Gasolina na Grande BH: metade dos postos cobra os mesmos R$ 6,49, e 13 litros custam até R$ 13 a mais
Pesquisa em 194 postos achou o litro de R$ 5,89 a R$ 6,89 e 96 postos no mesmo preço; a alta de 0,89% em 12 dias é o dado menos relevante da pesquisa.

A gasolina na Grande BH subiu 6 centavos em 12 dias, de R$ 6,41 para R$ 6,47, e esse é o dado menos interessante da pesquisa. O que pesa no bolso está na dispersão e na repetição: o litro foi achado de R$ 5,89 a R$ 6,89, e metade dos postos pesquisados cobra exatamente o mesmo valor, R$ 6,49. Em 13 litros, a diferença entre o posto mais barato e o mais caro é de R$ 13.
Os números são do levantamento do MercadoMineiro, feito nos dias 26 e 27 de outubro em 194 postos de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. A Folha confrontou os dados com o que o próprio site publica e com o painel da ANP para Patrocínio. O resultado serve mais para fazer conta do que para assustar.
Gasolina na Grande BH: alta pequena, diferença grande
A alta de 0,89% da gasolina é menor do que a variação entre dois postos da mesma rua. O etanol subiu mais, 1,70%, de R$ 4,38 para R$ 4,45, e o diesel S10 foi de R$ 6,91 para R$ 6,93 (0,28%). Quem abastece 13 litros de gasolina a R$ 6,47 paga R$ 84,11. No posto mais barato, a R$ 5,89, os mesmos 13 litros saem por R$ 76,57. No mais caro, a R$ 6,89, custa R$ 89,57. A diferença de R$ 13 em 13 litros equivale a R$ 50 num tanque de 50 litros, a conta que o próprio levantamento destaca.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Por região, Santa Luzia teve as menores médias, R$ 5,89 na gasolina e R$ 3,98 no etanol, e a região Centro-Sul de Belo Horizonte, as maiores, R$ 6,58 e R$ 4,57. A pesquisa indica que o etanol equivale a 68,8% do preço da gasolina, abaixo dos 70% que a regra usada em carros flex considera o ponto de equilíbrio. Em outras palavras, nesta amostra o etanol ainda compensa, mas por pouco.

Metade dos postos no mesmo preço: o que isso prova e o que não prova
Dos 192 postos com preço válido de gasolina, 96 vendiam a R$ 6,49. No etanol, 98 postos, ou 51,04% da amostra, cobravam R$ 4,49. O MercadoMineiro faz uma ressalva que a Folha repete: a repetição de preços, por si só, não comprova irregularidade nem combinação de preços entre os postos.
A ressalva é correta, e é preciso lê-la até o fim. Combinar preços com concorrentes é infração à ordem econômica, tratada na Lei 12.529/2011, e exige prova de acordo. Preço igual pode vir de uma mesma distribuidora, de uma margem apertada ou de postos que simplesmente olham a placa do vizinho.
O que não dá para dizer é que um mercado em que metade dos vendedores cobra o mesmo valor ao centavo funciona com a competição que o consumidor imagina. A gasolina na Grande BH tem, na prática, dois preços: o da maioria, que sai a R$ 6,49, e o dos postos que fogem dele para cima ou para baixo. Ninguém precisa acusar ninguém para constatar que o cliente que não compara paga o preço da moda.
Alpha for MenO que a pesquisa não diz
Duas limitações merecem registro. A primeira é o tamanho do recorte: 194 postos em dois dias, e o site avisa que os preços são atualizados por pesquisa no local e também pelos próprios estabelecimentos, o que admite variações. A segunda é a comparação entre fontes. A página do MercadoMineiro exibe, ao lado do índice da gasolina comum (R$ 6,46, alta de 0,94%), o índice da gasolina de Minas Gerais pela ANP, a R$ 6,32, com queda de 0,16%. Os números não trazem data de atualização, então a Folha não faz a conta como se fossem do mesmo período, mas o contraste é útil: o preço da gasolina na Grande BH ficou cerca de 15 centavos acima da média estadual da ANP e andou na direção oposta.
Também falta, na divulgação resumida, o que realmente move o preço de bomba: quanto veio da refinaria, dos impostos, do frete e da margem do posto. A Folha tratou do peso do tributo na matéria sobre o ICMS sobre combustíveis em 2027 e do custo do transporte em frete em Minas. O caso de um posto isolado, por exemplo, só pode ser julgado com nota fiscal e preço de compra na mão.
E em Patrocínio?
O painel da ANP para Patrocínio, compilado pelo site Numerando, mostra gasolina comum a R$ 6,547 em média, com mínimo de R$ 6,29 e máximo de R$ 6,79, e etanol a R$ 4,315, entre R$ 3,99 e R$ 4,59, em 16 postos. O dado mais recente que o painel traz é de 12 de setembro, quase dois meses atrás, o que pesa na leitura: o preço de hoje pode ser outro, e a Folha não o afirma. Naquela coleta, a gasolina de Patrocínio estava 3,9% acima da média de Minas, e o etanol equivalia a 65,9% do preço da gasolina.
Os números da gasolina na Grande BH não servem para dizer quanto custa o litro em Patrocínio, mas servem de roteiro: a diferença entre postos de uma mesma cidade costuma ser maior do que a alta do mês. Quem desconfia de preço abusivo, de bomba que não confere com o litro ou de propaganda enganosa pode procurar o Procon Municipal de Patrocínio e a ANP, que fiscaliza o setor. A Folha acompanha o assunto na página de notícias nacionais e atualiza esta matéria se a ANP divulgar coleta recente para Patrocínio ou se o MercadoMineiro publicar nova rodada.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




