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Internacional

Derrota de Trump nas midterms: democratas tomam Câmara e Senado, e Trump admite: “Parabéns aos democratas”

Os democratas somam ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado e 225 das 435 da Câmara. Trump culpou candidatos do próprio partido e postou um boné escrito "veto".

Retrato oficial de Donald Trump, que reconheceu a derrota de Trump nas midterms
Retrato oficial de Donald Trump, que reconheceu a derrota de Trump nas midterms

A derrota de Trump nas midterms está consolidada: o Partido Democrata conquistou a maioria da Câmara e do Senado dos Estados Unidos na eleição de meio de mandato desta terça-feira (3), e o próprio presidente reconheceu o resultado. “Parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho”, disse Donald Trump à Fox News, na madrugada desta quarta-feira (4). Os democratas já somam ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado e 225 das 435 da Câmara, segundo os números apurados até agora.

Pelas projeções da CNN, foram pelo menos 7 cadeiras viradas no Senado e 27 na Câmara, quando bastavam quatro a mais em cada Casa. Em 50 anos, só duas vezes o controle das duas Casas mudou no mesmo ciclo eleitoral.

O que Trump disse

Na entrevista, Trump afirmou que não vê o resultado como uma rejeição ao governo. “Eles estavam procurando por isso há 11 anos, e finalmente conseguiram. Mas eu não vejo isso como um golpe contra mim”, declarou. Ele disse que teve “os melhores dois anos da história da Presidência” e culpou candidatos republicanos que, segundo ele, “lutaram contra mim” e não animaram a base a votar.

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Trump também reconheceu o peso da guerra com o Irã, iniciada em fevereiro e ainda sem acordo de paz, sobre os eleitores, que, nas palavras dele, “não aceitaram o impacto de curto prazo nos preços da gasolina”. Mais cedo, quando saíram os primeiros resultados ruins para o partido, ele tinha postado na Truth Social a imagem de um boné vermelho com a palavra “veto”, sinal de que pretende governar à base de vetos.

Donald Trump em retrato oficial, de terno escuro e gravata, diante da bandeira dos Estados Unidos
Retrato oficial de Donald Trump como presidente dos EUA, de 2025. Foto: Casa Branca / Daniel Torok (domínio público)

O que muda para o governo Trump

Com a maioria nas duas Casas, a oposição ganha poder para barrar propostas do governo, segurar o orçamento e rejeitar indicações do presidente. Nos Estados Unidos, o Senado precisa aprovar ministros, embaixadores e juízes federais, inclusive os da Suprema Corte. Os democratas também passam a comandar as comissões do Congresso, que podem abrir investigações sobre o governo.

Trump chegou à votação com aprovação baixa: pesquisa Reuters/Ipsos de 26 de outubro mostrava 32% dos americanos com visão positiva do governo. A inflação e o custo de vida, sobretudo o preço dos combustíveis, aparecem entre as maiores preocupações dos eleitores. Na campanha, ele pediu aos eleitores que fingissem que ele estava “nas cédulas”.

Onde os democratas viraram

O partido venceu em estados considerados redutos republicanos. Ganhou uma cadeira no Senado pela Carolina do Sul, onde Trump teve 18 pontos de vantagem em 2024, e outra pelo Texas, que não elegia um senador democrata desde 1988. No Kansas, a vitória foi a primeira de um democrata para o Senado desde 1932. Nos governos estaduais, dos 36 em disputa, os democratas conquistaram ao menos 17, cinco deles em estados que eram governados por republicanos, e o partido de Trump ficou com 12, segundo as projeções.

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O que a Folha já mostrou

A Folha acompanhou a apuração desde a noite de terça em as midterms nos EUA, quando os democratas saíam na frente. Em o levantamento sobre Rubio em 2028, a reportagem mostrou a disputa pela sucessão republicana, e em o ataque dos EUA ao Irã, o conflito que pesou na eleição.

Os resultados oficiais de cada estado são divulgados pelas autoridades eleitorais estaduais, e o calendário do Congresso fica no site do Congresso americano.

O que ainda falta

Ainda faltam a apuração final de algumas disputas para a Câmara e a contagem oficial em estados com votação apertada. O novo Congresso toma posse em janeiro de 2027. A Folha atualiza esta reportagem com os números finais.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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