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Nacional

Bancos perdem R$ 249 bilhões em valor de mercado após a reeleição de Lula; veja o que muda para o seu dinheiro

BTG, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú caíram entre 16% e 36% no pregão. A poupança segue fora da bolsa, mas juros futuros em alta mexem com fundos e Tesouro.

Lula fala ao microfone em foto de arquivo, no dia em que os bancos perdem R$ 249 bilhões na bolsa
Lula fala ao microfone em foto de arquivo, no dia em que os bancos perdem R$ 249 bilhões na bolsa

Os bancos perdem R$ 249 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira (26), segundo um levantamento divulgado ao longo do pregão, no primeiro dia de negócios depois da reeleição de Lula (PT). Os dados desta reportagem vão até cerca de 13h, com o mercado ainda aberto, e serão atualizados com o fechamento. A Folha não teve acesso à metodologia do cálculo de R$ 249 bilhões, que depende da cotação de cada ação no momento da conta.

O Ibovespa chegou a cair 17,26% às 11h26 e estava em 175.466 pontos às 12h42, queda de 14,44% sobre os 205.082 pontos da sexta-feira (23). A abertura já tinha sido marcada pelo circuit breaker, que a Folha detalhou em outra matéria. Aqui o ângulo é outro: quanto cada banco perdeu e o que isso significa para quem tem dinheiro aplicado.

Quanto cada banco perdeu

As cotações abaixo são das 11h39 de segunda-feira, na B3. Antes da eleição, no período de 5 a 23 de outubro, o BTG tinha subido 20,36%, o Itaú 7,07%, o Bradesco 6,93% e o Banco do Brasil 0,84%, enquanto o Santander acumulava queda de 12,44%.

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Banco (ação)Queda no pregãoVariação de 5 a 23/10
BTG Pactual (BPAC11)36%alta de 20,36%
Banco do Brasil (BBAS3)31%alta de 0,84%
Bradesco (BBDC4)27%alta de 6,93%
Itaú Unibanco (ITUB4)16%alta de 7,07%
Santander Brasil (SANB11)4,6%queda de 12,44%

Fonte: B3, cotações das 11h39 de 26/10/2026.

Às 10h52, antes da recuperação parcial do índice, o Banco do Brasil chegava a cair 31,35%, o Bradesco 24,55% e o Itaú 15,63%. Papéis de plataformas de investimento negociados em Nova York também recuaram forte, como a XP, com queda de cerca de 51% às 11h39. Parte da pressão sobre o Banco do Brasil vem de uma preocupação anterior à eleição com a carteira de crédito rural e com provisões para perdas, segundo analistas.

Fachada de agência do Itaú no Leblon, no Rio de Janeiro, banco que perdeu valor de mercado quando os bancos perdem R$ 249 bilhões
Agência do Itaú no Leblon, no Rio de Janeiro. Foto de arquivo: Junius (domínio público).

O que o mercado projeta

Em relatório divulgado nesta segunda, o BTG Pactual projeta que o Ibovespa pode cair 17%, para perto de 170 mil pontos, nas próximas semanas. Com o dólar entre 10% e 15% mais caro, a perda medida em dólares chegaria a cerca de 30%. O banco calcula que a taxa de juro real de longo prazo, hoje em 6,7%, pode passar de 8% e ficar ali se o governo não apresentar uma política fiscal considerada crível. Esse cenário limitaria os cortes da Selic, hoje em 13,75% ao ano, segundo o Banco Central.

O mesmo relatório vê o Itaú como o grande banco mais bem posicionado para um período de juros altos. O BTG afirma que a pressão sobre juros e câmbio só alivia com uma equipe econômica de credibilidade e sinais claros de disciplina fiscal no quarto mandato. São projeções de uma instituição financeira, e a própria BTG Pactual aparece entre as maiores quedas do dia. A Folha não faz recomendação de investimento.

Os juros futuros acompanharam o movimento. O contrato de DI para 2031 passou de 12,575% na sexta para 14,46% por volta das 11h. O dólar à vista foi a R$ 5,605 na máxima da manhã, alta de 12,25%, e a taxa PTAX do Banco Central, referência para contratos, ficou em R$ 5,5007 na janela das 13h.

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Fachada de agência do Bradesco em Ilhabela, em São Paulo
Agência do Bradesco em Ilhabela (SP). Foto de arquivo: Shopclone (CC BY-SA 4.0).

O que o governo fez

O Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados ao IPCA de terça e quinta e manteve o de títulos Selic de terça. Fez recompra de títulos prefixados de 2031, 2033 e 2037 e chegou perto de R$ 7,1 bilhões, além de anunciar leilão de compra de NTN-B entre 15h30 e 16h. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a intervenção não busca fixar preços, que o dólar deve seguir em patamar mais alto e que fala em “normalidade”. Ele afirmou ter conversado com Lula e mantido contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para coordenar as ações. O contexto político da votação está em matéria da noite de domingo, e o impacto em outro setor, o de energia, aparece em reportagem sobre a EWZ.

Poupança, fundos, previdência e ações: o que muda

A poupança não está ligada à bolsa. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a regra em vigor paga 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial. Depósitos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição têm garantia do Fundo Garantidor de Créditos, que também cobre CDB, LCI e LCA no mesmo limite.

Fundos de renda fixa e títulos do Tesouro com taxa prefixada ou atrelados à inflação perdem valor de marcação a mercado quando os juros futuros sobem. A queda aparece no extrato, mas quem segura o título até o vencimento recebe a taxa contratada. Títulos Selic e fundos pós-fixados sentem menos. Fundos de ações e multimercados seguem a bolsa, e a previdência privada (PGBL e VGBL) depende de como o plano está montado: quanto maior a fatia em renda variável, maior a oscilação.

Para o pequeno investidor que tem ações, a perda só se concretiza na venda, e o prazo do investimento pesa mais que o dia a dia da cotação. A situação vale em 26 de outubro e pode mudar até o fechamento, quando a Folha atualiza os números. A reportagem sobre a posse de Lula em 2027 traz o calendário político que o mercado acompanha.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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