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Trump insinua fraude na eleição do Brasil, sem provas, e jura que “gosta de Lula”

Em comício no Texas, o presidente americano disse que o Brasil faz "bom trabalho" em manipular eleições e chamou de "muito estranha" a prorrogação da votação.

Fraude na eleição do Brasil: Donald Trump aponta o dedo em discurso e Lula sorri, lado a lado
Fraude na eleição do Brasil: Donald Trump aponta o dedo em discurso e Lula sorri, lado a lado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou nesta terça-feira (27) a insinuar fraude na eleição do Brasil, sem apresentar provas, e no dia anterior tinha feito questão de dizer que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Num comício no Texas, Trump comparou os democratas americanos ao processo brasileiro e disse que o Brasil “também está fazendo um bom trabalho” em manipular eleições. Lula foi reeleito no domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até a publicação desta matéria, nenhum tribunal ou órgão oficial tinha apontado fraude na votação, e Trump não citou documento, número ou procedimento que sustentasse a insinuação.

O que Trump disse no Texas

A fala veio num comício em apoio ao republicano Ken Paxton, a uma semana das eleições legislativas americanas de 3 de novembro. Trump atacava os adversários internos quando puxou o Brasil para o discurso. “Os democratas são os maiores manipuladores de eleições da história. Mas o Brasil também está fazendo um bom trabalho, não está?”, disse.

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Em seguida, comentou o segundo turno brasileiro. “Vocês viram aquilo? Aquilo não foi legal. Eu não apoiei nenhum lado, mas não gostei. Não pareceu muito bom”, afirmou.

Trump insinua fraude na eleição do Brasil: o presidente americano discursa e aponta o dedo
Donald Trump discursa em Denton, no Texas, em 1º de outubro, em foto de arquivo. Foto: Molly Riley/Casa Branca (domínio público).

“Eu gosto do Lula”: a fala de segunda

Na segunda-feira (26), Trump já tinha falado do assunto com jornalistas. “Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, declarou. “As eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim.” Na mesma conversa, fez o elogio que deixou a declaração com cara de contradição: “Eu gosto do Lula. Me dou muito bem com ele”.

Até a manhã de segunda, a Casa Branca não tinha reconhecido publicamente a vitória de Lula, como a Folha mostrou em silêncio de Trump. Governos de vários países já tinham parabenizado o presidente brasileiro.

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A prorrogação que Trump chamou de “muito estranha”

O alvo concreto de Trump foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que estendeu a votação do segundo turno em duas horas. Para o presidente americano, a medida foi “muito estranha” e prejudicou a imagem do processo eleitoral.

A prorrogação foi decidida depois de relatos de problemas no transporte público, chuva e outras dificuldades de eleitores em várias regiões, e saiu quando parte das seções já tinha encerrado a votação. O TSE suspendeu a totalização dos votos durante o período extra e retomou a apuração às 19h, sem reabrir as urnas que já tinham sido fechadas. O tema já tinha rendido críticas do entorno de Trump, como a Folha relatou em filho de Trump critica imprensa.

Fraude na eleição do Brasil: o que dizem os números

Lula venceu por cerca de 4,4 milhões de votos. Flávio teve 59,8 milhões, 48,21% dos válidos, e o resultado foi proclamado pelo TSE, que publica os dados por seção eleitoral no portal Resultados do TSE. Qualquer pessoa pode conferir ali os boletins de urna.

Trump não é o primeiro nome de peso a questionar o resultado. O empresário Elon Musk disse que “a conta não fecha”, e a Folha mostrou o que os números oficiais dizem em Musk questiona vitória de Lula. Nenhum dos dois apresentou prova de fraude na eleição do Brasil.

Lula sorri durante entrevista no Palácio da Alvorada
Lula durante entrevista no Palácio da Alvorada, em 1º de outubro, em foto de arquivo. Foto: Ricardo Stuckert (CC BY-SA 4.0).

A reação do governo brasileiro

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, criticou as declarações e disse que Trump está mal informado, segundo relatos. O Itamaraty não tinha divulgado nota oficial sobre as falas até a publicação desta matéria.

A relação entre os dois governos já vinha tensa antes da eleição. A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a troca de embaixador sem aval estão entre os temas que Lula leva ao quarto mandato, como a Folha mostrou em o impasse que Lula leva.

As falas mudam o resultado?

As falas de Trump sobre fraude na eleição do Brasil não têm efeito sobre o resultado. A diplomação dos eleitos é feita pela Justiça Eleitoral, e a posse está marcada para 5 de janeiro de 2027, pela regra da Emenda Constitucional 111. O que muda é o tom da relação entre Brasília e Washington nas próximas semanas: a Casa Branca não tinha reconhecido formalmente a vitória de Lula até segunda, e o próprio Trump diz, ao mesmo tempo, que se dá bem com ele.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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