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Agregador de pesquisas dá Flávio com 51,49% e Lula com 48,51% no 2º turno

Antes do 1º turno, a mesma média ponderada dava 50,43% a 49,57%. A conta tem dados até 12/10 e ainda não inclui Datafolha, CNT/MDA e PoderData desta semana.

Flávio Bolsonaro na tribuna do Congresso e Lula em entrevista na TV, os dois candidatos medidos pelo agregador de pesquisas
Flávio Bolsonaro na tribuna do Congresso e Lula em entrevista na TV, os dois candidatos medidos pelo agregador de pesquisas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,49% dos votos válidos, e o presidente Lula (PT), 48,51%, na nova atualização do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas da InteliGov, que calcula uma média ponderada dos levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vantagem do senador, de 2,98 pontos, ficou mais de três vezes maior do que na leitura feita antes do 1º turno, quando a conta dava 50,43% a 49,57%. Os números de cada instituto estão no quadro das pesquisas do 2º turno, que a Folha atualiza a cada divulgação.

Como o agregador de pesquisas faz a conta

A conta do agregador é uma média móvel ponderada. Cada pesquisa recebe um peso conforme critérios de método e a data em que foi feita, e esse peso cai 25% a cada quinzena. As pesquisas antigas continuam no histórico, mas contam menos à medida que entram as novas.

Esta atualização considera as pesquisas de 2º turno disponíveis até as 18h de 12 de outubro. Ela acrescentou 23 levantamentos cadastrados no PesqEle, o sistema de registro de pesquisas do TSE, aos 182 que já estavam na base, que agora soma 205. O cálculo usa só os votos válidos, sem brancos, nulos e indecisos, o mesmo critério da contagem oficial da urna.

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Flávio Bolsonaro discursa no plenário da Câmara e Lula fala em entrevista na TV, os candidatos do agregador de pesquisas
Flávio Bolsonaro discursa no plenário da Câmara, em abril, e Lula fala na entrevista ao Jornal Nacional, na quinta-feira (15). Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado e Ricardo Stuckert (CC BY-SA 4.0)

O que mudou desde o 1º turno

Para o responsável técnico pelo agregador de pesquisas, Leandro Terra Adriano, a subida de Flávio vem sobretudo do ajuste das pesquisas ao resultado da urna. No 1º turno, em 4 de outubro, o senador teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, segundo o TSE. Contados só os votos dos dois, a divisão fica em cerca de 51% a 49%, perto do que o agregador mostra agora.

“O que a agregação registra na Presidência é, a meu ver, um acerto de contas das pesquisas com as urnas: um degrau, portanto, que só o tempo dirá se é também uma rampa”, afirmou Adriano. Ele observa que a média simples das simulações de 2º turno feitas desde julho ainda dá 50,1% a Lula e que só as pesquisas posteriores à votação passaram a mostrar o senador na frente. Além dessa correção, o analista vê um ganho extra de cerca de um ponto para Flávio e cita os apoios de candidatos derrotados no 1º turno como possível explicação.

As pesquisas que ficaram fora da conta

Como a leitura do agregador de pesquisas para em 12 de outubro, ela não inclui as pesquisas divulgadas depois, e nelas a distância entre os dois é menor. O Datafolha de quinta-feira (15) deu 51% a 49% para Flávio. A pesquisa CNT/MDA desta sexta-feira (16) marcou 50,5% a 49,5%, e o PoderData/Aya, divulgado no mesmo dia, mostrou empate em 50%. A Quaest de quarta-feira (14) tinha 51,1% a 48,9%.

Na conta da própria Folha, que usa um resultado por instituto com amostra sorteada, a mediana das pesquisas está em 51,8% a 48,2%, ou 52% a 48% arredondados. Flávio aparece à frente em 10 das 12 pesquisas nacionais divulgadas depois do 1º turno.

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O peso do comparecimento

Adriano pede cautela na leitura dos números. Ele lembra que, em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro por 50,9% a 49,1% dos votos válidos, diferença de 1,8 ponto, e que cerca de 33 milhões de eleitores não foram votar no 1º turno deste ano, uma abstenção de 21,08%. “Em disputa dessa estreiteza, o comparecimento pesa tanto quanto a preferência, e comparecimento é justamente a variável que nenhum dos nossos índices, calculados sobre votos válidos, captura bem”, disse.

Segundo a análise que acompanha o agregador de pesquisas, as duas campanhas mudaram de estratégia depois da votação. Lula fez atos em Ceilândia (DF), no dia 9, e na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 11, e mira os eleitores que faltaram no 1º turno. Flávio concentra a agenda no Sudeste, ao lado do governador paulista, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes. O senador também prepara viagens ao Nordeste e a regiões de Minas Gerais onde Lula teve votação expressiva.

O primeiro debate do 2º turno está marcado para domingo (18), às 20h, na Band, e segundo a emissora os dois confirmaram presença. A Record cancelou o encontro que faria no dia 11. O último debate será na TV Globo, na sexta-feira (23). A votação é no domingo, 25 de outubro, e a Folha acompanha o resultado na apuração em tempo real.

E em Patrocínio

Em Patrocínio (MG), o 1º turno deu ao senador uma vantagem bem maior que a nacional. Segundo o TSE, Flávio teve 31.008 votos, ou 61,18% dos válidos, e Lula, 15.427, ou 30,44%, como a Folha mostrou na matéria sobre a vantagem de Flávio na cidade. O resultado de cada local de votação está no levantamento da votação por escola em Patrocínio.

Fonte: Monitor Eleitoral da InteliGov (atualização de 12/10/2026, com pesquisas registradas no TSE); Tribunal Superior Eleitoral (resultado do 1º turno). Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado (Flávio) e Ricardo Stuckert (Lula), CC BY-SA 4.0.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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