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Flávio ao Washington Post: senador diz que Trump vê o Brasil fora da democracia plena e que não sabe como volta

Em Miami desde 28 de outubro, o senador diz que a prioridade é regularizar a situação migratória nos EUA e se recusa a contar como saiu do Brasil.

Flávio ao Washington Post: o senador ao lado de Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca
Flávio ao Washington Post: o senador ao lado de Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca

Na entrevista de Flávio ao Washington Post, publicada neste sábado (7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Donald Trump está convencido de que o Brasil “não é mais uma democracia plena”. A conversa com o jornal americano aconteceu 11 dias depois do segundo turno e oito dias depois de ele aparecer em Miami. A avaliação é de Flávio: Trump não falou sobre o assunto na reportagem, e a Casa Branca não comentou.

Na conversa, Flávio repetiu que as instituições americanas ainda funcionam e que as brasileiras deixaram de cumprir o seu papel. Disse também que, nos Estados Unidos, pode defender as suas posições sem medo de ser preso. Sobre o próprio futuro, foi vago: “Ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão definitiva”.

O que Flávio disse ao Washington Post

A prioridade agora, segundo o senador, é regularizar a situação migratória nos Estados Unidos. Ele admitiu ao jornal que não sabe o que vai fazer nos próximos meses nem como poderia voltar ao Brasil, onde responde a medidas judiciais. Contou ainda que sentiu o golpe da derrota, física e emocionalmente.

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Quando o assunto foi a saída do país, ele se recusou a dar detalhes. “Eu nunca vou falar sobre o caminho que eu fiz”, afirmou. Também não respondeu se recebeu ajuda de autoridades americanas. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já negou que o governo americano tenha participado diretamente da viagem.

Flávio comparou o próprio pai a Trump. Os dois contestaram eleições que perderam, lembrou ele, mas Jair Bolsonaro foi condenado e está preso, enquanto Trump voltou à Casa Branca. O senador disse que encontrou o pai, que cumpre prisão domiciliar, por cerca de 30 minutos, pouco antes de saber da ordem para entregar os passaportes.

A saída do Brasil e a ordem de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou Flávio entregar os passaportes em 24 horas, numa investigação de lavagem de dinheiro. O senador sumiu por cerca de 36 horas e reapareceu em Miami no dia 28 de outubro. Ao New York Times, dias antes, ele já tinha dito que espera ser preso no Brasil, como a Folha mostrou na reportagem sobre Flávio no New York Times.

Mesmo fora do país, ele seguiu votando no Senado. O voto de Flávio na PEC da Segurança foi dado dos Estados Unidos, de forma remota, e virou alvo de um pedido de anulação do PT.

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Nem todos os aliados aprovaram a viagem. Dois interlocutores ouvidos pelo jornal, sem se identificar, disseram que a saída foi apressada e enfraqueceu a capacidade do senador de contestar o resultado. Um assessor chamou a decisão de “a pior possível”. Em público, o irmão, Eduardo Bolsonaro, descreveu a viagem como uma operação planejada para despistar quem tentava localizar Flávio.

Flávio Bolsonaro na posse de Nunes Marques na presidência do TSE
Flávio na posse de Nunes Marques na presidência do TSE, em 12 de maio. Hoje o senador contesta a avaliação do ministro sobre a eleição. Foto: TSE

O TSE e o resultado da eleição

Flávio voltou a pôr o resultado em dúvida, sem apresentar prova de fraude. Perguntado sobre o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, que declarou a eleição legítima, ele rebateu dizendo que ninguém pode garantir com 100% de certeza que não houve fraude.

O TSE informou que a votação correu dentro da normalidade, e observadores internacionais não relataram fraude. Lula terminou o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. Na véspera, em outra entrevista, o senador já tinha reconhecido que não tem provas, como mostrou a reportagem Flávio e as urnas. Os boletins de cada seção estão no portal de resultados do TSE.

O que vem agora

O senador disse que pretende falar num evento conservador em Mar-a-Lago, o clube de Trump na Flórida, para avisar aos apoiadores que o movimento bolsonarista “terá novos capítulos”. Não há data anunciada para a volta ao Brasil, e os processos contra ele seguem no Supremo.

A presença de Flávio nos Estados Unidos já tinha rendido polêmica nas redes, como o cartaz de Flávio nos EUA que o chamava de “procurado” e imitava a Polícia Federal. A íntegra da entrevista, em inglês, está no site do Washington Post.

Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos no primeiro turno, contra 30,44% de Lula.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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