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Policial

Estrangulamento em João Pinheiro: homem é preso suspeito de apertar o pescoço da ex até ela desmaiar

Segundo a vítima, de 31 anos, o ex disse que ela "só sairia dali morta" e ameaçou atear fogo nela. Ele nega a agressão e foi entregue à Polícia Civil.

Viatura da PM em frente à UPA, após o estrangulamento em João Pinheiro
Viatura da PM em frente à UPA, após o estrangulamento em João Pinheiro

Um caso de estrangulamento em João Pinheiro (MG), no Noroeste de Minas, terminou com um homem de 31 anos preso em flagrante na noite de sábado (31). Ele é suspeito de apertar o pescoço da ex-companheira até ela desmaiar. Segundo o relato da mulher, também de 31 anos, à Polícia Militar, ele disse que ela “só sairia dali morta”. O nome do suspeito não foi divulgado.

De acordo com a versão registrada pela PM, o homem chamou a ex para ir à casa dele com a justificativa de conversar sobre o relacionamento. Lá, disse que queria reatar. A conversa mudou de tom quando ele passou a acusá-la de se relacionar com outros homens.

O que a vítima contou à PM sobre o estrangulamento em João Pinheiro

Segundo a mulher, o ex começou a xingá-la e a ameaçá-la. Ele teria dito que ela “teria que morrer” e que iria colocá-la dentro de um pneu e atear fogo. Com medo, ela tentou ir embora, e foi aí que, pelo relato, vieram as agressões: objetos jogados contra o rosto, um empurrão contra uma bancada e um aperto no pescoço forte o bastante para fazê-la perder a consciência por alguns instantes.

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Quando acordou, ainda segundo a vítima, ele continuava segurando-a. Ela contou também que o homem derramou cerveja no cabelo dela e jogou o celular dela contra a parede. A mulher conseguiu se soltar e fugiu correndo, deixando pertences para trás. Os policiais encontraram lesões no braço esquerdo dela.

A versão do suspeito

O homem negou a agressão como descrita. Disse aos policiais que a ex foi à casa dele por vontade própria e que foi ela quem jogou o celular contra a parede. Mesmo assim, a PM o prendeu em flagrante. Os dois passaram por atendimento no pronto-socorro, e depois o suspeito foi levado à Polícia Civil, que conduz a investigação. A defesa dele não foi identificada.

Até a publicação desta reportagem, não havia informação sobre audiência de custódia nem sobre pedido de medida protetiva. A mulher não teve o nome divulgado, e a Folha não publica dados que permitam identificá-la.

Por que o estrangulamento preocupa a polícia

A tentativa de estrangular ou sufocar a vítima é uma das perguntas do Formulário Nacional de Avaliação de Risco, que as polícias e o Judiciário usam em casos de violência doméstica para medir o perigo de a agressão terminar em morte. A perda de consciência pode acontecer em segundos, e a lesão nem sempre aparece por fora. Por isso, a orientação a quem passa por isso é procurar atendimento médico mesmo sem marcas visíveis e contar à equipe que houve aperto no pescoço.

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Casos assim se enquadram na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que trata da violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial contra a mulher no ambiente doméstico e nas relações afetivas, inclusive entre ex-companheiros. A lei permite que a vítima peça medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor e a proibição de contato. Descumprir essas medidas também é crime.

Ameaça de morte, dano ao celular e agressão costumam ser apuradas juntas no mesmo inquérito. A classificação final cabe à Polícia Civil e ao Ministério Público.

Outros casos recentes na região

João Pinheiro teve outras ocorrências recentes atendidas pela PM no Centro da cidade, como a da mulher presa suspeita de golpear um homem com a chave do carro e a confusão que terminou em correria. Na região, o caso da jovem de Perdizes morta em Rifaina levou a Justiça a decretar a prisão de um pecuarista suspeito.

Onde pedir ajuda

Mulheres em situação de violência podem ligar para a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, que funciona 24 horas, de graça e também atende por WhatsApp. Em emergência, o número é o 190, da Polícia Militar. O boletim de ocorrência pode ser registrado em qualquer delegacia, e o pedido de medida protetiva pode ser feito na própria delegacia, sem advogado.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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