Vaquinha de Zambelli na Itália: ex-deputada pede R$ 50 por mês, comunidade é cancelada um dia depois, e ela abre outra arrecadação
Ela diz que não consegue abrir conta em banco por causa da Interpol. A Justiça italiana julga a extradição no caso da arma em 24 de novembro.

A vaquinha de Zambelli na Itália durou pouco. A ex-deputada Carla Zambelli lançou na segunda-feira (2) uma comunidade paga de R$ 50 por mês para que apoiadores ajudem a mantê-la no país europeu, onde está desde 2025 e espera a decisão sobre a extradição para o Brasil. Na noite de terça (3), em novo vídeo, ela disse que a comunidade foi cancelada e que todas as inscrições foram devolvidas. “A gente não sabe ainda porquê”, afirmou. Em seguida, anunciou outra arrecadação, numa plataforma internacional de doações, em que diz ser possível doar anonimamente.
Ela não informou quantas pessoas chegaram a assinar nem quanto foi arrecadado.
Por que ela diz precisar de ajuda
No primeiro vídeo, Zambelli afirmou que não consegue abrir conta em banco em lugar nenhum do mundo porque o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a incluiu na Interpol. “Moraes destruiu a minha vida, porque, além de ter bloqueado tudo meu, ele também me impediu de abrir conta-corrente em qualquer lugar do mundo”, disse. Em troca dos R$ 50, prometeu conteúdos exclusivos de “várias áreas do conhecimento” e disse que a ajuda seria necessária só até resolver a situação no Brasil.
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A extradição fica para 24 de novembro
A Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro o julgamento da extradição no processo em que ela foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. A defesa pediu o adiamento alegando que não teve acesso aos documentos enviados pelo Brasil sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia, para onde ela iria se extraditada. O advogado Eduardo Maurício disse que extraditá-la “seria o mesmo que entregá-la à morte”, porque o sistema prisional brasileiro seria “desumano e degradante”.
No outro processo, o da invasão dos sistemas do CNJ, a Justiça italiana negou a extradição. Os juízes consideraram que Moraes não poderia julgar o caso por ter sido, ao mesmo tempo, juiz e vítima dos fatos atribuídos à ex-deputada.
As duas condenações
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF, em 2025, a 10 anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica. Segundo a condenação, ela comandou a invasão dos sistemas do CNJ feita pelo hacker Walter Delgatti Neto, que inseriu um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes. A pena inclui indenização de R$ 2 milhões por danos morais, dividida com Delgatti, perda do mandato e inelegibilidade. Na segunda condenação, de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto, ela respondeu por ter perseguido o jornalista Luan Araújo com uma arma em punho pelas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno de 2022.
Alpha for MenO contexto
A Folha mostrou, em o ranking do Flaviômetro, como aliados de Jair Bolsonaro se posicionaram na campanha, e, em o debate sobre o Estado de Direito no Brasil, as críticas da oposição às decisões de Moraes. Em o livro sobre a prisão de Lula, a reportagem tratou de outro capítulo do embate entre Justiça e política.
Os processos podem ser consultados no portal do STF.
O que ainda falta
Faltam a decisão italiana de 24 de novembro, o motivo do cancelamento da comunidade e o valor arrecadado. A Folha atualiza esta reportagem quando houver novidade.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






