Marçal critica Zanin, chama prorrogação de absurdo e fala em ir para a rua
Em vídeo ao vivo de Brasília, a caminho da apuração com Flávio, ele disse que um tribunal "não atravessa o outro" e que "não tem como o PT ganhar na honestidade".

Pablo Marçal critica Zanin em vídeo ao vivo e chama de “absurdo” e de “atentado contra a democracia” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou a votação do segundo turno até as 19h neste domingo (25). O influenciador e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo gravou a transmissão dentro de um carro, em Brasília, a caminho do local onde acompanharia a apuração com Flávio Bolsonaro (PL). No vídeo, ele disse que falava “como jurista”, afirmou que “não tem como o PT ganhar na honestidade” e falou em ir para a rua.

Por que Marçal critica Zanin
O argumento central do vídeo é jurídico. “Um tribunal não atravessa o outro”, disse. Segundo ele, o pedido de prorrogação já estava sendo analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando a campanha de Lula levou o caso ao Supremo, onde a ação caiu, por sorteio, com Zanin. Marçal lembrou que o ministro foi advogado de Lula antes de chegar ao STF e repetiu a informação mais de uma vez ao longo da transmissão.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Ele também questionou o horário. Pelas contas dele, a decisão saiu “às 17 horas e quatro minutos”, quando as seções já estavam fechadas, e ninguém teria sido avisado a tempo. “Depois que fecha, não pode reabrir a urna”, afirmou, e pediu que fiscais voltassem às seções e ficassem até as 19h. Marçal disse ter recebido mensagens de mesários que encerraram a votação às 17h e chamou a prorrogação de “presepada jurídica” e de “loucura jurídica”.
Segundo ele, a maior parte das 5.569 cidades do país não teve problema. Haveria dificuldades em 19 municípios: 17 citados num pedido da campanha de Flávio, por causa de alagamentos e temporais, e dois apontados pelo PT, por causa da falta de ônibus.
As falas mais duras do vídeo
Em vários trechos, Marçal passou da crítica à decisão para a suspeita sobre a eleição. “Não tem como o PT ganhar na honestidade”, disse no começo do vídeo. Mais adiante, afirmou que a decisão “está cheirando maracutaia” e que a prorrogação é “implantação de uma narrativa de perdedores”.
No fim, fez um chamado aos seguidores. “Dependendo do que acontecer, a gente vai ter que tomar decisão drástica de ir para a rua”, afirmou, e completou que “nosso lado não quebra as coisas”. Também pediu que eleitores gravassem vídeos com a própria indignação.
Alpha for MenAté a publicação desta reportagem, não havia nenhuma indicação oficial de fraude na votação. A decisão de Zanin tratou só do horário de funcionamento das seções e foi tomada depois de denúncias de falta de transporte público para os eleitores, especialmente em cidades da Bahia. A Justiça Eleitoral não tinha divulgado como a medida seria aplicada nas seções que já haviam encerrado a votação.
Como foi a prorrogação
O pedido partiu da campanha de Lula, que apontou ônibus em número abaixo do mínimo em Salvador e outras cidades baianas. A campanha de Flávio também pediu mais tempo, mas só para municípios atingidos por chuva. Zanin estendeu o horário até as 19h em todo o país, e a totalização dos votos passou a depender do novo horário. O caso está na reportagem sobre a votação até as 19h.
No vídeo, Marçal comentou ainda a apuração do exterior, que já aparecia no sistema com uma pequena fração das urnas. A contagem da Folha com os boletins de urna fora do país está na reportagem sobre a parcial do exterior.
A apuração em Patrocínio
Em Patrocínio (MG), as seções funcionaram até as 17h, e até a publicação a Folha não tinha confirmação de reabertura depois da decisão. No primeiro turno, Flávio teve 61,18% dos votos válidos na cidade e Lula, 30,44%, segundo o TSE. Os números do segundo turno aparecem no painel da apuração em tempo real assim que o TSE liberar a totalização, e também podem ser conferidos no site de resultados do TSE.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






