PEC de Nikolas que corta até 50% do salário de políticos voltou às redes, mas ainda não foi apresentada na Câmara
Anunciada em agosto, a PEC da Responsabilidade precisa de 171 assinaturas e não aparece entre as propostas do deputado no sistema da Câmara.

A PEC de Nikolas Ferreira (PL-MG) que corta em até 50% os salários do presidente, do vice, dos ministros, dos deputados e dos senadores quando o governo perde o controle das contas voltou a circular nas redes nesta semana, mas ainda não foi apresentada oficialmente na Câmara. A chamada PEC da Responsabilidade foi anunciada pelo deputado em agosto e, até este sábado (7), não aparecia no sistema de proposições da Casa entre as propostas de emenda à Constituição assinadas por ele em 2026.
Para começar a tramitar, uma PEC precisa da assinatura de pelo menos 171 deputados, um terço da Câmara, como manda o artigo 60 da Constituição. Em agosto, Nikolas disse que passaria a coletar esse apoio. Não há registro público de que o número tenha sido alcançado.
O que prevê a PEC de Nikolas
O texto divulgado pelo deputado cria um gatilho automático. O corte nos salários seria acionado em duas situações: se o governo descumprir a meta de resultado primário por dois anos seguidos, ou se a dívida bruta subir pelo menos 5 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) no mesmo período.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Disparado o gatilho, a primeira etapa reduz em 25% a remuneração das autoridades atingidas. Se o desequilíbrio continuar, o corte pode chegar a 50%. A ideia, segundo Nikolas, é que a conta do descontrole fiscal recaia primeiro sobre os políticos, e não sobre o cidadão. O deputado citou como inspiração medidas de ajuste adotadas pelo governo de Javier Milei, na Argentina.
A lista de atingidos inclui o presidente da República, o vice-presidente, os ministros de Estado, os 513 deputados federais e os 81 senadores. Pelas informações divulgadas desde agosto, o texto também manda preservar os serviços públicos essenciais.

O que já está na Câmara com a assinatura de Nikolas
No sistema de dados abertos da Câmara, as PECs de 2026 que têm Nikolas entre os autores são outras três: a PEC 3/2026, que limita a alíquota do IPVA e os gastos com publicidade institucional e com o Poder Legislativo, e as PECs 8/2026 e 9/2026, que tratam da redução da maioridade penal. A PEC da Responsabilidade não consta da lista.
Isso significa que, por enquanto, a proposta é uma intenção anunciada, e não um texto em análise. Sem as 171 assinaturas, ela não ganha número, não vai à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não pode ser votada. Se for protocolada, ainda precisa de dois turnos de votação na Câmara e dois no Senado, com o apoio de três quintos dos parlamentares em cada um.
Alpha for MenO que dizem os críticos
Uma das análises publicadas desde o anúncio aponta que o efeito fiscal seria pequeno: mesmo um corte de 50% nos salários dessas autoridades representa uma fatia mínima perto do tamanho da dívida pública e do gasto total do governo. O argumento de Nikolas é outro: o peso da medida estaria no exemplo, porque obriga quem decide o orçamento a sentir primeiro o custo do desequilíbrio.
O vídeo que voltou a circular afirma que partidos de esquerda já se manifestaram contra a PEC. A Folha não encontrou nota oficial de partido sobre o texto, o que é coerente com o fato de ele ainda não ter chegado à Câmara.
Nikolas e o eleitor de Patrocínio
Nikolas foi reeleito em outubro como o deputado federal mais votado do país, com mais de 3 milhões de votos. Em Patrocínio, teve 16.152 votos. Nas últimas semanas, a Folha noticiou a decisão do STJ no caso entre Santineli e Nikolas e a fala do deputado sobre o crime organizado no Brasil.
Outra mudança constitucional que depende de articulação na Câmara é o voto distrital misto, que o presidente da Casa, Hugo Motta, quer votar ainda neste ano. A Folha vai atualizar esta reportagem se a PEC da Responsabilidade for protocolada e ganhar número.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






