Imposto do Amor: a cerveja vai ficar mais cara em 2027? O que o governo prepara
A medida provisória do imposto do pecado deveria sair terça (3), e a proposta é repetir em 2027 a carga do IPI, com a alta só a partir de 2028.

Pela proposta que o governo negocia, a cerveja não deve ficar mais cara em 2027 por causa do Imposto do Amor, apelido irônico da Folha para o Imposto Seletivo, o “imposto do pecado” da reforma tributária. A linha acertada com o setor é manter no primeiro ano a carga que a bebida paga hoje de IPI, e a alta só viria de 2028 em diante. A medida provisória com as alíquotas deveria sair nesta terça-feira (3), segundo a imprensa econômica, e a Folha não confirmou a publicação no Diário Oficial da União até a hora deste texto. Os percentuais ainda não foram divulgados.
O que é o Imposto do Amor
O nome oficial é Imposto Seletivo. Ele foi criado pela reforma tributária para encarecer produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, e por isso ganhou o apelido de “imposto do pecado”. A Lei Complementar 214, de 2025, define que ele incide sobre cigarros e outros fumígenos, bebidas alcoólicas e açucaradas, veículos (exceto caminhões), embarcações e aeronaves, extração de minerais, com alíquota limitada a 0,25%, e concursos de prognósticos. O texto da lei está no portal do Planalto. As alíquotas, porém, não estão na lei: dependem de norma própria, e é para isso que serve a medida provisória.
O apelido “Imposto do Amor” é da Folha e tem tom de ironia. A imagem desta reportagem, com a garrafa da “Cerveja do Amor” e a mão vermelha em “L”, é uma montagem gerada por inteligência artificial. Nenhuma cerveja com esse nome existe, e a cena não é foto de um fato.
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A regra da noventena exige 90 dias entre a publicação da norma e o início da cobrança. Para o Imposto Seletivo estrear em 1º de janeiro, a medida provisória precisaria ter saído até 2 de outubro, e isso não aconteceu. Em maio, a Fazenda havia afirmado que o tributo entraria em vigor em janeiro. Segundo reportagens, o governo deixou o envio para depois do segundo turno, em 25 de outubro, por receio de desgaste na campanha. Com a publicação agora, a cobrança só começaria em fevereiro de 2027.
O que muda no preço da cerveja
A Fazenda negociou com fabricantes de cerveja, vinho, destilados, refrigerantes, cigarros e carros. Depois dessas rodadas, segundo a imprensa, comprometeu-se a calibrar as alíquotas para reproduzir em 2027 a carga que esses produtos pagam hoje de Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, que será zerado para a maior parte deles. Na prática, o Imposto Seletivo entra no lugar do IPI sem aumentar a conta no primeiro ano. A elevação, pensada para desestimular o consumo, ficaria para 2028.
Há ressalvas. O preço na prateleira depende também de outros tributos da reforma, como a CBS, e da decisão de cada fabricante e do comércio, e a Folha não calculou o efeito final. Uma proposta do lado da Saúde, de uma alíquota muito mais alta para a cerveja, teria sido descartada pela equipe econômica, segundo relatos, mas isso não é decisão oficial. E a medida provisória ainda passa pelo Congresso, que pode mudar o texto.
Quanto o governo espera arrecadar
O projeto de lei orçamentária de 2027 prevê quase R$ 42 bilhões em arrecadação com o Imposto Seletivo. Parte da receita esperada com apostas ficou comprometida, depois que o governo editou, em setembro, uma medida provisória que proibiu as apostas esportivas e os jogos virtuais. Com o atraso, janeiro ficaria sem a cobrança do imposto novo, enquanto o IPI sobre esses produtos já estaria zerado, o que abre um buraco na arrecadação do mês.
Alpha for MenO pano de fundo é de preços sob pressão. A Folha mostrou o dólar em alta e a Selic em debate em Copom decide a Selic na quarta (4) com o juro em 13,75% e o dólar em alta e em Dólar desde a eleição: de R$ 5,04 a R$ 5,49, alta de 9%, e as projeções de inflação em Itaú corta o PIB de 2027 para 0,5%, e pesquisa com o mercado já vê inflação de 5,3%.
O que a Folha ainda não sabe
Faltam as alíquotas, a confirmação de que a medida provisória foi publicada e a posição do Congresso. A Folha também não achou resposta oficial da Fazenda sobre a neutralidade em 2027, que vem de relatos do setor e da imprensa. Quem quiser conferir a medida pode consultar o site do Ministério da Fazenda. A Folha atualiza esta reportagem quando o texto for publicado.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




