Campeões Expocacer 2026: 8 produtores dividem as 12 vagas da final
Edson Luiz Ignácio venceu duas categorias na estreia em cafés especiais, e a família Alexandrini ocupa três das 12 vagas que vão a Uberlândia em novembro.

Os cooperados da Expocacer inscreveram 389 cafés no Campeões Expocacer 2026, e só 12 seguem para a final do Prêmio Região do Cerrado Mineiro. O resultado saiu na noite de quinta-feira (15), em cerimônia em Patrocínio (MG), e mostra uma concentração que a lista de premiados não deixa ver de cara: as 12 vagas ficaram com apenas oito produtores. Quatro deles levaram duas vagas cada.
O caso mais improvável é o de Edson Luiz Ignácio. Foi a primeira safra dele com cafés especiais e a primeira vez que participou de um concurso de qualidade. Ele ganhou o primeiro lugar em duas das quatro categorias, Cereja Descascado e Fermentação Induzida. Na cerimônia, ele foi representado por Warley Oliveira, gerente comercial da propriedade.
O funil do Campeões Expocacer 2026
A etapa da Expocacer é a fase da cooperativa dentro do 14º Prêmio Região do Cerrado Mineiro. Somando todas as cooperativas e associações da região, o prêmio recebeu 920 inscrições de 468 produtores, um recorde. Só a Expocacer respondeu por 389 delas, mais de 42% do total, e o número da cooperativa cresceu cerca de 38% em relação a 2025, quando foram 282 amostras, como a Folha mostrou na matéria sobre o recorde de inscrições da Expocacer.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Depois da avaliação, 40 cafés chegaram à final da cooperativa, dez em cada categoria. Desses 40, três por categoria foram classificados para a etapa regional. A conta mostra o tamanho do corte:
| Fase | Cafés | Quanto representa |
|---|---|---|
| Inscritos no Campeões Expocacer 2026 | 389 | 100% |
| Finalistas premiados com certificado | 40 | cerca de 1 em cada 10 |
| Classificados para a final regional | 12 | cerca de 1 em cada 32 |
Em outras palavras, um café inscrito tinha pouco mais de 3% de chance de chegar à final de novembro.

12 vagas, 8 nomes: quem repetiu entre os classificados
Quando os nomes das quatro categorias são postos lado a lado, quatro produtores aparecem duas vezes:
- Edson Luiz Ignácio, 1º lugar em Cereja Descascado e em Fermentação Induzida;
- Alexandre Alexandrini, 1º lugar em Natural e classificado em Doce Cerrado Mineiro;
- José Ricardo Stabile, 2º lugar em Cereja Descascado e 3º em Natural;
- Vinícius Nogueira, da Guima Café, 3º lugar em Fermentação Induzida e também em Cereja Descascado.
Completam a lista Mauro Cesar Família Naimeg, 2º lugar em Fermentação Induzida, Antonio Aparecido, 2º lugar em Natural, e Túlio Roriz Ferreira de Castro e Virgínia Nunes Alexandrini, classificados em Doce Cerrado Mineiro. Com Alexandre e Virgínia, o sobrenome Alexandrini ocupa três das 12 vagas.
Na categoria Doce Cerrado Mineiro não houve ordem de colocação. A cooperativa anunciou só os três classificados, e os campeões dessa categoria serão revelados na etapa regional. Ela premia cafés naturais, secos com a casca, que tenham o perfil de sabor típico da região, segundo a Expocacer.
O que cada categoria do Campeões Expocacer 2026 avalia
As quatro categorias separam os cafés pela forma de processar o grão depois da colheita. No Cereja Descascado, o fruto maduro tem a casca retirada antes da secagem. No Natural, o fruto seca inteiro, com a casca. Na Fermentação Induzida, o produtor conduz uma etapa de fermentação controlada para desenvolver aromas e sabores. A Doce Cerrado Mineiro é um recorte dos naturais com a assinatura sensorial da região.
Alpha for MenPara Sandra Moraes, gerente de cafés especiais da Expocacer, o resultado mostra “a diversidade de perfis sensoriais e métodos de processamento presentes na região”, com potencial para atender mercados diferentes.
Mulheres, programa Essências e nova direção
Virgínia Nunes Alexandrini também foi reconhecida no Elas no Cerrado e vai representar a cooperativa nessa iniciativa, voltada às mulheres da cafeicultura, na etapa regional. A cerimônia apresentou ainda Sônia Farinha, filha do cooperado João Farinha, como nova embaixatriz do Programa Essências 2026, que capacita cooperados para a produção de cafés especiais. Os 14 produtores da turma deste ano receberam certificados.
Quem também falou foi a nova diretora-presidente executiva da Expocacer, Flávia Madureira Horta Nunes, que assumiu o cargo neste mês. “Quando reconhecemos cafés de excelência, não estamos apenas premiando um resultado. Estamos valorizando a origem”, disse. A abertura foi da presidente do Conselho de Administração, Mariana Velloso Heitor.
O diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, citou 420 mil sacas certificadas nesta safra, com perspectiva de chegar a 600 mil na próxima, e disse que o café da região já é vendido para mais de 50 países.

Próximo passo: final em Uberlândia, em 19 de novembro
Os 12 cafés da Expocacer disputam agora a etapa regional do 14º Prêmio Região do Cerrado Mineiro contra os classificados das outras cooperativas e associações. A cerimônia está prevista para 19 de novembro, em Uberlândia (MG). O prêmio deste ano também tem uma seleção de cafeterias, que a Folha detalhou na matéria sobre a seleção de cafeterias do Prêmio Região do Cerrado Mineiro.
A premiação acontece num momento de preço firme para o produtor. Nesta semana a saca subiu R$ 65 em Patrocínio, e a cotação do dia pode ser acompanhada na página de preço do café hoje em Patrocínio. O resultado completo, com fotos da cerimônia, está no comunicado oficial da Expocacer.
Patrocínio é o maior produtor de café do país, segundo o IBGE, e é a sede da Expocacer. Em novembro, os cooperados terão 12 cafés na disputa pelo título de melhor do Cerrado Mineiro, a primeira Denominação de Origem para café do Brasil.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




