Agressão em São João del-Rei: moradora de Dores de Campos relata à PM queda de carro de aplicativo após primeiro encontro
Mulher de 36 anos diz que foi empurrada por homem que conheceu pelo Facebook e caiu de um carro de aplicativo. A Folha não achou boletim, nota da PM nem prisão.

Uma moradora de Dores de Campos (MG), de 36 anos, procurou a Polícia Militar para relatar que foi agredida por um homem de 27 anos que conheceu pelo Facebook, durante o primeiro encontro presencial dos dois, em São João del-Rei. A agressão em São João del-Rei teria acontecido no sábado (31), e ela foi levada pelos policiais à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dor forte na perna direita. A Folha encontrou apenas uma publicação com os detalhes, que se baseia no relato dela à PM, e não localizou boletim de ocorrência, nota da corporação nem informação de que o homem tenha sido identificado ou preso. Por isso, a matéria trata tudo como relato e não cita o nome de ninguém.
O que a moradora relatou à Polícia Militar
Segundo o relato, a mulher saiu de Dores de Campos e viajou até São João del-Rei para conhecer pessoalmente o homem. O encontro era na casa da mãe dele. Em determinado momento, ele recebeu uma ligação e avisou que precisaria sair de repente. Ela disse que queria acompanhá-lo, e ele reagiu de forma exaltada e a empurrou.
Depois, de acordo com a versão apresentada, o homem chamou um carro de aplicativo. Quando o veículo chegou, ele entrou rapidamente e, ao perceber que a mulher tentava entrar pela porta de trás, mandou o motorista seguir. O condutor acelerou, e ela caiu no chão. Com dor na perna direita, foi socorrida por policiais militares e levada à UPA, onde recebeu atendimento. Os policiais também a orientaram sobre os procedimentos legais que ela pode adotar.
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O que ainda não está confirmado
A Folha não conseguiu confirmar o relato com fonte oficial. Não há, até esta segunda-feira (2), registro público de boletim de ocorrência, nome do suspeito, prisão ou investigação aberta pela Polícia Civil. Também não se sabe se o motorista do carro de aplicativo foi identificado ou ouvido, e nada indica que ele tenha agido de propósito: o relato diz apenas que ele acelerou depois da ordem do passageiro. O estado de saúde da mulher além da dor na perna também não foi informado.
Quem apresenta uma denúncia não prova o crime, e quem é acusado tem direito de se defender. A matéria é atualizada se a Polícia Militar ou a Polícia Civil divulgar informações, ou se algum dos envolvidos se manifestar.
Onde pedir ajuda
Quem sofre ou presencia agressão deve ligar para o 190, da Polícia Militar. O Ligue 180 atende mulheres em situação de violência, de graça e a qualquer hora, e orienta sobre os caminhos legais. A vítima pode registrar o caso numa delegacia, inclusive numa Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, e pedir exame de corpo de delito.
A Lei Maria da Penha, de 2006, considera violência doméstica e familiar também a que acontece numa relação íntima de afeto, ainda que o agressor e a vítima não morem juntos (artigo 5º, inciso III). Se o caso se enquadra nessa lei é uma avaliação da polícia e da Justiça. O Ministério Público e a Defensoria Pública também atendem quem precisa de orientação.
Alpha for MenCuidados no primeiro encontro com alguém da internet
O caso reacende um alerta que a polícia repete: encontros com pessoas conhecidas só pela internet pedem cuidado. Entre as orientações mais comuns estão marcar o primeiro encontro em lugar público e movimentado, avisar um familiar ou amigo sobre onde e com quem vai estar, compartilhar a localização em tempo real, pedir o próprio transporte e não depender do carro nem da casa da outra pessoa. Nada disso transfere culpa a quem foi agredida: a responsabilidade pela violência é sempre de quem a pratica.
Outros casos de violência contra a mulher na região
O assunto aparece com frequência no noticiário da região. Em Salitre de Minas, a Polícia Militar prendeu um homem suspeito de agredir a companheira. Em Patrocínio, um homem de 36 anos foi preso em flagrante por importunação sexual. E o suspeito de matar Priscila já tinha uma condenação por descumprir medida protetiva, segundo as informações apuradas pela Folha.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






