Neymar no STJD: tribunal vai denunciar o atacante por expulsão contra o Bahia, e a pena vai de 1 a 6 jogos
O artigo 258 do CBJD prevê de 1 a 6 jogos. O Santos já perde Neymar contra Palmeiras e Bragantino, e só pena acima de 2 partidas aumentaria o desfalque.

O caso de Neymar no STJD começou nesta segunda-feira (26): o Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidiu denunciar o atacante do Santos pela expulsão no empate por 1 a 1 com o Bahia, no sábado (24), na Vila Belmiro. A denúncia ainda será formalizada pela Procuradoria, e a pena prevista no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) vai de 1 a 6 jogos de suspensão.
A decisão de denunciar foi confirmada pelo presidente do tribunal, Luís Otávio Veríssimo. O procurador Rafael Bozzano disse que o enquadramento deve ser o artigo 258 do CBJD. A data do julgamento não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
O que a súmula registra
O árbitro Sávio Pereira Sampaio, do Distrito Federal, escreveu na súmula que expulsou Neymar com cartão vermelho direto, quando as duas equipes já estavam em campo para o início do segundo tempo, por cobrir a boca de forma intencional durante uma discussão com o meia Rodrigo Nestor. O árbitro foi chamado pelo VAR, revisou o lance e aplicou o protocolo conhecido como Lei Vini Jr.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O documento traz ainda um segundo relato, e é um dos pontos que a procuradoria analisa. Depois de expulso, segundo o árbitro, o jogador correu em direção ao banco de reservas do Bahia para confrontar o adversário e precisou ser contido pelos companheiros. A Procuradoria analisa o vídeo da expulsão, o da confusão posterior e a súmula para definir a acusação exata.
Quantos jogos Neymar pode pegar
O artigo 258 do CBJD trata de “conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva” que não esteja prevista em outro dispositivo, e fixa suspensão de uma a seis partidas. A procuradoria também avalia o artigo 191, inciso II, por descumprimento de ato normativo, cuja penalidade é multa de R$ 100 a R$ 1 mil.
A conta tem uma particularidade. Neymar já está fora de duas partidas do Santos sem depender do tribunal: o clássico com o Palmeiras, na quarta-feira (28), por ter levado o terceiro cartão amarelo no jogo, e o confronto seguinte, com o Red Bull Bragantino, por causa da expulsão. Se o STJD aplicar pena de até dois jogos, ela é absorvida por essas duas ausências. Se for maior, os jogos extras vêm depois. Com o desfalque automático, a expectativa é que o atacante volte contra o Coritiba, em 18 de novembro, depois da Data Fifa.

Dois casos parecidos serviram de régua
Segundo o que a procuradoria tem à mão, dois episódios recentes podem servir de parâmetro. Um é a expulsão de Breno Lopes, do Coritiba, por discussão com Lucas Esquivel, do Athletico. O outro é o cartão vermelho de Arthur Cabral, do Botafogo, contra o Vitória, depois de um entrevero com o técnico Jair Ventura. Nos dois casos os atletas levaram a mão à boca durante a discussão e foram expulsos pela arbitragem. Cada um recebeu uma partida de suspensão.
Alpha for MenA diferença no caso de Neymar é o que veio depois do cartão. A tentativa de ir até o banco adversário, descrita na súmula, é o elemento que pode levar a procuradoria a pedir pena acima de um jogo.
O que a Lei Vini Jr. prevê, e o que não prevê
O Protocolo Vini Jr. manda dar cartão vermelho direto ao jogador que cobrir a boca ao confrontar um adversário ou a arbitragem. A regra nasceu para combater o racismo no futebol, já que cobrir a boca impede que a fala seja lida pelas câmeras. A expulsão com base nela não é, por si só, uma acusação de racismo. Nenhum dos documentos citados até agora atribui injúria racial a Neymar, e a denúncia prevista é por conduta antidesportiva.
O atacante tem outra leitura. Nos vídeos que publicou no Instagram depois do jogo, que a Folha detalhou em Neymar e Nestor: expulso, santista chama meia do Bahia de idiota e o acusa de usar a Lei Vini Jr., ele afirmou que apenas colocou a mão na boca e que Nestor tentou se beneficiar da regra. Admitiu, no mesmo trecho, que houve troca de ofensas entre os dois. Nestor, ao fim da partida, disse que Neymar foi desrespeitoso com ele e com a camisa do Bahia.
A leitura labial não faz parte do processo
No domingo (25), o dublador Gabriel Velloso divulgou nas redes sociais uma leitura labial da discussão. Pelo vídeo, Neymar teria dirigido a Nestor uma sequência de xingamentos já no primeiro tempo, antes do cartão amarelo, e uma promessa de entrada dura no jogador do Bahia. A Folha não reproduz os termos e não conseguiu confirmá-los com o jogador.
A leitura é de um terceiro, sem valor de documento, e não consta da súmula. O que o tribunal tem em mãos, por enquanto, é o relato do árbitro e as imagens do jogo. O que Neymar disse a Nestor só pesa na acusação se aparecer em prova aceita pela procuradoria.
O Santos sem o camisa 10
O time de Cuca enfrenta o Palmeiras na quarta-feira (28), adversário que já garantiu vaga na final da Libertadores, como a Folha mostrou em Palmeiras está em Montevidéu. Neymar volta a ser assunto, ainda, por outra polêmica do mesmo fim de semana: o vídeo em que fez o número 22 com o boné, tema de Neymar e Vini Jr. de boné 22.
O Código Brasileiro de Justiça Desportiva e as pautas de julgamento ficam no site do STJD. Quando a Procuradoria apresentar a denúncia e o tribunal marcar a sessão, a Folha atualiza esta matéria. O Brasileirão segue em cobertura no site, como no caso do Corinthians na zona de rebaixamento.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




