Médico preso em Patos de Minas é suspeito de estuprar jovem de 21 anos em festa
A jovem teria sido atacada na madrugada, em casa onde havia festa de inauguração. O suspeito, de 28 anos, foi preso pela PM e o caso segue com a Polícia Civil.

O médico preso em Patos de Minas (MG) na manhã desta terça-feira (13) tem 28 anos e é suspeito de estuprar uma jovem de 21 durante uma festa de inauguração de residência. A prisão foi feita pela Polícia Militar. Por enquanto, tudo o que se sabe vem de relatos sobre a ocorrência, e o homem não foi condenado por nada.
De acordo com as informações que circularam ao longo do dia, o crime teria acontecido na madrugada, entre 3h e 4h, durante a comemoração em uma casa da cidade. O nome do suspeito e o da jovem não foram divulgados, e a Folha também não os publica.
Até a publicação desta matéria, a Folha não localizou nota oficial da Polícia Militar nem da Polícia Civil com a versão completa. Por isso, o endereço da festa, a relação entre as duas pessoas e os elementos que levaram à prisão ainda não estão confirmados. A defesa do suspeito também não foi identificada, e o espaço segue aberto para manifestação.
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Médico preso em Patos: o que a lei prevê
O estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal: constranger alguém, com violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar outro ato libidinoso. A pena vai de 6 a 10 anos de reclusão. Quando a vítima não tem condições de resistir, por qualquer motivo, o enquadramento pode ser o de estupro de vulnerável (artigo 217-A), com pena de 8 a 15 anos.
Qual dessas hipóteses vale para o caso é decisão da Polícia Civil, que conduz o inquérito, e depois do Ministério Público, que decide se apresenta denúncia à Justiça. A polícia ainda não informou o enquadramento.
O que acontece depois da prisão
Quem é preso em flagrante é levado à delegacia de plantão, onde a autoridade policial registra o auto de prisão. Em até 24 horas, o preso passa por audiência de custódia, na qual um juiz verifica se a prisão foi legal e decide se mantém o suspeito preso ou o solta, com ou sem medidas cautelares.
Em crimes sexuais, a investigação costuma reunir o relato da vítima, o exame pericial, mensagens, imagens de câmeras e o depoimento de quem estava no local. É nesse conjunto que o inquérito se apoia. A Constituição garante a presunção de inocência: ninguém é considerado culpado antes de sentença definitiva, e isso vale para o médico preso em Patos de Minas como para qualquer outro suspeito.
Alpha for MenProcessos por crimes contra a dignidade sexual correm em segredo de justiça, conforme o artigo 234-B do Código Penal. A regra protege a vítima e pode limitar as informações divulgadas nas próximas semanas, mesmo depois de eventual denúncia.
A Folha já noticiou outros casos de violência sexual na região, como o do jovem preso em Patos de Minas por estupro de vulnerável, o da adolescente que escapou de importunação sexual em uma fazenda da cidade e o do homem de 39 anos preso em Lagoa Formosa. Em outra ocorrência da cidade, uma tentativa de feminicídio terminou com tiros contra a PM.
Onde buscar ajuda
Quem sofre violência sexual pode registrar ocorrência em qualquer delegacia, ligar para o 190 em caso de emergência ou procurar o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, gratuito e disponível 24 horas. A vítima também tem direito a atendimento imediato no SUS, incluindo exames e medicação preventiva, conforme a Lei 12.845/2013, sem necessidade de boletim de ocorrência prévio.
A Folha segue acompanhando o caso do médico preso em Patos de Minas e atualiza a matéria assim que a Polícia Militar ou a Polícia Civil divulgar a versão oficial.






