Edinho Silva diz que o PT vai pôr o povo na rua se houver afronta ao resultado da eleição
O presidente do PT disse em entrevista que o partido prepara mobilização nacional e ligou o alerta à fala de Trump, que afirmou que a eleição brasileira "pareceu fraudada".

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira (26) que o partido vai “pôr o povo brasileiro na rua” se houver “qualquer indício de afronta” ao resultado do segundo turno, vencido por Lula na véspera. Em entrevista, ele ligou o alerta à fala de Donald Trump sobre a eleição brasileira e afirmou: “O que mais me assusta é que quem legitima isso é o Trump”.

O que Edinho Silva disse
As frases foram dadas em entrevista nesta segunda e estão em reportagens que registram a conversa. A Folha não encontrou, até a publicação, nota do PT com o mesmo conteúdo. Segundo esses relatos, Edinho afirmou que o partido prepara uma mobilização nacional caso haja tentativa de contestar o resultado e que a fala de Trump dá legitimidade a quem questiona o processo eleitoral.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Ele também relacionou o cenário aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, mas disse que o contexto agora é diferente. Edinho criticou ainda a atuação das big techs na circulação de conteúdo sobre a eleição. O que o PT considera “afronta” não foi detalhado: não houve definição de quais atos ou decisões acionariam a mobilização.
O que Trump disse sobre a eleição
Segundo reportagens, ao ser questionado, Trump afirmou que a votação brasileira “pareceu fraudada” e criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de prorrogar o horário da votação até as 19h. Na mesma fala, disse que não governa o Brasil, que gosta de Lula e que se dá bem com ele. Ele não apresentou prova de irregularidade.
O resultado, até aqui, é de Lula com 51,79% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro (PL) com 48,21%, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos. A Folha mostrou que ministros do STF e do TSE avaliam, em conversas reservadas, que o pedido de Flávio para anular a eleição não tem base, e que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, disse que “não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial” de prorrogar a votação. A tradução em inglês do discurso de Flávio, divulgada por um conselheiro de Trump, mostra como o assunto chegou aos Estados Unidos.
Reunião do PT na quinta-feira
De acordo com as reportagens, a Executiva Nacional do PT se reúne na quinta-feira (29) com representantes de movimentos sociais para aprovar um plano de mobilização em defesa do resultado das eleições. Não há data, local ou formato divulgados para atos de rua. A Folha atualiza esta matéria se o partido publicar a convocação ou a pauta da reunião.
Alpha for MenTambém segundo reportagens desta segunda, o PL reconheceu a vitória de Lula e Flávio recuou do pedido de anulação. A Folha não teve acesso a documento da campanha que confirme essas informações, e o desfecho do caso na Justiça Eleitoral ainda depende de decisão formal.
O que a lei diz sobre manifestações
Reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público e sem autorização prévia é um direito previsto no inciso XVI do artigo 5º da Constituição Federal, desde que a reunião não frustre outra marcada para o mesmo local e seja avisada previamente à autoridade competente. O direito vale para qualquer grupo, de qualquer lado do debate político.
Vale separar o que é fato do que é projeção. A fala de Edinho é uma condição (“se houver afronta”), e não a convocação de um ato. Já a declaração de Trump é uma opinião sem prova, e o resultado da eleição foi confirmado pela Justiça Eleitoral.
O peso da relação com os Estados Unidos
O governo Lula já tem pendências com Washington. Reportagem da Folha sobre a tarifa de 25% dos EUA e o embaixador sem aval mostra os impasses que Lula leva ao quarto mandato. A Folha não encontrou, até agora, anúncio de medida do governo americano sobre a eleição brasileira.
A apuração completa dos votos, por estado e por cidade, está na página de apuração em tempo real da Folha.
A Folha atualiza esta matéria quando o PT, o governo ou a Justiça Eleitoral divulgarem novos dados.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






