”. Nenhum dos dois se manifestou, nas informações que a Folha encontrou, e o partido não anunciou candidato.
A discussão não é só do PL. A Folha mostrou, em a fala de Chiquini sobre o voto em Hugo Motta, que o Novo vai lançar candidato próprio, e, em a ameaça de Zé Trovão de disputar a presidência, que um deputado do PL cogita concorrer se o partido não tiver nome competitivo. O bloco de Motta, com o PT, soma 361 deputados eleitos, segundo o levantamento citado naquela reportagem, e o PL tem a maior bancada.
A relação de Motta com Lula e o governo
Nikolas usa como argumento o apoio de Motta à reeleição de Lula. A Folha mostrou, em o convite de Lula a Motta e Alcolumbre para a viagem à Turquia, que o governo tenta acelerar pautas no Congresso antes da troca das Mesas e já disse aos dois presidentes das Casas que apoiará a reeleição deles. Em o voto distrital misto, a Folha registrou como Motta tenta votar propostas ainda em 2026 sem o PL na mesa de negociação.
Alpha for MenInformações oficiais sobre a eleição da Mesa e o regimento ficam no portal da Câmara dos Deputados.
O que a Folha ainda não sabe
Faltam a decisão do PL sobre ter candidato próprio, o nome escolhido, a resposta de Motta à declaração de Nikolas e a posição de Valdemar Costa Neto. A Folha atualiza esta reportagem quando o partido decidir.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados. Fundo: ilustração gerada por IA (Gemini). Montagem da Folha.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






