Irmão morto a tiros em Paranaíta: homem de 52 anos é baleado em bar, e vizinhos citam briga por política e por terras
Suspeito, de 60 anos, fugiu depois dos disparos. A polícia ainda não confirmou a motivação, e a caminhonete dele foi achada abandonada em Alta Floresta.

Um homem de 52 anos foi morto a tiros num bar da zona rural de Paranaíta (MT), no norte de Mato Grosso, no domingo (1º), e o suspeito é o próprio irmão dele, de 60 anos, que fugiu depois dos disparos. O irmão morto a tiros em Paranaíta foi identificado como Gilmar Rodrigues da Silva. A Polícia Civil vai investigar o caso como homicídio. Até a noite de domingo, o suspeito não tinha sido localizado.
Moradores da região contaram que os dois tinham divergências antigas, ligadas a assuntos de família, à divisão de terras no assentamento e à política: Gilmar apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o irmão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma testemunha disse à Polícia Militar que eles não se falavam por causa disso. A polícia, porém, não confirmou oficialmente a motivação do crime.

Como foi o crime no bar
O bar fica na comunidade Santa Marta, perto do Assentamento São Pedro, a cerca de 840 quilômetros de Cuiabá. O relato do dono do estabelecimento à Polícia Militar é a principal versão conhecida até agora. Segundo ele, o irmão mais velho já estava no bar e tinha tomado três latas de cerveja quando Gilmar chegou, sentou-se em outra mesa e pediu uma bebida.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Ainda pelo relato, o irmão passou a xingar Gilmar, que ficou calado. Quando Gilmar se levantou para ir embora, o outro tirou um revólver da cintura e atirou. Gilmar morreu ali mesmo, antes de receber atendimento médico. O número de disparos não foi divulgado.
Na tarde de domingo, policiais militares de Alta Floresta, cidade vizinha, encontraram abandonada no bairro Renascer uma caminhonete ligada ao suspeito.
O que a polícia investiga no caso do irmão morto a tiros em Paranaíta
O caso passa agora à Polícia Civil, que vai ouvir testemunhas e tentar localizar o suspeito. A investigação deve apontar se o crime nasceu de uma discussão na hora, de brigas de família acumuladas ou dos conflitos anteriores por política e por terra. Por enquanto, essas explicações vêm de moradores e conhecidos, e não de uma conclusão oficial.
Os relatos colhidos na comunidade citam desentendimentos dos irmãos sobre a divisão de propriedades rurais no assentamento, mas os detalhes dessa disputa, como o tamanho das áreas e há quanto tempo ela dura, ainda não foram confirmados por nenhum órgão oficial.
Alpha for MenQuem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode procurar a Polícia Civil de Mato Grosso ou ligar para o 190 da Polícia Militar. A Folha não divulga o nome do suspeito enquanto a polícia não se manifestar oficialmente sobre a autoria.
A política dentro de casa
O caso chamou atenção nas redes porque aconteceu uma semana depois do segundo turno de 25 de outubro, que reelegeu Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). A divisão do país quase ao meio apareceu também em conflitos de trabalho e de vizinhança depois da eleição, como no caso da prefeita acusada de demitir uma servidora por apoiar Lula, contado na reportagem sobre a prefeita de Conceição do Jacuípe.
Em Patrocínio, um áudio atribuído a um empresário que falava em demitir funcionários por “fazer o L” circulou nos grupos de mensagem logo depois da votação, e a autoria não foi confirmada, como mostrou a reportagem sobre o áudio atribuído a empresário de Patrocínio. Entre os dois turnos, uma promoção com o mote “Fora Lula” levou donos de lojas à delegacia no Vale do Aço, caso registrado na matéria sobre a promoção Fora Lula.
Casos de morte ligados a discussão política já aconteceram em outras eleições. O mais conhecido foi o do guarda municipal Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), morto em julho de 2022 durante a própria festa de aniversário por um policial penal que apoiava Bolsonaro. Em Paranaíta, a polícia ainda vai dizer se a política teve peso no crime ou se foi só mais um capítulo de uma briga de família que vinha de longe.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






