Zema critica Zanin e chama de “ilegal e perigosa” a prorrogação da votação até as 19h
O ex-governador de Minas perguntou por que o STF, numa decisão individual do "advogado do Lula", entrou num assunto da Justiça Eleitoral. O TSE pausou a divulgação dos votos.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) chamou de “ilegal e perigosa” a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu a votação do segundo turno até as 19h em todo o país. Zema critica Zanin em publicações feitas no começo da noite deste domingo (25), quando, nas palavras dele, “ninguém sabe ainda o que vai acontecer”. Ele chamou a decisão de “nunca antes vista no Brasil” e disse que ela é “no mínimo suspeita”.
Zema questionou por que o STF entrou num assunto que, segundo ele, cabe à Justiça Eleitoral. “Por que o STF, numa decisão monocrática do advogado do Lula, se meteu nisso?”, escreveu. Zanin foi advogado pessoal de Lula (PT) antes de ser indicado por ele ao Supremo, em 2023.

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Nas publicações, Zema afirma que a prorrogação veio quando várias seções já tinham encerrado os trabalhos e que, pela primeira vez, uma eleição teve apuração iniciada com a votação ainda em andamento. O ex-governador também ligou a decisão ao atraso dos ônibus em Salvador, que esteve na origem do pedido.
Num segundo texto, Zema diz que respeitar o resultado das urnas e cobrar esclarecimentos sobre o processo eleitoral “são atitudes compatíveis”. “O Brasil precisa de instituições que inspirem confiança, independentemente de quem vença uma eleição”, escreveu.
O caso dos ônibus em Salvador
A prorrogação foi pedida pela coligação de Lula, que alegou falta de transporte público para levar eleitores às seções em alguns municípios. Há relatos de que o PL também pediu mais tempo em áreas afetadas por chuvas. O caso mais citado foi o de Salvador, onde parte da frota de ônibus demorou a sair das garagens pela manhã.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu o atraso à retirada de adesivos do PT que, segundo ele, tinham sido colados nos ônibus. Ele disse que não podia afirmar quem foram os responsáveis, mas apontou a ligação política do sindicato dos rodoviários com o partido. O Sindicato dos Rodoviários negou participação na retenção dos veículos e atribuiu a operação à Secretaria de Mobilidade e às empresas de ônibus. A federação do PT acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia contra a prefeitura. Até a publicação desta matéria, a responsabilidade pelo atraso não tinha sido apurada pela Justiça Eleitoral.
Alpha for MenO que muda com a prorrogação
Com a decisão de Zanin, as seções seguem abertas até as 19h, no horário de Brasília, e quem estiver na fila nesse horário ainda vota. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pausou a divulgação da totalização dos votos às 17h20 e não informou quando a contagem volta a aparecer no site de resultados do TSE. A pausa não cancela nenhum voto já registrado nas urnas.
Em 2022, num pedido parecido feito pelo PT por causa de blitze da Polícia Rodoviária Federal em ônibus de eleitores, o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, manteve o fim da votação às 17h.
Zema critica Zanin depois de deixar o governo
Zema deixou o governo de Minas para disputar a Presidência e teve 0,27% dos votos válidos no país no primeiro turno. Em Patrocínio (MG), foram 0,59%. Na semana passada, ele também virou assunto pelo caso do celular na cabine em Araxá, investigado pela Justiça Eleitoral. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos no país e Lula, 45,16%. Em Patrocínio, Flávio fez 61,2% e Lula, 30,4%.
A Folha acompanha a votação desde cedo, do voto de Flávio no Rio à coletiva em que Janja mandou um repórter se catar. Os números de Patrocínio e do país vão estar na página de apuração em tempo real assim que o TSE retomar a divulgação.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






