Advogada e filho em Cotia: Polícia Civil prende empresário de 41 anos suspeito das mortes
SSP confirma a prisão no Jaguaré, em São Paulo. Justiça decretou prisão temporária de 30 dias, e o caso é investigado como feminicídio e vicaricídio.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta quarta-feira (4) o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, suspeito das mortes da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29, e do filho dela, de 6 anos, em Cotia, na Grande São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a prisão em nota e informou que o homem é investigado “pelas mortes de uma mulher, de 29, e do filho dela”.
O caso de advogada e filho em Cotia é investigado como feminicídio e vicaricídio, nome dado ao assassinato de um filho ou parente para atingir a mãe. A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito, por 30 dias, a pedido da Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, a defesa dele não tinha se manifestado.

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Segundo a Polícia Civil, Eric foi localizado numa casa no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista. A operação foi comandada pela delegada Monica Gamboa, que relatou que ele estava alterado no momento da abordagem. Depois da prisão, o empresário seria ouvido na Delegacia de Cotia, que conduz a investigação.
Ele estava foragido desde a madrugada de segunda-feira (2). Como tem passaporte português, a polícia pediu à Interpol que incluísse o nome dele na lista de difusão vermelha, usada para localizar procurados no exterior. A SSP havia informado essa inclusão antes da captura.
Há uma divergência sobre o local exato. Parte dos relatos sobre a operação fala que ele estava com os pais numa casa em Osasco. A informação atribuída à Polícia Civil cita o Jaguaré. A SSP não detalhou as circunstâncias da captura.
Advogada e filho em Cotia: o que dizem as câmeras e as testemunhas
De acordo com o boletim de ocorrência, câmeras do condomínio registraram a chegada de Anna Gabriela, do filho e de Eric por volta das 21h35 de domingo (1º). O suspeito deixou o prédio sozinho às 2h14 de segunda-feira, numa caminhonete branca.
Alpha for MenOs corpos foram encontrados na noite de terça-feira (3), num apartamento do condomínio, no bairro Lajeado. A mãe de Anna Gabriela já tinha registrado o desaparecimento da filha e do neto. A causa das mortes ainda depende dos laudos do Instituto Médico Legal.
A polícia chegou ao endereço porque, segundo o boletim, o próprio Eric telefonou para um escritório de advocacia em Campinas, disse que tinha matado os dois e informou onde estavam os corpos. Uma advogada do escritório foi à Delegacia de Cotia comunicar o caso.
Testemunhas e parentes disseram à polícia que o relacionamento tinha idas e vindas, com episódios de violência doméstica, ameaças e perseguição. Uma delas contou que o empresário chegou a mostrar uma arma de fogo para intimidar a ex-namorada. A Polícia Civil ainda apura a motivação e se outras pessoas participaram do crime.
O que muda desde a primeira reportagem
Na noite de terça, quando a Folha publicou a primeira reportagem sobre as mortes em Cotia, a informação atribuída à Polícia Militar era de que o principal suspeito era um ex-namorado da advogada, que não tinha sido localizado. Sem confirmação oficial da autoria, o nome dele não foi publicado. Com a prisão confirmada pela SSP e a ordem judicial de prisão temporária, a Folha passou a identificar o investigado.
Ele continua sendo suspeito. A prisão temporária serve para a investigação e não equivale a condenação. Quem decide se haverá denúncia é o Ministério Público, depois do inquérito.
Feminicídio e vicaricídio na lei
Desde outubro de 2024, o feminicídio é crime autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão. A pena aumenta quando o crime é cometido na presença de descendente da vítima ou contra menor de 14 anos. O termo vicaricídio não é um crime separado na lei, mas é usado por investigadores e especialistas para descrever a morte de um filho para punir ou fazer sofrer a mãe.
Em Minas, a Folha noticiou nas últimas semanas a prisão do suspeito de matar Priscila e um caso de estrangulamento em João Pinheiro.
Como pedir ajuda
Mulheres em situação de violência podem ligar para o 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas e é gratuita. Em emergência, o número é o 190, da Polícia Militar. Em Patrocínio, a denúncia também pode ser feita na Delegacia de Polícia Civil. Mais informações sobre a rede de atendimento estão no site do Ligue 180.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




