Mesária presa no DF é suspeita de boca de urna para Lula
Abordada pela PM numa escola do Gama, ela foi levada à Polícia Federal. O secretário de Segurança não informou o candidato, e a gestora da escola diz que a propaganda favorecia Flávio.

Uma mesária foi presa na manhã deste domingo (25), no Gama, no Distrito Federal, suspeita de fazer boca de urna durante o segundo turno da eleição presidencial. Segundo os relatos que circularam ao longo do dia, ela pedia votos para Lula (PT) dentro da Escola Classe 22, no Setor Central da região administrativa. A mesária presa no DF foi abordada pela Polícia Militar e levada à Polícia Federal, que investiga crimes eleitorais.

O que se sabe sobre a mesária presa no DF
A prisão foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, em entrevista coletiva no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). “Uma mesária é suspeita de boca de urna, então o juiz notificou”, disse. Segundo o relato da ocorrência, a presidente da seção eleitoral percebeu a situação e acionou o juiz eleitoral, que chamou a PM.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O nome da mesária não foi divulgado. Até a publicação desta reportagem, o TRE-DF não tinha se manifestado oficialmente sobre o caso, e a Polícia Federal não informou se ela foi autuada em flagrante ou liberada depois de prestar depoimento.
A favor de quem era a propaganda
As primeiras informações sobre o caso apontavam que a mulher fazia campanha para Lula, que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). O secretário Patury, porém, não disse a favor de qual candidato seria a suposta propaganda. A gestora da escola, Regislane Pinho, contestou a versão e afirmou que a boca de urna teria beneficiado Flávio. A investigação da Polícia Federal é que deve esclarecer o ponto.
A imagem que circulou nas redes sobre o caso junta duas cenas. No detalhe, uma mulher de cabelos longos é conduzida por um policial militar. A Folha não confirmou a origem da foto maior, em que uma mulher aparece escoltada por agentes da Polícia Civil.
O que a lei diz sobre boca de urna
A boca de urna é crime pela Lei das Eleições (Lei 9.504/1997). O artigo 39 proíbe, no dia da votação, pedir voto ao eleitor, distribuir material de campanha e fazer qualquer propaganda junto às seções. A pena é de detenção de seis meses a um ano, que pode ser trocada por prestação de serviços à comunidade, além de multa.
Alpha for MenPara os mesários a regra é mais rígida. O artigo 39-A da mesma lei proíbe que servidores da Justiça Eleitoral, mesários e escrutinadores usem, dentro das seções, roupa ou objeto com propaganda de partido ou candidato. O mesário é convocado pela Justiça Eleitoral para trabalhar na seção de forma neutra, e pedir voto dentro da escola contraria as duas regras. O texto completo da lei está no site do Planalto.
O eleitor comum pode manifestar o voto no dia da eleição, desde que de forma individual e silenciosa: usar camiseta, broche, adesivo ou bandeira do candidato é permitido. O que não pode é abordar outras pessoas, fazer aglomeração com material de campanha ou pedir voto na fila.
Como denunciar crime eleitoral
Quem presenciar boca de urna, compra de voto ou transporte irregular de eleitores pode avisar o presidente da seção, o juiz eleitoral da zona ou a polícia. O TSE mantém o aplicativo Pardal, em que a denúncia pode ser feita com foto ou vídeo. O Pardal funciona em todo o país, e a apuração fica com o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal.
A votação em Patrocínio
Em Patrocínio (MG), as seções funcionam das 8h às 17h, como em todo o país. No primeiro turno, Flávio teve 61,18% dos votos válidos na cidade e Lula, 30,44%, segundo o TSE. O cenário nacional antes da votação está na página das pesquisas do 2º turno, e o voto de autoridades neste domingo, como o do ministro Alexandre de Moraes, está na reportagem sobre Moraes votando em São Paulo.
A partir das 17h, a Folha acompanha a contagem no painel da apuração em tempo real, com os números de Patrocínio, de Minas e do país à medida que o TSE liberar a totalização.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






