Mulher morre baleada por PM em Pirituba após avançar com faca
A SSP diz que "não tolera desvios de conduta". O caso é o terceiro em São Paulo em cerca de 15 dias em que um PM mata uma pessoa em crise.

Uma mulher que, segundo moradores, parecia estar em surto e ameaçava pessoas com uma faca morreu baleada por PM em Pirituba, em São Paulo, na tarde de quinta-feira (15), depois de avançar com a faca na direção dos policiais. O PM que atirou foi preso em flagrante horas depois e solto nesta sexta-feira (16), quando a Justiça lhe concedeu liberdade provisória na audiência de custódia. A investigação continua com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e com a Corregedoria da Polícia Militar.
Como a mulher foi baleada por PM em Pirituba
Moradores acionaram a Polícia Militar por volta das 14h45, no Parque São Domingos, porque uma mulher, aparentemente em surto, segundo os relatos, ameaçava pessoas com uma faca na rua. Os policiais que chegaram ao local tentaram convencê-la a largar a faca. Imagens gravadas no momento mostram a mulher caminhando na direção dos agentes com a faca na mão e um deles disparando contra ela. O socorro foi chamado, mas a morte foi constatada ainda no local.
O vídeo circula nas redes desde a noite de quinta. Nas imagens, os PMs da Rocam, a ronda com motocicletas da corporação, acompanham a mulher por alguns metros antes do disparo. A Folha não publica o nome da vítima, que não aparece na nota oficial sobre o caso.
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O que disse a Secretaria da Segurança Pública
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que “não tolera desvios de conduta”. Segundo a pasta, o policial que fez o disparo foi preso em flagrante e encaminhado ao DHPP, que vai investigar todas as circunstâncias do caso. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto e tem acompanhamento da Corregedoria da PM, e a arma usada pelo agente foi recolhida para perícia. O local ficou preservado até a chegada das equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal.
Prisão em flagrante e liberdade provisória
A SSP não detalhou o motivo da prisão em flagrante. Segundo relatos, o delegado que registrou a ocorrência viu excesso no uso da força. Na audiência de custódia desta sexta-feira, a Justiça concedeu liberdade provisória ao policial. Com a decisão, o PM deixa a prisão. O inquérito do DHPP e o IPM continuam e devem apontar se houve legítima defesa ou excesso.
Terceiro caso em São Paulo em cerca de 15 dias
É o terceiro caso em cerca de 15 dias em que policiais militares matam a tiros, em São Paulo, pessoas que, segundo familiares e registros das ocorrências, estavam em crise. Nos outros dois, homens foram atingidos por dezenas de disparos, e a Polícia Civil também investiga se a reação dos agentes foi proporcional.
A PM paulista adota como referência de uso da força o Método Giraldi, que trata o disparo como a última alternativa. Entidades como o Instituto Sou da Paz defendem que profissionais de saúde passem a participar das ocorrências que envolvem pessoas em crise psiquiátrica.
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Em Patrocínio (MG), o atendimento a pessoas com sofrimento mental grave é feito pelo CAPS II, na Rua José Gonçalves Ribeiro, no bairro Olímpio Nunes. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade tinha 787 pacientes ativos e fez 199 atendimentos ligados a situações de crise no primeiro semestre de 2026. Em emergência, o caminho é o Samu, pelo 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende de graça pelo 188, a qualquer hora do dia.
O tema também entrou na rotina de empresas da cidade no Setembro Amarelo, com rodas de conversa sobre saúde mental no trabalho. Na região, ameaças com faca também mobilizam a PM: em setembro, em Patos de Minas, um homem foi preso suspeito de ameaçar a mãe com uma faca.
Fonte: Secretaria da Segurança Pública de São Paulo; Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio (dados do CAPS II). Imagens: reprodução de vídeo gravado no local.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






