Trump falou em ‘esquerda radical’ no Brasil, mas a frase é de setembro de 2025, não de agora
Ele disse na Casa Branca que o governo brasileiro mudou radicalmente. Em setembro de 2026, falou em “bom relacionamento” com o Brasil, e as tarifas seguem.

Uma declaração de Donald Trump sobre o governo brasileiro voltou a circular nas redes sociais com cara de notícia de última hora. Na frase, o presidente dos Estados Unidos diz que o governo do Brasil “mudou radicalmente” e virou uma “esquerda radical”. A fala é real, mas não é nova: foi dita em 5 de setembro de 2025, há mais de um ano.
O que Trump disse e quando
A declaração saiu numa sexta-feira, 5 de setembro de 2025, em conversa com jornalistas na Casa Branca. Trump respondia a uma pergunta sobre a possível restrição de vistos a delegações de Brasil, Irã, Sudão e Zimbábue na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A medida constava de um memorando interno do Departamento de Estado revelado na véspera.
Nas respostas, ele afirmou que os Estados Unidos estavam “muito chateados com o Brasil”. Também disse amar o povo brasileiro, mas que o governo do país havia “mudado radicalmente” e se tornado “radicalmente de esquerda”. No mesmo trecho, chamou de “caça às bruxas” o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. O trecho principal, nos relatos da época, fala em “governo do Brasil”.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.
O contexto de setembro de 2025
Quando falou, Trump justificava as tarifas. Desde 6 de agosto de 2025 vigorava uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros, e o governo americano citava o processo contra Bolsonaro como um dos motivos. Cerca de 700 itens ficaram de fora, entre eles suco de laranja e aeronaves civis. No fim de julho, o Tesouro americano já havia sancionado o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.
Ou seja, a frase nasceu de um momento de atrito aberto. O Brasil respondia com a Lei da Reciprocidade Econômica, de abril de 2025, que permite ao país suspender concessões comerciais e outras obrigações diante de medidas unilaterais de outro país.
O que mudou desde então
Um ano depois, o tom que o próprio Trump usa sobre o Brasil já era outro. Em 2 de setembro de 2026, depois de uma reunião com executivos do setor de turismo na Casa Branca, ele disse aos jornalistas: “Temos um bom relacionamento com o Brasil”. Afirmou ainda que os brasileiros passaram a demonstrar respeito pelos Estados Unidos e que os países da América do Sul estão “todos indo para a direita”.
As tarifas adicionais continuam. O governo Lula abriu um processo para aplicar a Lei da Reciprocidade, e as negociações foram retomadas, segundo o governo brasileiro por determinação do próprio Trump. Uma reunião entre representantes dos dois países em 31 de agosto terminou sem acordo. Lula disse ter ouvido de Trump, numa conversa entre os dois, o reconhecimento de que a tarifa foi um erro, mas o detalhe dessa conversa não foi divulgado.
Alpha for MenA relação segue com ruído. A Folha mostrou em 31 de outubro que Trump disse que a eleição brasileira foi uma desgraça e que Flávio Bolsonaro pode ficar nos Estados Unidos “o tempo que quiser”. Isso é outro episódio, com data e fala próprias, e não deve ser confundido com a declaração de 2025.
Por que a frase antiga volta como se fosse nova
Declarações de líderes estrangeiros sobre o Brasil costumam ganhar uma segunda vida quando aparecem em cartões e vídeos sem data, ou com a data escondida no rodapé. Não é um caso isolado. A Folha já mostrou que a frase de Múcio sobre invasão dos EUA é de agosto e voltou às redes meses depois, e que a checagem de redes sociais no visto americano vem de 2025 e não é novidade.
Também vale separar o que a frase é do que ela não é. Trata-se de uma avaliação política de Trump sobre o governo brasileiro, dada em meio a uma disputa comercial. Não é um relatório nem uma medição independente do desempenho do país, e nada nela indica um fato novo nas relações entre os dois governos.
Como checar uma frase que circula nas redes
O caminho mais curto é procurar a data da fala e o local em que ela foi dada. Se o texto cita um mês e um ano, como o de setembro de 2025 neste caso, a palavra “urgente” no alto do cartão não combina com o conteúdo. Depois, vale buscar a declaração em pelo menos dois relatos independentes e, quando existir, na transcrição oficial. Se a frase só aparece em cartões e vídeos, sem origem, o mais seguro é não repassar.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






