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Edinho Silva diz que o PT vai pôr o povo na rua se houver afronta ao resultado da eleição

O presidente do PT disse em entrevista que o partido prepara mobilização nacional e ligou o alerta à fala de Trump, que afirmou que a eleição brasileira "pareceu fraudada".

Edinho Silva, presidente do PT, discursa de microfone na mão, em evento do partido em Brasília
Edinho Silva, presidente do PT, discursa de microfone na mão, em evento do partido em Brasília

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira (26) que o partido vai “pôr o povo brasileiro na rua” se houver “qualquer indício de afronta” ao resultado do segundo turno, vencido por Lula na véspera. Em entrevista, ele ligou o alerta à fala de Donald Trump sobre a eleição brasileira e afirmou: “O que mais me assusta é que quem legitima isso é o Trump”.

Edinho Silva discursando com o microfone e um papel de anotações diante do telão do PT
Edinho Silva discursa no encerramento do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, em 26 de abril de 2026 (foto de arquivo). Foto: Divulgação/PT

O que Edinho Silva disse

As frases foram dadas em entrevista nesta segunda e estão em reportagens que registram a conversa. A Folha não encontrou, até a publicação, nota do PT com o mesmo conteúdo. Segundo esses relatos, Edinho afirmou que o partido prepara uma mobilização nacional caso haja tentativa de contestar o resultado e que a fala de Trump dá legitimidade a quem questiona o processo eleitoral.

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Ele também relacionou o cenário aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, mas disse que o contexto agora é diferente. Edinho criticou ainda a atuação das big techs na circulação de conteúdo sobre a eleição. O que o PT considera “afronta” não foi detalhado: não houve definição de quais atos ou decisões acionariam a mobilização.

O que Trump disse sobre a eleição

Segundo reportagens, ao ser questionado, Trump afirmou que a votação brasileira “pareceu fraudada” e criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de prorrogar o horário da votação até as 19h. Na mesma fala, disse que não governa o Brasil, que gosta de Lula e que se dá bem com ele. Ele não apresentou prova de irregularidade.

O resultado, até aqui, é de Lula com 51,79% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro (PL) com 48,21%, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos. A Folha mostrou que ministros do STF e do TSE avaliam, em conversas reservadas, que o pedido de Flávio para anular a eleição não tem base, e que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, disse que “não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial” de prorrogar a votação. A tradução em inglês do discurso de Flávio, divulgada por um conselheiro de Trump, mostra como o assunto chegou aos Estados Unidos.

Reunião do PT na quinta-feira

De acordo com as reportagens, a Executiva Nacional do PT se reúne na quinta-feira (29) com representantes de movimentos sociais para aprovar um plano de mobilização em defesa do resultado das eleições. Não há data, local ou formato divulgados para atos de rua. A Folha atualiza esta matéria se o partido publicar a convocação ou a pauta da reunião.

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Também segundo reportagens desta segunda, o PL reconheceu a vitória de Lula e Flávio recuou do pedido de anulação. A Folha não teve acesso a documento da campanha que confirme essas informações, e o desfecho do caso na Justiça Eleitoral ainda depende de decisão formal.

O que a lei diz sobre manifestações

Reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público e sem autorização prévia é um direito previsto no inciso XVI do artigo 5º da Constituição Federal, desde que a reunião não frustre outra marcada para o mesmo local e seja avisada previamente à autoridade competente. O direito vale para qualquer grupo, de qualquer lado do debate político.

Vale separar o que é fato do que é projeção. A fala de Edinho é uma condição (“se houver afronta”), e não a convocação de um ato. Já a declaração de Trump é uma opinião sem prova, e o resultado da eleição foi confirmado pela Justiça Eleitoral.

O peso da relação com os Estados Unidos

O governo Lula já tem pendências com Washington. Reportagem da Folha sobre a tarifa de 25% dos EUA e o embaixador sem aval mostra os impasses que Lula leva ao quarto mandato. A Folha não encontrou, até agora, anúncio de medida do governo americano sobre a eleição brasileira.

A apuração completa dos votos, por estado e por cidade, está na página de apuração em tempo real da Folha.

A Folha atualiza esta matéria quando o PT, o governo ou a Justiça Eleitoral divulgarem novos dados.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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