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Nacional

Apoio a Alcolumbre: PP e União, que estiveram com Flávio no 2º turno, mantêm nota e somam 12 senadores para 2027

Nota de 27 de outubro, assinada por Ciro Nogueira e Antonio Rueda, segue valendo. A versão de que a federação vai retirar o apoio circula nas redes sem confirmação.

Davi Alcolumbre sentado na Mesa do plenário do Senado, em foto sobre o apoio a Alcolumbre de PP e União Brasil
Davi Alcolumbre sentado na Mesa do plenário do Senado, em foto sobre o apoio a Alcolumbre de PP e União Brasil

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, mantém o apoio a Alcolumbre na eleição para a presidência do Senado em 2027. A nota de 27 de outubro, assinada pelos presidentes dos dois partidos, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), não foi revogada, e as duas siglas somam 12 dos 81 senadores da próxima legislatura. São os mesmos partidos que estiveram com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

Neste fim de semana, voltou a circular nas redes a informação de que PP e União “devem retirar” o apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP). Essa versão apareceu em meados de outubro, antes do segundo turno, e não foi formalizada pelas direções dos partidos. Dias depois, a federação fez o contrário e declarou apoio ao atual presidente do Senado. Até a publicação desta matéria, a Folha não encontrou nota, entrevista ou decisão dos dois partidos que desfaça esse apoio.

O que diz a nota de apoio a Alcolumbre

A nota saiu dois dias depois da derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nela, Rueda e Ciro Nogueira afirmam que a experiência de Alcolumbre “reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento”. O texto fala ainda em compromisso com “um Congresso forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos para os brasileiros”.

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Com isso, a federação deixou de lado a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), que PP e União poderiam ter apoiado se Flávio tivesse vencido. Em outubro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, contava com PP, União Brasil e Republicanos para montar maioria em torno de Marinho, como a Folha mostrou na reportagem sobre a disputa entre Marinho e Alcolumbre. Duas dessas três siglas fecharam com o adversário.

Montagem com as logos do PP e do União Brasil, a marca da campanha de Flávio Bolsonaro ao fundo e Davi Alcolumbre, sobre o apoio a Alcolumbre
Logos do PP e do União Brasil, a marca da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ao fundo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto de Alcolumbre: Reprodução. Logos: reprodução dos partidos e da campanha

Da campanha de Flávio para o lado de Alcolumbre

PP e União apoiaram Flávio no segundo turno, em 25 de outubro. Ele perdeu para Lula, que teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dois dias depois, a federação fechou com Alcolumbre, que preside o Senado desde fevereiro de 2025 e conta também com o apoio do PT.

Flávio está nos Estados Unidos desde quarta-feira (28). Na sexta (30), numa transmissão feita de Miami, ele pediu aos senadores do PL que votem em Marinho e chamou o Senado de trincheira da oposição, como contou a reportagem sobre a live de Flávio Bolsonaro. No sábado (31), o presidente americano, Donald Trump, disse que o senador pode ficar no país “o tempo que quiser”, fala registrada na matéria em que Trump diz que a eleição foi uma desgraça.

A conta de votos no Senado

A eleição para a presidência do Senado será em 1º de fevereiro de 2027, em votação secreta. Para vencer, o candidato precisa de pelo menos 41 dos 81 votos. Pela projeção da Agência Senado, o PL terá 29 cadeiras e o Novo, que também rejeita Alcolumbre, terá 3. São 32 votos.

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Do outro lado, o apoio formal a Alcolumbre reúne 33 senadores de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, e pode chegar a 39 com PSB, PDT e Rede. Aliados do presidente do Senado falam em 48 votos, número que não aparece em nenhuma lista pública. Como o voto é secreto, cada senador pode votar diferente do que o partido anunciou, e a nota da federação não garante os 12 votos.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), citada como possível candidata, respondeu depois da nota que “a escolha cabe aos senadores”. Parte da oposição defende um acordo entre ela e Marinho para não dividir os votos contra Alcolumbre.

Gabinetes e comissões nos bastidores

O post que circula nas redes também diz que Alcolumbre estaria oferecendo gabinetes e presidências de comissões a senadores eleitos em troca de votos. Relatos de aliados publicados na imprensa falam em oferta de espaços na estrutura do Senado, mas nem Alcolumbre nem a Mesa Diretora confirmaram essas negociações. Outra conversa atribuída a ele, a de discutir indulto ou anistia a Jair Bolsonaro, também não teve confirmação oficial, como a Folha mostrou na reportagem em que Alcolumbre avalia indulto.

O que acontece agora

O PL marcou para quarta-feira (4) uma reunião com parlamentares em exercício e eleitos para fechar a posição sobre as eleições da Câmara e do Senado. A expectativa é que o partido lance Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio e lidera a oposição no Senado. Em 2023, ele perdeu a presidência da Casa para Rodrigo Pacheco (PSD-MG) por 49 votos a 32.

Na Câmara, a disputa corre em paralelo. Hugo Motta (Republicanos-PB) busca a reeleição com o apoio de 15 partidos, e o PL avalia entrar no bloco dele, como mostrou a reportagem sobre o bloco de Motta. A composição atual das bancadas pode ser conferida no site do Senado Federal.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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