Ataque dos EUA ao Irã em Ormuz: oficial fala em ação “defensiva”, e a mídia iraniana relata explosões em Qeshm
A operação ocorreu na madrugada de terça (3), no horário do Irã, na véspera das eleições nos EUA. Washington não anunciou o ataque, e não há balanço oficial de mortos.

O ataque dos EUA ao Irã atingiu alvos no Estreito de Ormuz, segundo autoridades americanas ouvidas sob anonimato pela imprensa e por agências internacionais. A mídia estatal iraniana relatou explosões na ilha de Qeshm, e um oficial dos EUA classificou a ação como “defensiva”. A operação ocorreu na madrugada de terça-feira (3), no horário do Irã, véspera e dia das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Até a publicação desta reportagem, não havia balanço oficial de mortos ou de danos, e Washington não tinha anunciado a operação em público. A Folha reúne abaixo o que foi confirmado por mais de uma fonte, o que cada lado diz e o que ainda não se sabe.
O que se sabe até agora
O horário local do Irã está 6h30 à frente de Brasília. Por isso, as reportagens divergem sobre o dia: algumas falam em segunda-feira (2), contando pelo horário de Brasília, e outras em terça-feira (3), contando pelo horário iraniano. Pelas contas da Folha, o ataque aconteceu na noite de segunda no Brasil e na madrugada de terça no Irã.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A agência estatal iraniana IRNA informou que moradores ouviram cinco explosões em sequência na ilha de Qeshm e viram duas aeronaves sobrevoando a região. Outra agência iraniana relatou explosões também na ilha de Hengam e na área continental perto de Bandar Abbas. Qeshm fica no Estreito de Ormuz, a passagem por onde circula uma parte relevante do petróleo transportado por mar no mundo.

O que dizem os Estados Unidos
Um oficial americano, que pediu anonimato e não teve o nome nem o cargo divulgados, disse que os ataques foram “defensivos” e que os alvos eram bases de lançamento de mísseis usadas contra bens dos Estados Unidos na região. Autoridades ouvidas pela imprensa americana descreveram a ação como limitada e de pequena escala, com o objetivo de impedir novos ataques iranianos a embarcações no estreito.
Segundo relatos da imprensa americana, a operação não foi anunciada publicamente para evitar a impressão de que Washington retomava combates em larga escala, e seria a mais recente de várias ações militares na região que não foram reconhecidas oficialmente. Seria também a primeira operação americana contra o Irã desde setembro.
O que diz o Irã
A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter detectado dois drones americanos sobre Qeshm e ter derrubado os dois. A Folha não conseguiu confirmar essa informação com uma fonte independente. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o país está preparado para a guerra, mas apresentou uma “resposta racional” a Washington. Autoridades iranianas voltaram a alertar que haverá retaliação em larga escala se os EUA retomarem a guerra.
Alpha for MenPor que o momento chama atenção
O presidente Donald Trump havia dito que os Estados Unidos não atacariam o Irã antes das eleições de meio de mandato, que aconteceram nesta terça. Horas antes da abertura das urnas, segundo relatos, ele afirmou que o país ainda poderia ter de atingir uma instalação subterrânea no centro do Irã, suspeita de abrigar atividades nucleares, o que Teerã nega.
O ataque também ocorreu com negociações em curso. Conversas indiretas entre os dois países, com mediação do Catar e do Paquistão, começaram no fim de outubro e não tiveram resultado até agora. O vice-presidente J.D. Vance falou em “algum progresso”, e o chanceler iraniano Abbas Araghchi confirmou os contatos indiretos. Uma autoridade iraniana disse que o país reabriria o estreito em dois dias, mas só se Washington aceitar uma lista de exigências. Na segunda-feira, os preços do petróleo caíram mais de 7% com a expectativa de um acordo.
O conflito é anterior a este episódio. Reportagens situam o início da guerra em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano, e o Irã mantém o controle de fato da passagem por Ormuz desde então.
E a posição do Brasil?
Um vídeo que circula nas redes sociais diz que o “Brasil se manifesta contra Trump” por causa do ataque. A Folha procurou registro dessa manifestação e não encontrou nota do Itamaraty nem declaração do governo brasileiro sobre o episódio. Notas oficiais podem ser conferidas na página de notas à imprensa do Itamaraty. Enquanto isso não aparecer lá, a informação do vídeo segue sem confirmação.
A Folha já checou outros conteúdos sobre Trump que circulam nas redes, como a frase sobre a “esquerda radical” no Brasil, que é de setembro de 2025, e o vídeo que fala em uma invasão do Brasil, sem anúncio nem documento. Sobre o presidente americano e a eleição brasileira, veja também o que Trump disse sobre o resultado.
O que a Folha não conseguiu confirmar
Não há confirmação independente de mortos, feridos ou da extensão dos danos, e os dois lados não divulgaram um balanço. Também não está claro se Washington reconhecerá a operação oficialmente. A Folha atualiza esta reportagem quando houver posição oficial dos Estados Unidos, do Irã ou do Brasil.
Ilustração gerada por IA (Gemini). Não é foto do fato.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.




