Impeachment de ministros do STF: senadora eleita do PT diz que “teremos que fazer” se o Supremo não agir no caso Master
Marília Campos, primeira senadora do PT por Minas, teve 9.773 votos em Patrocínio; na campanha, ela evitava dizer como votaria nos pedidos contra ministros.

“Se a alternativa for o impeachment, nós teremos que fazer o impeachment.” A frase é de Marília Campos (PT), eleita em outubro a primeira senadora do partido por Minas Gerais, e trata do impeachment de ministros do STF. Ela condiciona a medida a uma coisa: o Supremo não tomar providências sobre a conduta dos próprios integrantes nas investigações do caso Master.
Marília deu a declaração em entrevista publicada no fim de outubro, depois da eleição. Em Patrocínio (MG), ela teve 9.773 votos para o Senado, 11,56% dos válidos, e ficou em quarto lugar na cidade, embora tenha sido a segunda mais votada no estado.
O que Marília disse sobre o impeachment de ministros do STF
A senadora eleita disse que o impeachment de ministros não deve virar “grande bandeira” nem um fim em si mesmo. Mas defendeu que o Senado use as próprias prerrogativas se o tribunal não apurar o que pesa contra seus membros. “O Supremo é quem tem acesso a essas investigações, ele tem que tomar as providências. Senão, o Senado tem de se apropriar delas e, dentro das regras constitucionais, tomar as medidas cabíveis”, afirmou.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Ela também disse que as apurações do caso Master mostram relações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros e com políticos, e que todos devem ser investigados. Na mesma entrevista, previu um quarto mandato de Lula com uma “frente ampla” de partidos e com menos interferência entre os Três Poderes. “Acho que temos que fortalecer a democracia com cada poder cuidando da sua pasta”, disse.
Na campanha, o tom era outro
Durante a campanha, Marília evitou responder se votaria a favor de pedidos de impeachment contra ministros. No fim de setembro, ao falar do caso Master, cobrou punição para quem estiver envolvido, sem citar nomes: “Não pode ter impunidade. Pode ser ministro, pode ser deputado, qualquer liderança, porque a lei deve ser para todos”. Disse ainda que o STF não pode se “acovardar” diante das suspeitas e propôs um código de conduta para os Três Poderes, mas defendeu que o Supremo fosse preservado como instituição.
Em outro momento da campanha, ela defendeu discutir os critérios de indicação de ministros ao STF, com a possibilidade de lista tríplice. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL), adversário dela em Minas, chamou a petista de “Dilma 2.0” e cobrou que ela dissesse como votaria num pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Quem decide o impeachment de um ministro
Pela Constituição, no artigo 52, cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo por crime de responsabilidade. O rito segue a Lei 1.079, de 1950. O pedido chega à Mesa do Senado, e é o presidente da Casa quem decide se ele anda ou fica parado.
Alpha for MenHoje, a cadeira é de Davi Alcolumbre (União-AP), que não deu seguimento a nenhum dos pedidos contra ministros. Em dezembro de 2025, uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do próprio STF, elevou a exigência para abrir o processo: são precisos dois terços do Senado, ou 54 dos 81 senadores.
Em 1º de fevereiro de 2027, quando Marília toma posse, o Senado escolhe o novo presidente. Alcolumbre tenta a reeleição, como a Folha mostrou na reportagem sobre as negociações de Alcolumbre para continuar no cargo. O PL terá a maior bancada, com 28 cadeiras, segundo o levantamento sobre o Senado em 2027, número que fica a 26 votos dos 54 exigidos.
A votação de Marília em Patrocínio e em Minas
Marília Campos teve 3.990.864 votos em Minas, 19,44% dos válidos, e ficou com a segunda vaga do estado, atrás de Domingos Sávio (PL). Em Patrocínio, a ordem foi diferente: Domingos Sávio liderou com 28.320 votos, Carlos Viana (PSD) teve 15.252, Marco Antônio Superman (Novo), 14.294, e Marília ficou em quarto, como detalhou a reportagem sobre o voto para senador em Patrocínio.
Ex-prefeita de Contagem, na Grande BH, Marília assume o mandato de oito anos em fevereiro e fica no Senado até o início de 2035. Ela vai votar, logo no primeiro dia de mandato, na eleição que define quem controla a pauta dos pedidos contra ministros do Supremo.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






