Virada democrata no Texas: estado onde vive Eduardo Bolsonaro elege senador e governadora do partido pela primeira vez em décadas
James Talarico teve 55% para o Senado, e Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott. O Texas é governado por republicanos desde 1995.

A virada democrata no Texas, estado onde vive o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foi um dos resultados mais simbólicos das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O democrata James Talarico teve 55% dos votos para o Senado, contra 43,1% do republicano Ken Paxton, e será o primeiro senador do partido eleito pelo estado desde 1988. Para o governo, a deputada estadual Gina Hinojosa venceu o governador Greg Abbott, que buscava o quarto mandato, por 52,8% a 45,7%, segundo projeção da CNN. Os dois republicanos reconheceram a derrota.
O Texas é governado por republicanos desde janeiro de 1995, quando George W. Bush assumiu, e a última vitória democrata numa eleição para cargo estadual tinha sido em 1994.
Quem são os vencedores
Talarico é deputado estadual e ex-professor da rede pública. Fez campanha sobre o custo de vida, teve apoio público de dois integrantes da família Bush e tentou ligar Paxton a bilionários como Elon Musk, que destinou mais de US$ 170 milhões a iniciativas de apoio aos republicanos. Paxton, procurador-geral do estado, retratou o adversário como um liberal distante dos valores texanos em imigração, segurança e nos direitos de pessoas trans. Talarico vai ocupar a cadeira do republicano John Cornyn.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Hinojosa, deputada estadual por Austin e criada em McAllen, será a terceira mulher e a primeira latina a governar o Texas. Ela se opôs ao programa de vouchers para escolas particulares de Abbott, defendeu aumento do salário dos professores e centrou a campanha no custo de vida. Abbott telefonou para parabenizar a adversária. “A confiança que depositaram em mim esta noite não é um cheque em branco”, escreveu a eleita nas redes sociais.
Uma disputa que virou nos últimos meses
A eleição para o governo ficou mais apertada a cada mês. Em agosto, uma pesquisa da Universidade do Texas em Austin, citada pela rede CBS, mostrava Abbott à frente de Hinojosa por 45% a 40%, com 10% de indecisos. Um dos pontos de atrito foi a expansão acelerada dos data centers no estado: Abbott anunciou uma pausa na concessão de novas licenças estaduais, e Hinojosa, com outros democratas, defendeu uma moratória até que o Legislativo aprove regras para essas instalações. Na educação, além de combater os vouchers, ela prometeu mudar o sistema de avaliação padronizada das escolas do estado.

Onde Eduardo Bolsonaro entra na história
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e escolheu o Texas para viver com a família, numa casa em Southlake. No Brasil, ele tem bens e contas bloqueados por decisão do STF. O estado era visto como reduto seguro do partido de Donald Trump, aliado da família Bolsonaro, e a derrota dupla no Texas tira desse grupo o conforto de um dos governos estaduais mais alinhados ao trumpismo.
A Folha não encontrou manifestação de Eduardo Bolsonaro sobre o resultado no Texas até a publicação desta reportagem.
Alpha for MenO quadro nacional
O Texas faz parte de uma derrota maior de Trump. Os democratas conquistaram a maioria da Câmara e do Senado, e o presidente admitiu o resultado, como a Folha mostrou em a derrota de Trump nas midterms. A apuração começou em as midterms nos EUA, e a disputa republicana pela sucessão aparece em o levantamento sobre Rubio em 2028.
Os resultados oficiais do estado são publicados pela Secretaria de Estado do Texas.
O que ainda falta
Faltam a contagem oficial final e a posse dos eleitos, em janeiro de 2027. Também falta saber como o novo governo do Texas vai tratar temas como imigração e segurança, centrais na campanha. A Folha atualiza esta reportagem se Eduardo Bolsonaro comentar o resultado.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




