Filho de Trump critica imprensa dos EUA por silêncio sobre a votação prorrogada no Brasil
Donald Trump Jr. compartilhou na rede X um post que chama Lula de próximo Maduro e disse que a imprensa americana silencia "pela causa". O STF prorrogou a votação até as 19h.

O filho de Trump critica imprensa dos EUA por não dar destaque à prorrogação da votação no Brasil. Donald Trump Jr. escreveu na rede X, no domingo (25), que a imprensa americana “perderia a cabeça” se um governo conservador tivesse tomado a mesma decisão, e sugeriu que ela fica calada por escolha, “tudo pela causa”. A publicação é do dia em que o Supremo Tribunal Federal estendeu o horário de votação do segundo turno até as 19h.
O que Donald Trump Jr. escreveu
Segundo a reprodução feita pela imprensa brasileira, Trump Jr. compartilhou uma publicação do advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble em processos contra o ministro Alexandre de Moraes. O post de De Luca chamou a prorrogação de manipulação evidente, lembrou que o ministro Cristiano Zanin foi advogado de Lula antes de chegar ao STF e perguntou se Lula seria o “próximo Maduro”. O comentário do filho do presidente americano foi acrescentado por cima dessa publicação. Nenhum dos relatos consultados traz prova apresentada por De Luca para a acusação de manipulação. A conta do filho de Trump está disponível no perfil oficial dele na rede X.
Trump Jr. não ocupa cargo no governo dos EUA. Ele dirige os negócios da família Trump e tem participação ativa nas redes, onde costuma comentar eleições e decisões judiciais de outros países. O pai, o presidente Donald Trump, não se manifestou sobre o resultado da eleição brasileira até a manhã desta segunda-feira (26), conforme mostrou a Folha em Silêncio de Trump.
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A prorrogação partiu de uma decisão individual do ministro Cristiano Zanin, na Reclamação 101.673, no Supremo Tribunal Federal. Ele determinou que a votação seguisse até as 19h nos locais em que as urnas ainda não tinham sido encerradas. Nas urnas já fechadas, os votos foram computados e totalizados normalmente. O Tribunal Superior Eleitoral interrompeu a totalização durante a prorrogação e retomou a apuração às 19h.
O pedido foi apresentado pela coligação de Lula, que citou dificuldades de transporte público nas prefeituras de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Segundo reportagens, a campanha de Flávio Bolsonaro também havia pedido mais tempo em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde chuvas e alagamentos atrapalharam o acesso às seções.
A decisão dividiu opiniões. Críticos dizem que ela passou por cima do TSE, a quem cabe organizar o calendário eleitoral, e que o Ministério Público Eleitoral se manifestou contra a prorrogação. Quem a defende aponta o motivo registrado na própria decisão: eleitores com dificuldade real de chegar às seções.

O resultado e a reação de Flávio
Com a apuração concluída, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 4.430.191 votos, segundo o painel oficial do TSE. Flávio disse que não reconhece o resultado, citou a prorrogação do horário entre as razões e anunciou que vai pedir a anulação da eleição, como a Folha mostrou em Flávio e a anulação da eleição. O Código Eleitoral só prevê a repetição da votação quando a nulidade atinge mais da metade dos votos do país, o que seria difícil diante da diferença registrada.
Alpha for MenA posição dos Estados Unidos também aparece no debate. Na manhã de segunda, a Casa Branca ainda não havia parabenizado Lula, e a diferença entre o silêncio de Trump e os cumprimentos de outros governos foi tema da cobertura da reeleição. Um parlamentar democrata americano, o deputado Ro Khanna, afirmou, segundo reportagens, que Trump deve respeitar o resultado e não minar as eleições brasileiras.
O que falta saber
Falta saber se o governo americano vai reconhecer o resultado e em que termos. e se o pedido de anulação de Flávio chegará formalmente à Justiça Eleitoral e com quais fundamentos. A Folha atualiza esta matéria quando houver manifestação de Trump, da Casa Branca ou decisão do TSE.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






