Viagens de Lula: COP31, Filipinas, Mercosul e G20 até dezembro, e o presidente ainda não anunciou o ministro da Fazenda de 2027
A agenda foi divulgada uma semana depois de o dólar subir 9,04%, a maior alta semanal desde 2008. A posse é em 5 de janeiro, e a dívida bruta está em 82,9% do PIB.

As viagens de Lula ao exterior voltam a partir da próxima semana, com quatro destinos até dezembro, e o presidente reeleito ainda não anunciou quem vai comandar a Fazenda no quarto mandato. A agenda começa na COP31, na Turquia, segue pelas Filipinas e termina com as cúpulas do Mercosul, no Uruguai, e do G20, nos Estados Unidos. Ela foi divulgada uma semana depois de o dólar ter a maior alta semanal desde outubro de 2008.
A posse do novo mandato será em 5 de janeiro de 2027. Até lá, o mercado espera dois sinais do governo: o nome do ministro da Fazenda e a regra que vai orientar os gastos a partir do ano que vem. Nenhum dos dois saiu até este domingo (1º).
O roteiro das viagens de Lula até dezembro
Segundo a agenda divulgada pelo governo, Lula embarca para Antália, na Turquia, entre 9 e 10 de novembro. Na COP31, a conferência do clima da ONU, nos dias 11 e 12, o Brasil passa à Turquia a presidência da conferência, que exerceu desde a COP30, em Belém.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.De lá, o presidente segue para Manila, nas Filipinas, onde faz uma visita de Estado em 13 de novembro, com previsão de assinatura de acordos bilaterais. Nos dias 14 e 15, participa da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na mesma cidade. A volta ao Brasil está prevista para 16 de novembro.
Em dezembro, Lula vai a Montevidéu para a Cúpula do Mercosul, nos dias 4 e 5, e depois à cúpula do G20, que neste ano é sediada pelos Estados Unidos, na Flórida, com Donald Trump como anfitrião. A Presidência ainda não divulgou a comitiva das viagens nem se a primeira-dama, Janja Lula da Silva, acompanha o presidente.

A semana do mercado depois da eleição
No primeiro pregão depois do segundo turno, na segunda-feira (26), o Ibovespa caiu 13,88%, a maior queda diária desde março de 2020, e a B3 acionou o circuit breaker, que interrompe os negócios quando a queda passa de 10%. Na semana, a Bolsa perdeu 18,12%, como mostrou a reportagem sobre a semana da reeleição na Bolsa.
O dólar fechou a semana a R$ 5,44, com alta de 9,04%, a maior desde outubro de 2008. A Selic está em 13,75% ao ano, e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos dias 3 e 4 de novembro. Parte dos economistas esperava novos cortes até o fim do ano, e a alta do dólar passou a pesar contra essa aposta, como explicou a reportagem sobre a Selic em 2027.
Alpha for MenA dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em setembro, segundo o Banco Central, alta de 4,3 pontos percentuais desde o início do ano. Jornais econômicos estrangeiros cobraram do governo um plano para as contas públicas, como mostrou a reportagem sobre Lula na imprensa estrangeira.
Quem vai comandar a Fazenda
O ministro hoje é Dario Durigan, que assumiu em março, quando Fernando Haddad deixou a pasta para disputar o governo de São Paulo. Para o novo mandato, os nomes que circulam em Brasília são o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o próprio Durigan. Fonteles negou ter conversado com Lula sobre cargo. Não há anúncio oficial.
Economistas ouvidos depois da eleição disseram que a reação do mercado depende de Lula mostrar a nova equipe econômica e um plano para as contas. Silvio Campos Neto, da consultoria Tendências, afirmou que o país pode entrar em recessão em 2027 se o governo não corrigir o desequilíbrio fiscal.
O que aconteceu em 2002
Críticos do governo comparam o momento com a primeira eleição de Lula. Em dezembro de 2002, antes da posse, ele anunciou Antonio Palocci para a Fazenda e Henrique Meirelles para o Banco Central, numa época em que o dólar também tinha disparado. Agora, a agenda internacional aparece antes da equipe econômica.
A COP31 e a Cúpula do Mercosul são compromissos de rotina para um chefe de Estado, e a passagem da presidência da conferência do clima já estava prevista desde Belém. A crítica é sobre a ordem: nas primeiras semanas depois da vitória, quando o mercado cobra a equipe econômica, o presidente divulgou primeiro o roteiro de viagens.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






